Programa da conferência
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Sessão de Pósteres n.º 1
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200 anos de codificação florestal: análise histórica do processo de codificação legislativa florestal em Portugal UTAD, Portugal Desde 1839 que está formalmente identificada a necessidade de elaborar um Código Florestal em Portugal, continuando este objetivo por cumprir. Num setor florestal que representa sistematicamente saldos da balança comercial superiores a 2 mil milhões de euros, e que em 2022 correspondeu a 1,6% do PIB nacional, a ausência de um quadro jurídico sistematizado e coeso constitui um constrangimento estrutural. Esta realidade torna-se ainda mais evidente considerando a desatualização, dispersão e fragmentação normativa do atual enquadramento jurídico com incidência florestal, reflexo de produção legislativa conjuntural, e da ausência de um instrumento jurídico sistematizado, harmonizado e consolidado. Este trabalho apresenta os resultados de uma análise histórica e legislativa do processo de codificação florestal nacional, abrangendo o período compreendido entre 1839 e 2015, realizada com base em fonte primária, nomeadamente registos parlamentares do Arquivo Histórico da Assembleia da República, Diários do Governo, Diário da República e antecedentes históricos documentais. Recorrendo a uma abordagem diacrónica e à pesquisa documental sistemática, foram identificadas seis propostas normativas de Código Florestal, doze Comissões Específicas, duas Comissões Coordenadoras Interministeriais e um Grupo de Trabalho parlamentar, constituídos ao longo deste período com o objetivo de elaborar um Código Florestal, contudo, nenhuma destas iniciativas produziu efeitos legais duradouros. Das seis iniciativas legislativas identificadas, apenas duas foram sujeitas a debate parlamentar na generalidade (Projeto de Lei n.º 37/1849 e Proposta de Lei n.º 267/X/2009), não tendo a única proposta promulgada, que originou o Decreto-Lei n.º 254/2009, produzido efeitos legais práticos em virtude de a sua entrada em vigor ter sido sucessivamente prorrogada, até ser revogada pela Lei n.º 12/2012, e ter sido repristinada de legislação do início do século XX. Neste processo, não identificámos igualmente evidências de análise prévia dos impactos jurídicos, económicos ou sociais desta repristinação. Os resultados obtidos evidenciaram ainda um paralelismo entre a desadequação e a dispersão legislativa verificadas nos séculos XIX, XX e XXI: em determinadas circunstâncias, as autoridades competentes pela execução das leis florestais não existiam, ou as soluções jurídicas existentes eram desconexas, contribuindo para o desinvestimento no setor florestal. A análise documental revela ainda que a fundamentação apresentada para a não conclusão dos trabalhos das diferentes comissões e iniciativas é recorrentemente imputável à instabilidade política, o que reflete a prioridade que este setor de atividade tem representado para os agentes políticos ao longo destes dois séculos. A única proposta submetida a debate parlamentar na especialidade e aprovada em votação final global nunca produziu quaisquer efeitos jurídicos práticos, o que ilustra, de forma inequívoca, a dimensão do desafio político e institucional que a codificação florestal representa. Conclui-se que a codificação florestal, enquanto instrumento de sistematização, harmonização e consolidação normativa, constitui uma condição necessária para uma gestão florestal sustentável, para a literacia jurídica dos seus destinatários e para a clareza, certeza e segurança do ordenamento jurídico com incidência florestal, contribuindo de forma estrutural para a implementação de conexões sustentáveis entre floresta, pessoas e território. Caracterização anatómica da madeira de 5 espécies da floresta natural de Moçambique e sua vulnerabilidade às mudanças climáticas 1: UTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal; 2: UCM - Universidade Católica de Moçambique Moçambique tem uma área florestal de 41 milhões de hectares, constituindo uma das mais significativas áreas de floresta nativa na África Austral, a qual desempenha um papel essencial na subsistência de necessidades básicas das populações rurais e um contributo imenso na economia do país, com mais de 200 milhões de dólares em divisas através das exportações. Adicionalmente, é geradora de emprego a uma parte significativa da população e fornecedora de serviços ecossistémicos vitais, tais como produtos florestais não lenhosos, regulação da água, sequestro de carbono, prevenção da erosão dos solos e conservação da biodiversidade. No entanto, a África Austral é uma das regiões mais vulneráveis do mundo às alterações climáticas, sendo Moçambique um dos países mais sensíveis. Esta vulnerabilidade é agravada pela sobre exploração das florestas naturais, estando todo este importante património natural seriamente ameaçado. Neste contexto, são objetivos deste trabalho caracterizar anatomicamente 5 das mais importantes espécies produtoras de madeira de excelente qualidade, produzidas em Moçambique, e identificar, com base nessas características anatómicas, a vulnerabilidade dessas espécies a eventos climáticos extremos, como sejam as secas, ciclones e inundações. Foram selecionadas as seguintes espécies: Spirostachys africana, Afzelia quanzensis , Millettia stuhlmannii , Pterocarpus angolensis e Colophospermum mopane, a primeira considerada madeira preciosa e as restantes de 1ª classe. O material de estudo foi colhido em diversas florestas nativas localizadas nos distritos de Sofala, Maputo e Inhambane e a caracterização anatómica seguiu a metodologia sugerida pela IAWA (International Association of Wood Anatomists). Afzelia quanzensis, Millettia stuhlmannii, Pterocarpus angolensis e Colophospermum mopane apresentam vasos grandes e solitários, com placas de perfuração simples, pontuações aureoladas guarnecidas e fibras de paredes espessas. Estas características conferem uma eficiente capacidade de transporte e resistência a embolismo, a par de uma grande resistência à seca. Já a Spirostachys africana possui vasos pequenos e agrupados, com pontuações aureoladas não guarnecidas e fibras de paredes finas, conferindo uma menor eficiência hídrica e uma maior suscetibilidade a embolia e vulnerabilidade a fenómenos de seca. Assim, é expectável que esta espécie possa vir a ser particularmente afetada pelas alterações climáticas, devendo a sua distribuição restringir-se a locais com abastecimento regular de água, ou, com períodos de seca relativamente limitados. De um modo geral quase todas as espécies exibem uma elevada densidade e abundância de parênquima axial (em quantidade e diversidade), isto é, não só uma elevada resistência mecânica como um grande investimento em substâncias de reserva acumuladas em células de parênquima, o que as torna particularmente resistentes aos efeitos adversos dos ciclones. Só a Spirostachys africana se demarca das restantes espécies. Como apresenta menor quantidade de parênquima axial e limitado ao tipo difuso apotraqueal, revela um reduzido investimento em substâncias de reserva que poderão ser posteriormente utilizadas em períodos críticos, revelando uma maior vulnerabilidade ao stress induzido pelos ciclones. Relativamente às cheias, os resultados não foram conclusivos, já que não foi possível estabelecer qualquer relação direta entre as características anatómicas e a sua vulnerabilidade a este evento climático extremo. Produção de biomassa e qualidade da madeira da Cupressus lusitanica Mill. a crescer em Portugal UTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal A seleção de espécies arbóreas para florestação em ambientes mediterrânicos envolve desafios relacionados com a adaptabilidade, o impacto nas propriedades do solo e a qualidade ambiental global. A Cupressus lusitanica Mill. tem sido uma espécie florestal reconhecida pelo seu rápido crescimento, resiliência ambiental e versatilidade de aplicações, posicionando-se como uma candidata promissora para estas regiões. Embora tenha sido utilizada em florestações no Nordeste de Portugal desde a década de 1990, ainda não existem estudos abrangentes que avaliem o seu desempenho em determinadas condições locais sob forte influência mediterrânica. Para colmatar esta lacuna de conhecimento, o presente estudo avaliou um povoamento de Cupressus lusitanica com 14 anos instalado no Nordeste de Portugal. Foram analisadas as propriedades anatómicas, físicas, químicas e mecânicas da madeira, bem como a produção de biomassa. A espécie evidenciou um maior crescimento radial (em diâmetro) e uma elevada adaptabilidade, comparativamente a outras espécies sob condições ambientais semelhantes. Apesar de apresentar menor comprimento de fibras (1,6 mm) e uma densidade básica da madeira relativamente baixa (404 kg/m³), os valores de retração situaram-se dentro do intervalo típico das coníferas. Contudo, observou-se uma marcada tendência para fenómenos de empenamento. O teor de extrativos foi relativamente elevado (5,1%), sendo predominante a fração solúvel em etanol (3,6%). Os ensaios mecânicos revelaram valores reduzidos tanto para o módulo de elasticidade (MOE) (3592,5–3617,1 MPa) como para o módulo de rutura (MOR) (57,7–68,9 MPa), sendo ambas as propriedades significativamente influenciadas pela presença de nós. Face aos resultados obtidos, foi possível concluir que a espécie Cupressus lusitanica, apesar da baixa densidade da madeira e de potenciais limitações em algumas utilização que exijam um bom desempenho mecânico, apresenta notável crescimento e adaptabilidade, conferindo-lhe elevado potencial para a produção de biomassa e sequestro de carbono, bem como possíveis aplicações da sua madeira no fabrico de painéis reconstituídos e à base de fibras ou partículas de madeira. O contributo do CENASEF para a conservação genética e a resiliência das florestas em Portugal ICNF, Portugal As alterações climáticas representam um dos principais desafios à sustentabilidade e resiliência das florestas portuguesas, prevendo-se o aumento da frequência e intensidade de fenómenos extremos, como secas prolongadas, ondas de calor e incêndios rurais. Neste contexto, a conservação e gestão dos recursos genéticos florestais assumem um papel estratégico na adaptação dos ecossistemas florestais e na manutenção da sua capacidade produtiva, ecológica e funcional. O Centro Nacional de Sementes Florestais (CENASEF), enquanto serviço operativo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), desempenha um papel estratégico na conservação da diversidade genética e no suporte à gestão sustentável das florestas em Portugal. Sediado em Amarante, o CENASEF assegura a recolha, processamento, armazenamento e comercialização sementes florestais, trabalhando atualmente com cerca de 115 espécies arbóreas e arbustivas. Com uma capacidade anual de processamento superior a 20 toneladas de fruto, o Centro garante a disponibilização de sementes certificadas e adaptadas às condições edafoclimáticas do território nacional. Entre as espécies de maior relevância destacam-se o pinheiro-bravo (Pinus pinaster), o pinheiro-manso (Pinus pinea) e várias espécies do género Quercus, nomeadamente o sobreiro (Quercus suber) e o carvalho-alvarinho (Quercus robur), que apresentam elevada procura no âmbito da arborização, reflorestação e restauro ecológico. Num contexto marcado pela elevada recorrência de incêndios florestais — principal fator de perturbação dos ecossistemas em Portugal — e pela crescente incidência de agentes bióticos, como o cancro resinoso do pinheiro (Fusarium circinatum) e o nemátodo-da-madeira-do-pinheiro (Bursaphelenchus xylophilus), o papel do CENASEF torna-se particularmente relevante. O fornecimento de material florestal de reprodução de qualidade é crucial para o sucesso das ações de recuperação pós-incêndio. No entanto, destaca-se a importância de privilegiar a regeneração natural sempre que esta se mostre viável, promovendo ecossistemas mais resilientes e adaptados. A equipa do CENASEF, constituída por uma técnica superior e sete assistentes operacionais — incluindo cinco escaladores — contribui para a execução destas operações com elevado rigor técnico, evidenciando a ligação entre conservação, produção florestal e território, e reforçando o seu papel na promoção de florestas mais sustentáveis, resilientes e alinhadas com os desafios atuais.
Automated Quercus suber Crown Characterization in Portuguese Montado Using Lightweight U-Net and Multispectral UAV Data: A Monte Fava Case Study 1: UCIBIO - Unidade de Ciências Biomoleculares Aplicadas, Departamento de Ciências da Vida, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade NOVA de Lisboa, 2829-516 Caparica, Portugal; 2: Laboratorio Associado Instituto para a Saúde e Bioeconomia - i4HB, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade NOVA de Lisboa, 2829-516 Caparica, Portugal; 3: Department of Science and Technology for Sustainable Development and One Health, Research Unit of Electronics for Sensor Systems, Campus Bio-Medico University of Rome, Via Álvaro del Portillo 21, 00128 Rome, Italy; 4: UNINOVA - Institute for the Development of New Technologies, Quinta da Torre, 2829-516 Caparica, Portugal; 5: Forest Research Centre (CEF), Associate Laboratory TERRA, School of Agriculture, University of Lisbon, Tapada da Ajuda, 1349-017 Lisboa, Portugal; 6: National Institute for Agricultural and Veterinary Research (INIAV, I.P.), Av. da República, Quinta do Marquês, 2780-159 Oeiras, Portugal; 7: Department of Biology, University of Naples Federico II, Via Vicinale Cupa Cintia, 80126 Naples, Italy This work contributes to the environmental monitoring and sustainable management of Mediterranean agroforestry ecosystems by assessing the vegetative and structural status of Portuguese Quercus suber montados through the integration of multispectral UAV surveys and deep learning models. In a context of increasing climate variability, rapid, accessible, and automatable methods for crown monitoring are essential for timely evaluations of cork oak ecosystems status and dynamics. The case study was conducted at Monte Fava (Portugal), a Q. suber genetic field trial suited for investigating relationships between structural and physiological crown traits and potential genetic, adaptive, and functional differences among provenances. In this context, an automated tool for crown segmentation and metric characterization enables rapid, repeatable, and non-destructive monitoring of tree growth and vigour, and also response to environmental variability. Methodologically, the work integrates multispectral UAV data, digital photogrammetry, manual crown annotation, and deep learning modelling. Images acquired with a DJI Phantom 4 Multispectral RTK drone were processed in WebODM and georeferenced in EPSG:3763. Approximately 600 crowns were manually digitized and used as ground truth for training a lightweight convolutional neural network (U-Net-light), balancing accuracy, computational efficiency, and operational accessibility even under limited hardware resources. The network was tested on multiple multiband and single band to evaluate spectral contribution and model robustness under different input configurations. Despite its simplified architecture, multiband models achieved high performance (IoU up to 0.82), demonstrating good generalization and temporal robustness. This confirms that lightweight, well-trained networks are a valid alternative to more complex models when computational cost, transferability, and ease of use are priorities. Inference on georeferenced orthophotos produced accurate, morphologically coherent crown masks from which structural parameters, such as crown area, were derived. Estimated crown surfaces, mainly ranging between 70 and 110 m², are consistent with the expected dimensions for adult Q. suber individuals. The compactness of the crowns and the regularity of the segmented shapes confirm model reliability for both spatial vegetation classification and metric characterization. This pipeline can accommodate main vegetation indices across the orthophoto, enabling integration of geometric crown information with multispectral indicators of vegetative vigour and photosynthetic function. The combination of U-Net-light, multispectral UAV data, and morphometric analysis provides an original and scalable approach to automated Q. suber crown characterization, suitable for precision forest monitoring. Its application at Monte Fava genetic trial demonstrates its value for comparative assessment, phenotypic plasticity analysis, and climate-resilient montado management. Beyond accurate crown segmentation, the methodology establishes an operational bridge between spatial data, vegetation structure and vigour indicators, offering a powerful tool for precision forestry in high-value ecological systems. Engenharia Florestal em Portugal: evidência, representatividade e prioridades estratégicas do setor 1: Ordem dos Engenheiros, Portugal; 2: Ordem dos Engenheiros, Portugal; 3: Ordem dos Engenheiros, Portugal; 4: Ordem dos Engenheiros, Portugal A Engenharia Florestal assume um papel central na resposta aos desafios estruturais do território português, nomeadamente no contexto das alterações climáticas, da gestão integrada da paisagem e da prevenção de incêndios rurais. Apesar da sua relevância técnica, o setor enfrenta limitações ao nível da representatividade institucional e da renovação geracional, particularmente evidentes na Região Sul da Ordem dos Engenheiros. Com o objetivo de identificar prioridades técnicas e institucionais, o Grupo de Trabalho de Engenharia Florestal da Região Sul (GTEF_OERS) promoveu, no primeiro semestre de 2026, um conjunto de iniciativas participativas, complementadas por um inquérito dirigido à comunidade profissional. Foram obtidas cerca de 100 respostas válidas, permitindo recolher evidência empírica sobre preferências e expectativas do setor. Os resultados evidenciam uma clara valorização de iniciativas de carácter prático e colaborativo. As visitas técnicas (68%), os debates com especialistas (66%), os workshops (65%) e a formação certificada (62%) destacam-se como formatos prioritários, refletindo a procura de aprendizagem aplicada, atualização técnica e partilha de conhecimento entre pares. No plano técnico, a gestão florestal adaptada às alterações climáticas surge como principal prioridade (64%), evidenciando o alinhamento com os desafios globais e nacionais. Adicionalmente, temas como inovação tecnológica, inteligência artificial, ordenamento do território, biodiversidade e serviços dos ecossistemas assumem crescente relevância, confirmando a natureza multidisciplinar e em evolução do setor. Relativamente às expectativas institucionais, destaca-se a necessidade de reforçar a representação da Engenharia Florestal na Ordem dos Engenheiros e aumentar a sua influência na definição de políticas públicas. A promoção da formação contínua, a valorização social da profissão e a disseminação de informação técnica são igualmente identificadas como áreas críticas. Com base nestes resultados, identificam-se três eixos estratégicos prioritários: (i) reforço da representatividade e promoção da renovação geracional; (ii) estruturação de uma oferta contínua de iniciativas técnicas alinhadas com as necessidades identificadas; e (iii) afirmação institucional da Engenharia Florestal, aumentando a sua visibilidade e participação nos processos de decisão. Os resultados confirmam a existência de uma comunidade técnica alinhada com os desafios atuais, mas evidenciam fragilidades estruturais ao nível da sua afirmação institucional. O reforço da Engenharia Florestal constitui, assim, uma condição essencial para garantir a sustentabilidade e resiliência do território. Rentabilidade da exploração florestal pública em Portugal: análise comparativa da receita média por hectare entre 1889–1898 e 2017–2021 UTAD, Portugal O setor florestal português apresenta um desempenho económico relevante: a balança comercial regista sistematicamente saldos superiores a 2 mil milhões de euros anuais, o valor acrescentado bruto da silvicultura e indústrias de base florestal representou 1,6% do PIB em 2022, e as fileiras florestais foram responsáveis por cerca de 100 mil postos de trabalho em Portugal continental. Não obstante, a rentabilidade da exploração florestal nas áreas sob gestão ou cogestão pública tem permanecido pouco analisada numa perspectiva histórica comparada, constituindo uma lacuna relevante para a avaliação da eficiência da gestão e cogestão florestal pública. Este trabalho apresenta uma análise económica comparativa da receita média por hectare (ha) da exploração florestal pública em Portugal continental, confrontando dois períodos históricos: 1889–1898, correspondente às Matas Estatais com 15 688 ha sob gestão da Administração Geral das Matas (PL 1-L/1900); e 2017–2021, correspondente às Matas Nacionais e Perímetros Florestais sob gestão e cogestão de organismo da administração pública florestal (OAPF), totalizando cerca de 458 279 ha (Relatórios de Atividades e REFLOA). Para efeitos de comparação, os valores históricos foram convertidos com base: no Decreto de 22 de maio de 1911, que determinou a reforma monetária e introduziu o escudo como nova unidade monetária; na taxa de conversão irrevogável escudo/euro, fixada no Regulamento (CE) n.º 2866/98 do Conselho de 31 de dezembro de 1998; e atualizados por meio do coeficiente de desvalorização da moeda previsto na Portaria n.º 288/2024/1, de 7 de novembro. Considerando a receita média anual bruta/ha das Matas Estatais entre 1889 a 1898, face à receita média anual/ha da exploração florestal das Matas Nacionais e dos Perímetros Florestais sob gestão ou cogestão de OAPF, verifica-se, com base nos dados públicos, no período dos Relatórios de Atividades (2017-2021), um decréscimo de 65% da receita média anual, entre - 1889 a 1898 (66€) e 2017 a 2021 (23 €). Se considerarmos a receita média líquida/ha entre 1889 a 1898, face à receita média anual/ha da exploração florestal das Matas Nacionais e dos Perímetros Florestais sob gestão ou cogestão de OAPF, regista-se no período dos Relatórios de Atividades (2017 a 2021) um decréscimo de 1% da receita média anual, entre - 1889 a 1898 (26€) e 2017 a 2021 (23€). Salienta-se que esta tendência decrescente de rentabilidade por hectare ocorre num contexto de expansão de cerca de 280% das áreas florestais sob gestão e cogestão pública desde o final do século XIX, de significativa evolução tecnológica do setor e de globalização dos mercados de produtos florestais. Acresce que a exploração florestal das Matas Nacionais e Perímetros Florestais representou, no período 2017–2021, cerca de 43,5% da receita própria média do OAPF, correspondendo a aproximadamente 10,71 milhões de euros anuais. Conclui-se que a ausência de critérios legais claros de eficiência económica e sustentabilidade na gestão florestal pública, decorrente da inexistência de um Código Florestal sistematizado, contribui para a manutenção de práticas gestionárias com rentabilidade decrescente por hectare, com impacto direto no orçamento do organismo e na valorização dos recursos florestais públicos enquanto ativo estratégico para a coesão territorial e para as conexões sustentáveis entre floresta, pessoas e território. Potencial do uso de bioestimulantes na instalação de povoamentos de eucalipto em solos de baixa fertilidade 1: Altri Florestal, Quinta do Furadouro, 2510-582 Olho Marinho; 2: Universidade de Évora, Escola de Ciências e Tecnologia – Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento (MED). Largo dos Colegiais 2, 7004-516, Évora, Portugal; 3: Hubel Verde – Engenharia Agronómica S.A., Parque Huble, Pechão, 8700-179 Olhão A produção florestal de eucalipto enfrenta diversos desafios que condicionam a produtividade e sustentabilidade dos povoamentos. Entre estes, destaca-se a reduzida fertilidade natural de muitos solos florestais utilizados para a instalação de plantações de eucalipto. Neste contexto, torna-se necessário desenvolver estratégias que promovam uma utilização mais eficiente dos recursos naturais e reforcem a resiliência das plantas em condições limitantes. Os bioestimulantes constituem uma abordagem promissora, atuando nas interações solo-planta através da promoção de processos biológicos naturais, como a mobilização de nutrientes, o aumento da absorção radicular e o reforço da tolerância a stresse biótico e abiótico. No âmbito do projeto 3.6 – Programa Bioma Solo: melhorar a relação solo-planta, da Agenda transForm, a Altri Florestal, em colaboração com a Hubel Verde e a Universidade de Évora, instalou dois ensaios de campo destinados à avaliação de bioestimulantes comercializados para o setor agrícola em plantações de Eucalyptus globulus (material VR1014 × VR444, proveniente dos Viveiros do Furadouro/AF). Os ensaios foram instalados em Calha do Grou (Fazendas de Almeirim) e Fajarda (Coruche), locais caracterizados por condições edafoclimáticas desafiantes para o estabelecimento de plantações. Foram avaliados produtos comercializados pela Hubel Verde contendo bactérias solubilizadoras de fósforo (Naphitos), Trichoderma spp. (Notaris e Trychosim Bio), fungos micorrízicos (MVA-MIX e MVA-MIX 2) e bactérias fixadoras de azoto (Utrisha-N). O crescimento e sobrevivência das plantas inoculadas foram comparados com um tratamento controlo sujeito ao programa de fertilização convencional da Altri Florestal (adubo mineral 8-24-8 + adubo de libertação controlada 9-20-8). Na Calha do Grou, a aplicação de Trichoderma spp. (T. asperellum e T. harzianum) e de fungos micorrízicos (Glomus iranicum var. tenuhypharum) não resultou em diferenças na sobrevivência (>98%) nem no crescimento das plantas relativamente ao controlo. Por outro lado, a aplicação foliar de Utrisha-N (Methylobacterium symbioticum), realizada por drone em plantas com seis meses de idade, promoveu aumentos significativos na altura e no diâmetro das plantas tratadas. Relativamente à avaliação da atividade microbiana do solo, feita cerca de 4 meses após a plantação nos dois primeiros ensaios mencionados, também não se verificaram diferenças significativas dos produtos testados relativamente ao controlo na globalidade dos parâmetros testados. Destaca-se apenas uma melhoria significativa, na atividade de enzimas diretamente relacionadas com a disponibilização de P e S, com a aplicação de Trichosym Bio na altura da plantação. No ensaio da Fajarda, a inoculação com bactérias solubilizadoras de fósforo não originou diferenças na sobrevivência nem no crescimento, sendo que os vários parâmetros relativos ao estado fisiológico da planta (Performance index, clorofila, Fv/Fm), também não evidenciaram diferenças significativas. Apesar de não apresentaram taxas de colonização micorrízica superiores, nem melhor atividade microbiana do solo, observou-se uma sobrevivência superior nas plantas inoculadas com fungos micorrízicos, comparativamente ao controlo (92% vs. 72%). Os resultados obtidos evidenciam o potencial dos bioestimulantes como ferramenta complementar na instalação de plantações de eucalipto, sobretudo na sobrevivência inicial das plantas. Modelação do volume do tronco e estimação da biomassa e do carbono da componente aérea da espécie Cupressus lusitanica (Mill.) em Portugal 1: Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal; 2: Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas; 3: Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas; 4: Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal O Cedro-do-Buçaco (Cupressus lusitanica Mill.) é uma espécie florestal com interesse para a diversificação dos povoamentos de resinosas em Portugal, sendo considerada uma espécie a privilegiar nos Programas Regionais de Ordenamento Florestal das regiões Norte e Centro. Apesar do seu potencial produtivo e da sua adaptação a diferentes condições edafoclimáticas, a informação biométrica disponível para a espécie em território nacional é ainda limitada, em particular no que respeita à estimativa da biomassa lenhosa e do carbono sequestrado. Are height–diameter and height to the crown base-diameter relationships different in pure and mixed stands of cork oak and stone pine in Portugal? Centro de Estudos Florestais, Laboratório Associado TERRA, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa; Portugal In recent years, there has been an expansion of mixed-species forest areas of cork oak (Quercus suber L.) and stone pine (Pinus pinea L.) in Portugal. This tendency requires the development of forest growth models to support the management of these stands and optimize productivity. In forestry, the total height-diameter (h-d) relationship and the height to the crown base (hcb) are fundamental to forest inventory, especially when direct total height or hcb measurements are unavailable. This study aimed to develop generalized h–d models for cork oak and stone pine, as well as an hcb–d model for cork oak growing in pure stands or mixed stands with stone pine across Portugal. The analysis was based on data from the 5th and 6th National Forest Inventories and from permanent research plots. The main hypothesis was that the inclusion of species composition variables would better characterize stand structure and improve model performance. The models were fitted using nonlinear least-squares and nonlinear mixed-effects models for both h–d and hcb–d relationships, and generalized additive models for the hcb–d model. Model parameters were expressed as linear functions of stand characteristics, competition indices, and variables describing species mixture. The results showed that the sequential inclusion of stand variables, competition indices, and species composition variables significantly improved the h–d models for both cork oak and stone pine. For the cork oak hcb–d model, including stand variables and a species composition index also improved model performance. Overall, this research provides practical tools for estimating tree height and height to crown base in mixed-species cork oak and stone pine stands. These models can support forest inventory, improve stand-level assessments, and are expected to support decision-making in Mediterranean forest management. Eucaliptos notáveis de Portugal (re)vistos com LiDAR The Navigator Company, Portugal Em junho de 2025 começaram a ser disponibilizados os dados relativos ao primeiro levantamento LiDAR de Portugal continental, referente ao ano de 2024, pela Direção Geral do Território. Financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), este projeto representa um marco histórico na infraestrutura de dados geográficos do país, estabelecendo um novo padrão de rigor e detalhe para a altimetria nacional. Estes dados abertos estão disponíveis para consulta e utilização e podem ser uma ferramenta extremamente poderosa para melhor estudar e compreender a floresta portuguesa. A informação tridimensional fornecida pelo LiDAR descreve a estrutura da floresta de forma contínua, podendo ser utilizada para estimar algumas das principais variáveis de interesse para a caracterização e gestão florestal. Estes dados podem ser utilizados para gerar produtos úteis para diversas áreas como o estudo da estrutura de povoamentos, estimativa de biomassa e carbono capturado, ou prevenção de incêndio e monitorização pós-fogo. Neste trabalho, apresentamos a caracterização das árvores mais altas de Portugal (todas elas na região de Coimbra) a partir de nuvens de pontos de LiDAR e a estimativa das suas alturas, tendo sido produzidos Modelos de Altura das Copas (CHM) a partir destes dados. De entre estas, destaca-se um Eucalyptus diversicolor apelidado de Karri Knight, plantado no fim do século XIX na Mata Nacional de Vale de Canas, sendo oficialmente a árvore mais alta da Europa. A altura desta terá sido estimada como sendo 72m em 2010 e 73m em 2017 com medições laser de dois pontos e 72,90m em 2015 com medição direta com escalada da árvore. A partir dos dados de LiDAR estimou-se a sua altura em 2024 em 73,55m com a utilização de algoritmos automáticos de deteção de treetops e 72,89m manualmente. Este é apenas um exemplo de como os dados de LiDAR disponibilizados podem ser interessantes para a caracterização e estudo da floresta, sendo esta de conservação ou produção, abrindo portas ao potencial que a repetição e continuidade deste tipo de iniciativas pode ter para a floresta portuguesa. Programa de melhoramento do castanheiro para resistência à doença da tinta: 20 anos de avanços, desafios e oportunidades INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária O castanheiro (Castanea sativa Mill.) constitui uma espécie de elevada importância económica e cultural em Portugal, particularmente nas regiões do interior, onde a produção de castanha e os soutos tradicionais desempenham um papel essencial na sustentabilidade dos territórios rurais. No entanto, a doença da tinta, causada pelo oomiceta Phytophthora cinnamomi, continua a representar uma das principais limitações à produtividade e longevidade destes sistemas. Em Portugal, o programa de melhoramento genético do castanheiro iniciado há 20 anos, tem-se centrado no desenvolvimento de populações híbridas entre Castanea sativa e espécies asiáticas mais resistentes, nomeadamente Castanea crenata (castanheiro japonês) e Castanea mollissima (castanheiro chinês). Estes trabalhos permitiram a obtenção de genótipos com maior nível de resistência à doença da tinta para serem utilizados sobretudo como porta-enxertos. Neste contexto, têm sido desenvolvidos e caracterizados recursos genéticos relevantes, incluindo a identificação de regiões genómicas associadas à resistência (QTL), através de ensaios controlados e abordagens genómicas. Em paralelo, estudos de expressão génica e validação funcional têm contribuído para uma melhor compreensão dos mecanismos envolvidos na resposta à infeção. As populações F2, resultantes do cruzamento entre indivíduos F1 selecionados pela sua maior resistência, encontram-se atualmente em fase de desenvolvimento, representando uma etapa futura relevante no programa de melhoramento. Apesar destes progressos, os soutos tradicionais baseados em C. sativa mantêm-se vulneráveis, sendo essencial desenvolver estratégias que permitam aumentar a resistência sem comprometer a identidade genética e o valor da castanha portuguesa. Neste enquadramento, encontram-se em preparação novas abordagens de melhoramento no âmbito do programa nacional, incluindo a integração de novos marcadores moleculares específicos para C. sativa, bem como a utilização de ferramentas de predição genómica e de informação proveniente de diferentes fontes de variabilidade genética. Estas abordagens procuram contribuir para a aceleração dos ciclos de seleção e para o aumento da eficiência na identificação de genótipos superiores, através da integração de dados de árvores selecionadas em campo e de populações híbridas em segregação. Este trabalho apresenta o estado atual do melhoramento genético do castanheiro para resistência à doença da tinta e discute perspetivas futuras baseadas na integração de recursos genéticos e ferramentas genómicas, com vista ao desenvolvimento de soluções sustentáveis para a conservação e valorização dos soutos em Portugal. Characterization of the edaphic mesofauna in different oak forests (Quercus faginea, Q. robur, Q. rotundifolia, Q. pyrenaica) of the Iberian Peninsula 1: CIMO, LA SusTEC, Instituto Politécnico de Bragança, Campus de Santa Apolónia, 5300-253 Bragança, Portugal; 2: Departamento de Conservación de Recursos Naturales, NEIKER – Basque Institute of Agricultural Research and Development, Basque Research and Technology Alliance (BRTA), 48160 Derio, Spain.; 3: Centro de Investigación Forestal de Lourizán XERA, Consellería de Economía e Industria. Soil biodiversity is fundamental for the correct functioning of the ecosystems, since it is the basis for vegetation development and habitat creation. In this context, soil mesofauna has been proposed as a bioindicator for soil health because of its sensitivity to soil-condition alterations. However, there is still a lack of information on the edaphic communities of several ecosystems all around the world. Therefore, the objective of this study was to assess the edaphic mesofauna in different oak forests of the Atlantic area of the Iberian Peninsula: Quercus faginea (Basque Country, Spain), Q. robur (Galicia, Spain), and Q. rotundifolia and Q. pyrenaica (Bragança, Portugal). All these forests were demonstrative areas of the LIFE SILFORE project. All the forests were sampled in 2025 spring: soil samples were collected and then sent to NEIKER, where the mesofauna was extracted and characterized (to order level and mites to superfamily/family level). Overall mesofauna abundance, diversity (Shannon), richness, and Soil Biological Quality Index (QBS) were calculated, as well as Oribatida mite, Mesostigmatida mite, Prostigmata mite, and springtail (Collembola) abundance. Results showed that the overall mesofauna community (to order level) was similar between the analysed forests, with the mites and springtails being the dominant groups in all of them (between 89-93% of the whole community). Mesofauna abundance was highest in Q. pyrenaica forest (W= 8.74, p=0.013), due to a higher abundance of springtails (W= 9.52, p=0.008), but mesofauna diversity, richness, and QBS index did not show significant differences. When analyzing only the mite community, results were different: the community composition differed between all the oak forests (F= 3.93, p <0.001). In conclusion, all the analyzed oak forests had a similar soil health and a similar mesofauna community composition at a high taxonomic level. Moreover, when assessing the mite superfamilies/families, all the forests had a different composition, which shows the natural variability that these ecosystems might show due to various factors, such as soil typology and tree species (rhizosphere). Caracterização e variabilidade anatómica da madeira de Quercus rotundifolia em diferentes locais 1: Instituto Superior de Agronomia, Centro de Estudos Florestais, Portugal; 2: Centro de Estudos Florestais; 3: Universidade de Lisboa Apresenta-se um estudo sobre a caracterização anatómica detalhada da madeira de Quercus rotundifolia Lam. (azinheira) em dois locais representativos da sua área de distribuição natural no Alentejo. A azinheira é uma espécie de elevada importância ecológica, económica e cultural nos ecossistemas florestais mediterrânicos, desempenhando um papel fundamental na biodiversidade e sustentabilidade, em particular no montado, através da regeneração natural e da produção de bolota. Para além da sua relevância ecológica, também pode fornecer produtos lenhosos tradicionais, como lenha e carvão. Neste contexto, o trabalho tem como objectivo principal contribuir para a valorização, sustentabilidade e conservação da azinheira, através da caracterização da madeira em diferentes condições ambientais. Em cada local, foram seleccionadas 10 árvores adultas e recolhidas rodelas ao nível do DAP. O estudo inclui a descrição anatómica macroscópica e microscópica, através da análise qualitativa e quantitativa. Será estudada a variação radial de diferentes características anatómicas, nomeadamente, a largura do anel de crescimento, a porosidade, o diâmetro e comprimento dos vasos, o comprimento, largura e espessura das fibras, assim como a largura e altura dos raios. Pretende-se, também, estudar os principais fatores de variabilidade anatómica entre árvores e entre locais, para analisar a influência de condições ambientais na estrutura da madeira. Em geral, nas árvores estudadas, a madeira de azinheira apresentou porosidade difusa a semidifusa, camadas de crescimento variando de distintas a indistintas, raios largos e abundância de tilos. O tipo de porosidade e a estrutura anatómica dos anéis de crescimento variaram com a idade e entre os diferentes locais estudados. A porosidade semi-difusa e os anéis de crescimento mais largos foram mais frequentes no lenho juvenil, enquanto no lenho adulto predominou a porosidade difusa e os anéis mais estreitos. O comprimento das fibras e o diâmetro dos vasos apresentaram um padrão semelhante de variação radial, aumentando da medula para a periferia. Estes resultados evidenciam que a anatomia da madeira de azinheira varia em função da idade e das condições ambientais. Os resultados obtidos permitirão aprofundar o conhecimento sobre a anatomia da madeira da azinheira e a sua variabilidade intra-específica, contribuindo para a identificação de características anatómicas com valor de diagnóstico na identificação da madeira de espécies de Quercus e na elaboração de chaves dicotómicas, assim como para a valorização tecnológica da madeira para utilizações de maior valor acrescentado, no âmbito da gestão sustentável do montado. Sistema de informação aplicado à certificação PEFC: a ForestHub como ferramenta de rastreabilidade, robustez e monitorização. PEFC PORTUGAL, Portugal A crescente exigência de rastreabilidade, consistência de dados e capacidade de monitorização nos sistemas de certificação florestal tem vindo a reforçar a importância de soluções digitais capazes de integrar, validar e disponibilizar informação de forma estruturada entre os diferentes intervenientes. Num contexto em que a credibilidade dos sistemas de certificação depende não apenas da qualidade dos referenciais normativos, mas também da robustez dos fluxos de informação que suportam auditorias, processos de verificação e reporte, a digitalização constitui um vetor estratégico para o reforço da integridade e da eficiência do sistema. Foi neste enquadramento que o PEFC Portugal desenvolveu a PEFC ForestHub, uma plataforma digital de gestão de informação concebida para melhorar a articulação entre entidades certificadas, organismos de certificação, o PEFC Portugal e oPEFC Council, tornando mais fluido, coerente e eficaz o fluxo de informação relativo aos certificados de Cadeia de Custódia, de Gestão Florestal Sustentável e Árvores Fora da Floresta. A ferramenta foi desenhada para reduzir dispersão documental, duplicação de registos, descontinuidades de comunicação e fragilidades na atualização de dados, promovendo maior uniformidade e fiabilidade no tratamento da informação ao longo do ciclo de certificação. Entre as funcionalidades já em curso destacam-se: a criação de uma rede de colaboração para otimização dos processos de certificação e agilização dos fluxos de informação; a recolha de informação relativa aos certificados e aos produtos certificados, a sistematização de dados relevantes para o acompanhamento das entidades certificadas. A possibilidade de carregar, atualizar e consultar informação de forma rápida e simplificada traduz-se em ganhos operacionais evidentes, com benefícios ao nível da eficiência administrativa, da harmonização de procedimentos, da redução de erro e da capacidade de resposta perante auditorias e solicitações institucionais. A comunicação procurará demonstrar que a PEFC ForestHub representa um passo estruturante na transformação digital da certificação florestal em Portugal. O objeto da apresentação incidirá na forma como esta ferramenta permite consolidar e reportar a informação entre as entidades envolvidas no sistema de certificação, garantindo eficiência, eficácia, robustez e evolução do sistema PEFC. Deste modo, a ForestHub afirma-se como uma solução com valor estratégico para o reforço da transparência, credibilidade e capacidade de monitorização da certificação florestal. Concessões florestais e destinação de florestas públicas - o olhar da literatura 1: CEGAFI UnB, Brazil; 2: Universidade de Brasília; 3: MMA, Brazil Os projetos Mais Amazônia e GovFun+Amazônia, desenvolvidos pelo Centro de Gestão e Inovação da Agricultura Familiar (CEGAFI/UnB) em cooperação com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), atuam em ações voltadas à gestão florestal no território amazônico brasileiro e incluem a produção de conhecimento científico vinculado às dinâmicas territoriais e ambientais, bem como o acompanhamento de dissertações relacionadas à governança de florestas públicas e ao ordenamento territorial na Amazônia. Para construir essas dissertações, sob o aspecto da importância da concessão florestal, foi realizado levantamento de revisão de literatura sobre governança fundiária, concessões florestais e destinação de florestas públicas, articulando essas evidências com informações de desmatamento e categorias de uso na Amazônia. O estudo buscou compreender como a literatura trata as concessões florestais para o fortalecimento da gestão territorial, redução de conflitos fundiários e promoção do desenvolvimento sustentável na região amazônica. A partir da revisão, identificamos que Bonfim et al. (2016) destacam o potencial das concessões de florestas públicas para promover desenvolvimento socioeconômico, geração de emprego e uso legal dos recursos florestais na Amazônia. Palmieri & Batistella (2022) traz que a efetividade das concessões depende da participação das populações locais e da construção de arranjos institucionais capazes de compatibilizar conservação, uso sustentável e inclusão social. O Serviço Florestal Brasileiro (2023) evidencia que concessão florestal, quando amparada por arcabouço regulatório bem definido e acompanhado por monitoramento estatal, pode contribuir para a manutenção da cobertura florestal e para a destinação produtiva de áreas públicas. Duarte (2022) evidência, a partir do Projeto Especial de Colonização Serra do Ramalho, que a redução do passivo de terras públicas regularizáveis depende de marcos legais claros, capacidade institucional e fluxos operacionais bem definidos para a regularização em áreas da União e do Incra. Baiero (2022) conclui que a governança do setor florestal brasileiro depende da coordenação entre políticas públicas, instituições e instrumentos de gestão territorial. Cozendey & Chiavari (2023) mostram que a experiência das concessões no Pará revela avanços, mas também desafios relacionados ao aprimoramento institucional, à articulação entre órgãos e à segurança jurídica. Moraes & Ramos (2025) demonstram, no caso do conjunto de Glebas Mamuru-Arapiuns, que o ordenamento territorial e a destinação de florestas públicas contribuíram para a regularização fundiária e para a criação de áreas protegidas, embora não tenha sido suficiente para conter integralmente a perda de cobertura florestal em determinadas categorias de uso. Ribeiro et al. (2024) associam a regularização fundiária à passagem de contextos de insegurança jurídica e territorial para trajetórias mais sustentáveis, enquanto Santos (2025) evidencia que a ausência de destinação em florestas públicas favorece o avanço do desmatamento e reforça a fragilidade da governança fundiária. A revisão da literatura atesta, portanto, que a concessão e a destinação de florestas públicas para povos e comunidades tradicionais constituem elemento central para fortalecer a governança territorial e gestão florestal na Amazônia, manter práticas de baixo impacto, fomentar a agroecologia e promover o desenvolvimento sustentável na região. Ajustamento hidráulico à seca em jovens sobreiros (Quercus suber L.) Centro de Estudos Florestais, Laboratório Associado TERRA, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa, Tapada da Ajuda, Portugal Ajustamento hidráulico à seca em jovens sobreiros (Quercus suber L.) Moreno.S., Prazeres. V., Caldeira. M.C. Palavras-chave: Quercus suber L., alterações climáticas, embolismos, seca, curvas de vulnerabilidade O sobreiro (Quercus suber L.) é uma espécie mediterrânica de elevado valores ecológico, económico e social, mas encontra-se cada vez mais ameaçado pelas alterações climáticas, em particular pela redução da precipitação e pelo aumento da frequência e severidade dos eventos de seca. Em condições de stress hídrico, a formação e propagação de embolismos no xilema, isto é a expansão de bolhas de ar, pode comprometer o transporte de água, conduzindo potencialmente à falha hidráulica e mortalidade durante períodos prolongados de seca. Para avaliar a resposta à seca em sobreiros jovens provenientes de seis locais com diferentes tendências de diminuição de disponibilidade hídrica de longo prazo, estimadas pelo SPEI (Standardized Precipitation Evapotranspiration Index) ao longo dos últimos 38 anos, foi instalado um ensaio de seca em estufa. As plantas de cada proveniência cresceram durante dois anos sujeitas a dois tratamentos: rega regular e ciclos de seca. A resistência ao embolismo foi avaliada através do método pneumático, permitindo a construção de curvas de vulnerabilidade, e a estimativa dos parâmetros Y12, Y50, Y88 e S, correspondentes ao potencial hídrico do xilema a 12 %, 50 % e 88 % de embolização, e ao declive da curva, respetivamente. Os sobreiros sujeitos ao tratamento de seca apresentaram valores significativamente mais baixos de Y50 (p-value = 0.02301; média= -5.9533 ± 0.2436) e valores marginalmente mais baixos de Y88 (p-value = 0.05224; média = -7.4933 ± 0.41650). Estes resultados sugerem que a exposição experimental à seca promoveu o desenvolvimento de um sistema hidráulico xilémico mais resistente, uma vez que a propagação de embolismos ocorreu a potenciais hídricos mais negativos. Esta resposta poderá representar um mecanismo de ajustamento hidráulico face ao aumento do stress hídrico. No entanto, os resultados relativos às diferenças de SPEI entre proveniências são ainda preliminares e não evidenciam diferenças claras na resistência ao embolismo. Impactos da conversão de áreas florestais na qualidade do solo: integração de práticas sustentáveis e machine learning 1: Doutoranda do Curso TechAgro, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal; 2: Departamento de Ciências Florestais e Arquitetura Paisagística, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal; 3: CIMO, LA SusTEC, Instituto Politécnico de Bragança, Campus de Santa Apolónia, 5300-253 Bragança, Portugal A conversão de áreas florestais em sistemas agrícolas constitui uma das principais alterações do uso da terra nos ecossistemas mediterrânicos, podendo afetar significativamente a qualidade do solo, a biodiversidade e a resiliência ambiental. No Norte Interior de Portugal, a substituição de povoamentos florestais por amendoais em solos frágeis, como os Leptossolos dístricos derivados do granito, levanta preocupações relacionadas com a degradação física e química do solo, nomeadamente perda de matéria orgânica, compactação, erosão e redução da capacidade de retenção de água. Simultaneamente, a adoção de práticas de gestão sustentáveis assume relevância crescente no contexto da adaptação às alterações climáticas e da conservação dos recursos edáficos. Este trabalho tem como objetivo avaliar os impactos de curto e médio prazo da conversão florestal em amendoal nas propriedades físicas e químicas de Leptossolos derivados do granito, comparando diferentes práticas de gestão do solo. Parte-se da hipótese de que práticas de gestão sustentável do solo, como a aplicação de corretivos orgânicos e a instalação de coberturas vegetais biodiversas, podem atenuar os efeitos negativos associados à mudança de uso do solo. Paralelamente, pretende-se explorar o potencial de técnicas de machine learning na monitorização da qualidade do solo e no apoio à tomada de decisão. O estudo está a ser desenvolvido na freguesia de Vale de Nogueiras (Vila Real, Portugal), através da instalação de quatro parcelas experimentais correspondentes a diferentes estratégias de gestão do solo: controlo, aplicação de corretivos orgânicos, instalação de coberturas verdes biodiversas e mobilização com escarificador. A primeira campanha de amostragem de solo já foi realizada, e as análises laboratoriais dos parâmetros físicos e químicos selecionados estão em curso. A monitorização será realizada anualmente nas profundidades de 0-5, 5-10 e 10-20 cm. Serão avaliados indicadores físicos e químicos associados à qualidade do solo, incluindo densidade aparente, porosidade, estabilidade de agregados, capacidade de retenção de água, matéria orgânica, pH, azoto total, fósforo e potássio extraíveis, bases de troca, acidez de troca e capacidade de troca catiónica. Os dados obtidos serão integrados em modelos preditivos baseados em machine learning, nomeadamente Random Forest e Gradient Boosting, com o objetivo de identificar fatores determinantes da qualidade do solo e prever riscos de degradação, como erosão, compactação, perda de nutrientes e défice hídrico. Espera-se quantificar a evolução temporal da qualidade edáfica em função das práticas de gestão adotadas e identificar soluções capazes de preservar a estrutura do solo, o teor de matéria orgânica e a disponibilidade de água. A investigação contribuirá para uma melhor compreensão dos efeitos da conversão florestal em sistemas agrícolas mediterrânicos e para o desenvolvimento de ferramentas de apoio à decisão baseadas em machine learning, promovendo uma gestão mais sustentável dos solos e dos agroecossistemas. Os primeiros resultados permitirão estabelecer uma linha de base para avaliar a evolução temporal da qualidade do solo após a conversão florestal. Dynamics of unisexual flower development in Holm Oak (Quercus ilex L.) 1: CBMA (Centre of Molecular and Environmental Biology), University of Minho, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga, Portugal; 2: BIOPOLIS Program in Genomics, Biodiversity and Land Planning, CIBIO, Campus de Vairão, 4485-661 Vairão, Portugal; 3: CIBIO, Research Centre in Biodiversity and Genetic Resources, InBIO Associate Laboratory, Campus de Vairão, Universidade do Porto, 4485-661 Vairão, Portugal The initiation of floral structures is a crucial step in the lifecycle of plants. In model species, the various endogenous and environmental cues that coordinate flowering generally converge in the expression of FLOWERING LOCUS T (FT), the major flowering activator. FT encodes a mobile protein that is expressed in the leaves and migrates towards the shoot apical meristem, where it activates the expression of the floral integrators SUPPRESSOR OF OVEREXPRESSION OF CONSTANS1 (SOC1), LEAFY and APETALA1 (AP1), thus leading to the conversion of a vegetative into a reproductive state. Further downstream, the identity of each floral organ is specified by the combined expression of distinct classes of MADS-box transcription factors, with different combinations leading to the formation of each organ, as outlined by the ABCDE model. In the Fagaceae family, the dynamics of floral induction and development have been studied in Quercus suber and Castanea sativa, revealing contrasting induction schedules between the two species. However, despite the great economic and ecological importance of this family, studies on the mechanisms that regulate flowering in other species remain scarce. In this work, the expression of floral integrators was analysed in Quercus ilex, an evergreen oak species that plays a fundamental role in mediterranean environments. Throughout the year, two FT expression peaks were detected, each followed by the upregulation of SOC1 and floral homeotic genes within the buds. This suggests the occurrence of two separate flowering induction events, in similarity to previous works with Q. suber. Furthermore, the expression of B- and C-class genes in male and female flowers was found to be sex-biased, with B-class genes being predominantly expressed in the male flowers. In particular, the B-class gene PISTILLATA was found to be exclusively expressed in male flowers, suggesting a pivotal role of this gene in unisexual flower identity. Overall, the results here presented constitute an important step forward in understanding the mechanisms of unisexual flower development in Q. ilex. Análise do teor de humidade de combustíveis florestais: comparação de medições de campo e o Fuel Stick 1: Ci2 — Centro de Investigação em Cidades Inteligentes / Smart Cities Research Center, Instituto Politécnico de Tomar, 2300-313 Tomar, Portugal; 2: Universidade de Coimbra, ADAI, Departamento de Engenharia Mecânica, Rua Luís Reis Santos, Pólo II, 3030-788 Coimbra, Portugal; 3: Universidade Lusófona – Porto, Departamento de Proteção Civil, Faculdade de Ciências Naturais, Engenharias e Tecnologias, Rua Augusto Rosa, 24, 4000-098 Porto, Portugal; 4: Centro de Matemática, Universidade do Minho, 4710-057 Braga, Portugal O teor de humidade dos combustíveis florestais constitui um dos principais parâmetros na avaliação do risco de incêndio, influenciando diretamente a ignição e a propagação do fogo. No contexto das alterações climáticas e da crescente variabilidade das condições meteorológicas, torna-se cada vez mais relevante recorrer a metodologias de monitorização contínua e em tempo real, que permitam melhorar a precisão das previsões. Neste contexto, a utilização de sensores de deteção remota, como os Fuel Sticks, é uma solução para a estimativa da humidade dos combustíveis florestais. Estes sensores permitem a recolha contínua de dados, possibilitando a integração e codificação da informação em sistemas de apoio à decisão, fundamentais para a gestão e mitigação do risco de incêndio. No âmbito do projeto FMC-Fire temos já instalados cinco sensores Fuel Stick, de origem americana (Campbell Scientific). O presente trabalho tem como objetivo avaliar a fiabilidade dos dados obtidos através de um sensor Fuel Stick, mediante a sua comparação com medições diretas realizadas em campo. O estudo foi realizado no sensor localizado em Ferreira do Zêzere, tendo sido efetuadas medições de campo com periodicidade horária entre as 9h e as 18h. Para o efeito, foram recolhidas amostras de combustíveis florestais mortos representativos, nomeadamente caruma de pinheiro, folhas secas de eucalipto e troncos de pinheiro com diâmetro semelhante ao do sensor, de modo a assegurar a comparabilidade entre métodos. As amostras destes combustíveis foram posteriormente analisadas para determinação do respetivo teor de humidade, permitindo estabelecer uma base de comparação com os dados registados pelo sensor. Os resultados obtidos permitem avaliar o grau de concordância entre as medições de campo e os valores estimados pelo Fuel Stick, contribuindo para a validação desta tecnologia em condições reais. A melhor concordância foi observada para o tronco de Pinus pinaster, mostrando uma resposta temporal semelhante para todos os combustíveis analisados. Este estudo reforça a importância da monitorização contínua e do uso de ferramentas de medição remota como suporte à previsão e gestão do risco de incêndio florestal. Este trabalho de investigação é desenvolvido no âmbito do projeto FMC-Fire (COMPETE2030-FEDER-00920900). Geographical distribution and incidence of chestnut brown rot in the Trás-os-Montes region CIMO, LA SusTEC, Instituto Politécnico de Bragança, Campus de Santa Apolónia, 5300-253 Bragança, Portugal Sweet chestnut (Castanea sativa Miller) is a high-value food crop with significant social and economic importance in the mountainous rural regions of Portugal. Its production has also become increasingly relevant in agriculture and forest restoration worldwide, contributing to economic development, food security, and environmental sustainability. However, chestnut yield and nut quality are being compromised by brown rot disease, caused by the fungus Gnomoniopsis (Sirococcus) smithogilvyi, which affects the kernel, resulting in brown lesions in the endosperm and embryo and thereby reducing the economic viability of chestnut production. This study aimed to evaluate the geographical distribution and incidence of chestnut brown rot in orchards located in northeastern Portugal. A total of 51 orchards were selected across different geographical areas of the Terras de Trás-os-Montes Intermunicipal Community (CIM-TTM), including important chestnut-producing municipalities such as Bragança, Parada, Vimioso, and Vinhais. In each orchard, six trees were sampled, and 15 chestnuts were collected from each tree during the 2025 harvest season. The nuts were then subjected to both external and internal visual assessments. The external assessment included the quantification of chestnuts showing signs of pest infestation, damage, or visible fungal growth. The internal assessment involved recording the number of chestnuts exhibiting rot symptoms, as well as the type and severity of rot observed. The results demonstrated the presence of chestnut brown rot in all sampled areas, although incidence and severity varied among locations. Mean disease incidence ranged from 10% to 22%, with the highest infection levels recorded in chestnut orchards located in the municipality of Vimioso. Regarding disease severity, most infected chestnuts showed moderate symptoms, including internal discoloration and partial tissue degradation. In some locations, severe symptoms associated with advanced rot stages were also observed. The highest average severity was recorded in Vinhais municipality, although the orchard with the highest severity level was located in Vimioso. This study confirmed the widespread occurrence of chestnut brown rot in northern Portugal. These findings highlight the need to implement phytosanitary monitoring and disease management strategies to minimise economic losses and improve chestnut quality. Additionally, the epidemiology of the disease will be analysed in relation to edaphic, agronomic, and climatic factors considered in this study. Projeto SEVEREFIRE: avaliar a severidade do fogo para apoiar a gestão florestal num clima em mudança 1: Instituto Politécnico de Coimbra, Escola Superior Agrária de Coimbra, Bencanta, 3045-601 Coimbra, Portugal; 2: CERNAS – Centro de Investigação de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade; 3: Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), Inov4Agro, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Quinta de Prados, 5000-801 Vila Real, Portugal; 4: Centro de Ecologia Aplicada “Prof. Baeta Neves” (CEABN-InBIO), Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa, Tapada da Ajuda, 1349-017 Lisboa, Portugal; 5: Department of Biodiversity and Environmental Management, Faculty of Biological and Environmental Sciences, University of León, 24071 León, Spain Portugal é o país europeu mais afetado por incêndios florestais, situação que poderá agravar-se num contexto de alterações climáticas. O entendimento da severidade do fogo - o grau de impacto do incêndio sobre a vegetação e, em particular, sobre as árvores, é essencial para avaliar a mortalidade pós-fogo, a capacidade de regeneração, os efeitos ecológicos dos incêndios e a adequação das opções de gestão florestal antes e depois do fogo. Apesar da existência de vários estudos sobre severidade do fogo em Portugal, continua a faltar uma avaliação integrada à escala nacional, comparável entre os principais tipos de floresta e traduzida em ferramentas operacionais de apoio à decisão. O projeto SEVEREFIRE - Avaliar a severidade do fogo para apoio a uma gestão florestal sustentável num clima em mudança, iniciado em janeiro de 2026 e com a duração de três anos, pretende responder a esta lacuna, articulando trabalho de campo, deteção remota, modelação estatística e cenários climáticos futuros. O projeto é coordenado pelo Instituto Politécnico de Coimbra, em colaboração com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e o Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, cobrindo diferentes regiões do país e integrando competências complementares em ecologia do fogo, gestão florestal e deteção remota. O estudo incide sobre os principais tipos de floresta em Portugal - pinhais de pinheiro-bravo, eucaliptais e florestas de folhosas nativas, que representam grande parte da área florestal nacional. O SEVEREFIRE estrutura-se em torno de cinco questões principais: que relações existem entre severidade do fogo e efeitos nas árvores; que métodos de deteção remota são mais adequados para avaliar a severidade; que tipos de floresta apresentam menor severidade sob condições ambientais semelhantes; que fatores favorecem fogos de copas; e como poderá a severidade evoluir em cenários climáticos futuros. A abordagem metodológica prevê a seleção de áreas de estudo que consistem em pares de diferentes tipos de florestas adjacentes, ardidas em incêndios anteriores (entre um e três anos passados) ou recentes (há menos de duas semanas). Nestas áreas, são recolhidos indicadores de severidade do fogo, estrutura dos povoamentos, mortalidade das árvores, regeneração vegetativa e recrutamento de novas plantas. Estes dados são cruzados com informação de imagens de satélite, com o objetivo de testar a precisão de diferentes métodos de avaliação da severidade na floresta. O estudo inclui ainda a análise da probabilidade e dos fatores associados à ocorrência de fogo de copas, bem como a projeção da severidade do fogo em cenários de alterações climáticas. Para além da produção científica, o projeto tem uma forte componente aplicada, prevendo-se a entrega de três produtos principais: uma aplicação móvel para apoiar a previsão de efeitos pós-fogo, um guia técnico sobre métodos de avaliação da severidade com deteção remota e um relatório técnico sobre severidade do fogo nas florestas portuguesas. Estes produtos destinam-se a gestores florestais, proprietários, decisores públicos, técnicos e estudantes, procurando apoiar escolhas mais informadas na gestão pós-incêndio, no planeamento florestal e na adaptação das paisagens ao risco de incêndio. Este poster apresenta os objetivos, a metodologia e os produtos previstos do SEVEREFIRE, para divulgar um projeto que pretende contribuir para florestas mais resilientes, sustentáveis e adaptadas a regimes de fogo em transformação. Ophelimus ramorum: uma nova vespa-das-galhas associada a Eucalyptus globulus em Portugal 1: Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária; 2: GREEN-IT Bioresources for Sustainability, Instituto de Tecnologia Química e Biológica, Universidade Nova de Lisboa; 3: RAIZ - Instituto de Investigação da Floresta e Papel; 4: Altri Florestal, S.A. Nas últimas décadas, as plantações de eucalipto têm sido afetadas pela introdução crescente de insetos exóticos invasores, incluindo várias espécies formadoras de galhas. Neste trabalho é apresentada uma nova espécie invasora do género Ophelimus (Hymenoptera: Eulophidae), detetada em Portugal em Eucalyptus globulus. Os ataques foram observados em várias regiões do centro e norte de Portugal, sobretudo em árvores jovens. Ao contrário da maioria das espécies invasoras deste género, que formam galhas nas folhas, O. ramorum induz galhas principalmente em ramos juvenis, ocorrendo também ocasionalmente nos pecíolos e nervura principal das folhas. As galhas apresentam forma oval a elipsoidal e podem ocorrer isoladas ou agrupadas em elevada densidade. Em situações de ataque intenso observaram-se deformações dos ramos, fendilhamento, secura de rebentos e atraso no crescimento das plantas. A nova espécie, designada como Ophelimus ramorum, foi identificada através de uma abordagem que combinou observações biológicas, caracteres morfológicos e análise molecular. Os estudos realizados mostraram que a espécie aparenta estar restrita a E. globulus, não tendo sido detetada noutras espécies de eucalipto avaliadas em condições de campo. A análise molecular confirmou que se trata de uma espécie distinta de outros Ophelimus já descritos. Não foram observados machos durante o estudo, sugerindo reprodução partenogenética. A fenologia da espécie revelou a presença contínua de diferentes estados de desenvolvimento ao longo do período de amostragem, sugerindo gerações sobrepostas. Foi ainda detetada a presença do parasitoide Closterocerus chamaeleon, inimigo natural conhecido de outras espécies de Ophelimus, embora os níveis de parasitismo observados tenham sido reduzidos. A deteção desta nova espécie representa uma ameaça adicional para a produtividade das plantações de E. globulus em Portugal. Encontram-se atualmente em desenvolvimento estratégias de mitigação, incluindo a avaliação da suscetibilidade de diferentes clones e famílias de eucalipto e o potencial de controlo biológico por parasitoides. Diagnóstico de patógenos florestais de quarentena: O papel dos laboratórios acreditados na resiliência do setor florestal nacional 1: FITOLAB - Laboratório de Fitossanidade, Instituto Pedro Nunes, Coimbra; 2: Centre for Functional Ecology, Laboratório Associado TERRA, Departamento de Ciências e Vida, Universidade de Coimbra, Coimbra As alterações climáticas e o comércio internacional de material vegetal têm potenciado a introdução e dispersão de patógenos nos ecossistemas florestais. Perante este cenário, a resiliência e a sustentabilidade do setor florestal nacional dependem de uma rede sólida de laboratórios de diagnóstico. A acreditação destas infraestruturas, sob referenciais normativos como a norma NP EN ISO/IEC 17025, assume um papel crucial ao garantir a competência técnica, a rastreabilidade e a harmonização internacional. Estes atributos asseguram a emissão de resultados com elevada sensibilidade, especificidade e rapidez, fatores determinantes para o sucesso de medidas de erradicação ou contenção de ameaças fitossanitárias emergentes. Neste contexto, o FITOLAB (Laboratório de Fitossanidade do Instituto Pedro Nunes), infraestrutura tecnológica acreditada pelo Instituto Português de Acreditação (IPAC), assume-se como um parceiro no suporte técnico-científico ao setor florestal português. A atividade do laboratório foca-se no desenvolvimento, verificação e implementação de metodologias direcionadas para organismos de quarentena regulados pela Organização Europeia e Mediterrânica de Proteção de Plantas (EPPO). Atualmente, o fluxo operacional do FITOLAB prioriza três patógenos que ameaçam o património florestal nacional: o nemátode-da-madeira-do-pinheiro (Bursaphelenchus xylophilus), agente causal da doença-da-murchidão-do-pinheiro, que reduziu a área de Pinus pinaster no país e já afeta P. sylvestris e P. nigra; o fungo Fusarium circinatum, responsável pelo cancro-resinoso-do-pinheiro e com forte impacto em viveiros e povoamentos de Pinus spp. e Pseudotsuga menziesii; e a bactéria Xylella fastidiosa, caracterizada por uma elevada polifagia, que devasta culturas agrícolas e infeta géneros florestais como Acacia, Acer, Arbutus, Castanea, Fraxinus, Laurus, Quercus, Salix e Sambucus. As metodologias implementadas assentam no cumprimento das normas técnicas da EPPO. Para a deteção de B. xylophilus, são usadas análises morfológicas e diagnóstico molecular por PCR em tempo real. No caso de F. circinatum, a abordagem integra a deteção molecular a partir de tecidos vegetais sintomáticos ou não sintomáticos, plantas de viveiro e sementes, complementada com o isolamento seletivo quando necessário. Relativamente a X. fastidiosa, dada a sua biologia complexa e multiplicidade de insetos vetores, recorre-se a protocolos moleculares validados para matrizes heterogéneas de hospedeiros e vetores. Para além destes três eixos, o FITOLAB realiza também análises para deteção de Phytophthora spp. e fungos diversos em amostras de povoamentos florestais ou materiais florestais de reprodução. Num período correspondente a cinco anos (2021–2025), o FITOLAB realizou mais de 32 000 análises fitossanitárias, demonstrando elevada capacidade de execução através do processamento de quase 27 000 amostras para deteção de X. fastidiosa, mais de 5 000 para B. xylophilus, cerca de 500 para F. circinatum e 32 para Phytophthora spp. Através destes programas de monitorização e de capacidade de resposta, o FITOLAB tem atuado em articulação com a Direção Geral de Alimentação e Veterinária, Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, proprietários florestais, viveiristas e empresas ligadas à fileira florestal, convertendo a investigação aplicada e a acreditação laboratorial em ferramentas estratégicas para a salvaguarda da sanidade das florestas nacionais. Membranas de pontuações vaso-traqueídeo mais espessas podem limitar a propagação de embolismos no sobreiro (Quercus suber L.) 1: Centro de Estudos Florestais, Laboratório Associado TERRA, Insituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa, Portugal; 2: Institut für Botanik, Universidade de Ulm, Alemanha O sobreiro (Quercus suber L.) é uma espécie de elevado valor económico, ecológico e social em Portugal, mas os montados de sobro estão cada vez mais ameaçados por secas intensas e frequentes associadas às alterações climáticas. A seca pode comprometer o transporte hidráulico através da formação e propagação de embolismos no xilema, isto é, bolhas de ar que bloqueiam o transporte de água das raízes até às folhas. A estrutura anatómica do xilema, nomeadamente o diâmetro dos vasos e traqueídeos, e a espessura das membranas das pontuações, poderá influenciar a vulnerabilidade à cavitação e, consequentemente, a resistência à seca. Este estudo teve como objetivo analisar características anatómicas do xilema do sobreiro potencialmente associadas à resistência hidráulica. Fizeram-se observações de cortes transversais de raminhos de sobreiros provenientes de duas localizações com diferentes disponibilidades hídricas de longo termo: Vila Viçosa e Companhia das Lezírias. Os cortes foram observados por microscopia de luz para medição do diâmetro dos vasos e por microscopia eletrónica de transmissão para medição da espessura das membranas de pontuações vaso-traqueídeo e traqueídeo-traqueídeo. O xilema do sobreiro apresentou vasos maioritariamente solitários rodeados por traqueídeos. As membranas das pontuações vaso-traqueídeo foram substancialmente mais espessas do que das pontuações traqueídeo-traqueídeo (800.17 ± 11.56 nm e 400.79 ± 7.34 nm, respetivamente). Esta diferença poderá potencialmente contribuir para limitar a propagação de embolismos dos vasos para os traqueídeos, compensando parcialmente a maior vulnerabilidade hidráulica associada ao maior diâmetro dos vasos. Não foram detetadas diferenças significativas no diâmetro dos vasos nem na espessura das membranas das pontuações entre as duas localizações. A Preliminary Image Analysis of Cork Oak Wood Anatomy in Fertigated Trees 1: Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Departamento de Agronomia, Apartado 1013, Quinta de Prados, 5001-801 Vila Real, Portugal; 2: CREATE – Center for Sci-Tech Research in Earth System and Energy, Universidade de Évora, Largo dos Colegiais 2, 7004-516 Évora, Portugal; 3: MED - Mediterranean Institute for Agriculture, Environment and Development, Universidade de Évora, Largo dos Colegiais 2, 7004-516 Évora, Portugal; 4: Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Departamento de Departamento de Ciências Florestais e Arquitetura Paisagista, Apartado 1013, Quinta de Prados, 5001-801 Vila Real; 5: CITAB - Centre for the Research and Technology of Agro-Environmental and Biological Sciences, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Quinta de Prados, 5001-801 Vila Real; 6: Universidade de Évora, Departamento de Fitotecnia, Escola de Ciências e Tecnologias, Largo dos Colegiais 2, 7004-516 Évora, Portugal; 7: Universidade de Évora, Departamento de Biologia, Escola de Ciências e Tecnologias, Largo dos Colegiais 2, 7004516 Évora, Portugal Some projects conducted by the University of Évora aim to promote cork oak development and vitality through summer irrigation, as a response to the observed tree decline and productivity loss in areas where water resources are available and can be used in an affordable and resource-efficient manner. The aim of this exploratory study is to determine the effect of supplemental water on wood anatomy. For this purpose, cross-sections from cork oak twigs were examined using histological methods and fluorescence microscopy. Phellem, phellogen, as well as xylem and xylem vessels, were observed, and selected components were quantified to assess the histological effects of irrigation. We found larger vessels in samples from fertirrigated trees, which may be related to increased water availability. With regard to phellogen analysis, no differences in cell width were observed. These findings, although based on a limited number of samples and considered exploratory, are expected to contribute to a better understanding of cork oak responses to water availability and the resilience of these forests at the anatomical level. Acknowledgements: This work is funded by Agenda Transform, project no. C644865735-00000007, following the Mobilization Agendas for Business Innovation (Notice No. 02/C05-i01/2021), supported by the Recovery and Resilience Plan (PRR) and European Funds NextGeneration EU. We also thank to national Funds by FCT –Portuguese Foundation for Science and Technology, under the projects UID/04033/2025: Centre for the Research and Technology of Agro-Environmental and Biological Sciences and LA/P/0126/2020 (https://doi.org/10.54499/LA/P/0126/2020), and by national funds through FCT – Portuguese Foundation for Science and Technology, I.P., in the framework of the UID/06107/2025 – Center for sci-tech Research in EArth sysTem and Energy (CREATE), DOI https://doi.org/10.54499/UID/06107/2025. Resinagem tradicional ou mecanizada? Impacto na produção de resina de pinheiro-bravo em diferentes contextos climáticos 1: Departamento de Ciências Florestais e Arquitetura Paisagista, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal; 2: Centro de Pesquisa e Tecnologia em Ciências Agroambientais e Biológicas, CITAB, Inov4Agro, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal; 3: Raízes Independentes Lda, Vila Real, Portugal A bioeconomia promove a utilização dos recursos biológicos renováveis na produção de alimentos, energia, serviços e produtos de valor agregado, visando reduzir a dependência de recursos fósseis, promover a descarbonização e assegurar a sustentabilidade. Neste contexto, as florestas desempenham um papel fundamental devido ao fornecimento de produtos florestais lenhosos e não lenhosos, dos serviços de ecossistema e ao sequestro de carbono. A resina natural de pinheiro destaca-se como uma matéria-prima renovável, biodegradável e pela substituição dos recursos de origem fóssil em diversas aplicações, ou seja, benefícios alinhados com os princípios da bioeconomia. Adicionalmente, proporciona benefícios económicos e financeiros ao proprietário florestal, ao resineiro e à região onde acontece. Deste modo, aumentar o conhecimento da resinagem e investigar métodos mais eficientes pode contribuir para a sustentabilidade da atividade. O estudo teve como objetivo avaliar o efeito de diferentes métodos de resinagem na produção de resina de pinheiro-bravo, bem como a influência do clima na sua produtividade. O estudo foi conduzido em três povoamentos de pinheiro-bravo localizados em Tresminas, Isna e Nazaré, de modo a representar a variabilidade climática das regiões onde a atividade é significativa. Em cada local foram avaliados o método tradicional e o método mecanizado, instalados em 30 árvores cada um. A resinagem foi realizada entre abril e outubro de 2025, utilizando a pasta estimulante tradicional e efetuando-se pesagens periódicas a cada 21 dias. Foram obtidos os dados climáticos, nomeadamente a temperatura, precipitação e evapotranspiração, referentes ao período de resinagem. A produção de resina foi avaliada entre tratamentos e locais por ANOVA e teste de comparação de médias. Adicionalmente, foram realizadas análises de correlação de Spearman entre as variáveis climáticas e a produção de resina em cada local. Independentemente do método, Nazaré foi o local com maior produção de resina e Tresminas o de menor produção. O método tradicional de resinagem em pinheiro-bravo apresentou produções de resina significativamente superiores às obtidas pelo método mecanizado em Nazaré e Isna. Em Tresminas, o método tradicional teve maior produção, mas não houve diferença estatisticamente significativa entre eles. Relativamente às variáveis climáticas, o método tradicional apresentou mais correlações significativas entre as diferentes variáveis e a produção de resina do que o método mecanizado, nomeadamente em Nazaré. O método mecanizado apresentou correlações significativas e fortes apenas com a evapotranspiração em Nazaré e com a temperatura em Isna. De uma forma geral, independentemente do local e do método utilizado, as maiores produções ocorreram em períodos caracterizados por altas temperaturas e baixas precipitações. Embora o método tradicional tenha apresentado maior produção de resina, o método mecanizado tem vantagens qualitativas que não devem ser desconsideradas no momento de decisão. Efetivamente, verifica-se uma redução do teor de impurezas na resina, aumento do teor de terebentina coletada, torna a atividade mais limpa, proporciona melhores condições de trabalho e eficiência da operação. Estudo no âmbito Projeto RN21 - Inovação na Fileira da Resina Natural para Reforço da Bioeconomia Nacional, cofinanciado pelo Fundo Ambiental. Estudo financiado por Fundos Nacionais através da FCT, no âmbito dos projetos UID/04033/2025 e LA/P/0126/2020. Avaliação do impacto da resinagem na qualidade tecnológica e aptidão estrutural da madeira de pinheiro-bravo 1: Departamento de Ciências Florestais e Arquitetura Paisagista, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal; 2: Centro de Pesquisa e Tecnologia em Ciências Agroambientais e Biológicas, CITAB, Inov4Agro, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal; 3: Universidade Federal do Oeste do Pará, Brasil Historicamente, a extração de resina de pinheiro-bravo tem desempenhado uma atividade complementar importante para a economia rural. No entanto, a sua coexistência com a produção de madeira de qualidade sempre gerou debates e incertezas técnicas, levando, frequentemente, à sua desvalorização. Neste estudo pretende-se investigar se a resinagem altera as propriedades físicas, químicas, mecânicas e anatómicas da madeira e, consequentemente avaliar se essas alterações podem comprometer a sua qualidade e o seu valor comercial. O estudo baseou-se em amostras recolhidas em 20 árvores da região de Tresminas: 10 árvores submetidas a resinagem durante quatro anos, através do método tradicional, e 10 árvores não resinadas. As amostras foram retiradas de diferentes posições no tronco em relação ao local da incisão, tendo sido analisadas amostras do lado resinado e do lado oposto e de uma zona 50 cm acima da última incisão, de modo a verificar se os efeitos da extração eram sistémicos ou apenas localizados e comparados com amostras das árvores não resinadas. Os resultados demonstraram que a resinagem provoca algumas alterações, mas estas são predominantemente locais e não se verificam à totalidade do tronco. A densidade da madeira no lado da incisão revelou-se significativamente superior (0,596 g.cm⁻³) em comparação com o lado oposto e com as árvores não resinadas. Este fenómeno deve-se ao aumento drástico no teor de extrativos na zona da incisão, que atingiu um valor total de 7,49%. Esta maior impregnação de resina pode ser benéfica para certos usos, tornando a madeira localmente mais resistente à biodegradação e menos higroscópica. A resinagem não compromete o desempenho mecânico da madeira. Os testes de flexão estática mostraram que não existem diferenças estatisticamente significativas no Módulo de Elasticidade (MOE) e no Módulo de Rutura (MOR) entre árvores resinadas e não resinadas demonstrando que a madeira mantém a sua viabilidade como material estrutural de alta qualidade. Ao nível anatómico, verificou-se que a resinagem estimula a formação de canais de resina. O número médio de canais de resina nos anéis de crescimento após a incisão subiu de 10,6 para 14,0, embora a área média de cada canal não tenha sofrido alterações significativas. No que toca ao crescimento radial, o estudo concluiu que a resinagem não afetou a largura dos anéis de crescimento. Isto sugere que o pinheiro-bravo consegue manter um equilíbrio funcional na alocação de carbono, garantindo o seu crescimento normal enquanto investe na produção de resina como mecanismo de defesa. O estudo conclui que a coprodução de resina e madeira é viável e não desvaloriza o produto final lenhoso. A resinagem apresenta-se como uma estratégia de gestão multifuncional que permite gerar receitas intermédias para os produtores e contribuir para o desenvolvimento socioeconómico das regiões rurais, sem sacrificar as propriedades tecnológicas que tornam o pinheiro-bravo um material de eleição para a indústria. Estudo no âmbito Projeto Integrado RN21 - Inovação na Fileira da Resina Natural para Reforço da Bioeconomia Nacional, cofinanciado pelo Fundo Ambiental através da Componente 12 – Promoção da Bioeconomia Sustentável - Investimento TC-C12-i01 - Bioeconomia Sustentável. Este estudo foi financiado por Fundos Nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, no âmbito dos projetos UID/04033/2025 e LA/P/0126/2020 (https://doi.org/10.54499/LA/P/0126/2020). O melhoramento genético do eucalipto em Portugal e o seu potencial para a Galiza 1: PROePLA, Departamento de Produção Vegetal e Projetos de Engenharia, Escola Politécnica Superior de Engenharia, Campus Terra, Universidade de Santiago de Compostela, Lugo 27002, Espanha; 2: Altri Florestal, Quinta do Furadouro, 2510-582 Olho Marinho, Portugal O melhoramento genético do eucalipto constitui uma ferramenta estratégica para responder aos desafios atuais das florestas de eucalipto em Portugal e na Galiza, nomeadamente as alterações climáticas, o aumento de pragas e doenças e a necessidade de sistemas produtivos mais resilientes. As duas espécies mais comuns nestas duas regiões são a Eucalyptus globulus que predomina em Portugal e a Eucalyptus nitens que predomina na Galiza embora ambas as espécies existem nas duas regiões. Embora estas espécies continuem a ser dominantes devido à sua elevada produtividade e qualidade industrial, o contexto atual evidencia limitações associadas à sua vulnerabilidade a stress biótico e abiótico. Neste enquadramento, o desenvolvimento de novos genótipos e, particularmente, de híbridos interespecíficos surge como uma abordagem promissora para aumentar a diversidade genética, combinando características como tolerância à seca e frio, resistência a pragas e doenças e adaptação a condições edafoclimáticas variadas. O programa de melhoramento integra recursos genéticos diversificados, incluindo espécies alternativas e redes de ensaios recentemente reforçadas, permitindo avaliar o desempenho em crescimento, sobrevivência e qualidade da madeira. Este trabalho destaca ainda a importância de necessidade de se instalar uma rede de ensaios na Galiza como plataforma de validação em contextos ambientais contrastantes, reforçando a cooperação ibérica. Neste sentido, a abordagem adotada para a região da Galiza, onde a instalação da rede de ensaios apresenta como novidade metodológica uma perspetiva que parte dos requisitos exigidos pela indústria de primeira transformação em relação à homogeneidade e ao rendimento. As necessidades da indústria são transpostas para as capacidades técnicas do território, estabelecidas de acordo com critérios de logística e segurança jurídica na produção. Por fim, a partir de uma abordagem mais tradicional de um programa de melhoramento genético, para as zonas prioritárias estabelecidas na etapa anterior, serão analisadas variáveis críticas, objetivas e subjetivas relacionadas com o solo (qualidade física e química), o clima (períodos de produção, paragens por seca ou frio) e a presença e potencial de propagação de pragas. Todas estas variáveis serão analisadas numa escala espacial de 1 km² para posteriormente serem integradas num sistema de apoio à decisão (SAD) que permita determinar as zonas ótimas para a instalação de parcelas e o seu posterior monitorização. Early detection of pinewood nematode through emitted volatiles 1: INIAV, I.P., National Institute for Agrarian and Veterinary Research, Quinta do Marquês, 2780-159 Oeiras, Portugal & GREEN-IT Bioresources for Sustainability, Instituto de Tecnologia Química e Biológica, Universidade Nova de Lisboa (ITQB NOVA), Av. da República, 2780-157 Oeiras, Portugal; 2: Chemistry and Biochemistry Department of Science and Technology School & HERCULES Laboratory, Évora University, Largo Marquês de Marialva 8, 7000-809 Évora, Portugal A timely detection of forest pests and pathogens is essential to prevent widespread outbreaks; however, traditional diagnostic approaches - e.g., morphological identification and molecular confirmation - are often slower, labor-intensive, and dependent on specialized expertise. In the case of the quarantine phytoparasite Bursaphelenchus xylophilus (pinewood nematode, PWN), the causal agent of pine wilt disease, definitive identification can take up to 15 days. Volatile organic compounds (VOCs) have recently emerged as promising biomarkers for an early diagnosis of plant diseases. Thermal desorption coupled to gas chromatography–mass spectrometry (TD-GC/MS) allows for sensitive and non-destructive profiling of emitted volatiles, while emerging sensor-based tools - including electronic noses (e-noses) and portable VOC detectors - offer promising avenues for field-based monitoring. Beyond enabling earlier detection, VOC profiling can also provide insights into host–pathogen interactions, supporting the development of more effective integrated pest management strategies. In this study, we characterized VOC emissions from in vitro monoxenic cultures of the PWN feeding on fungal mats of Botrytis cinerea, with the aim of identifying nematode-specific volatile signatures. Using TD-GC/MS, several compounds were associated with PWN population growth. Among these, 2-methyl-4-heptanone and 2-methyl-4-heptanol were the major emitted VOCs and were proposed to function as aggregation pheromones. Overall, this preliminary study highlights the potential of VOC-based biomarkers as a rapid, reliable, and scalable approach for monitoring pinewood nematode infections, contributing to more sustainable forest protection practices. Avaliação de custos operacionais na resinagem de Pinheiro-bravo nos sistemas de sacos abertos e fechados: Um estudo comparativo em três regiões de Portugal. Universidade de Trás os Montes e Alto Douro, Portugal A fileira do pinheiro-bravo contribui de forma relevante para a economia e sustentabilidade de Portugal, porém, a baixa liquidez da atividade com aportes muito esporádicos de receitas, exige que a pesquisa florestal busque alternativas para que o fluxo de capital seja mais contínuo e regular. A exploração dos pinhais para a produção de resina, pode, a partir de uma determinada idade, fornecer liquidez anual e como mais-valia, manter o pinhal vigiado nos períodos mais críticos para a ocorrência de fogos. Apesar da posição estratégica da exploração de resina como atividade sustentável e promotora da descarbonização e da bioeconomia, existem lacunas quanto à sua viabilidade financeira face a fatores como concorrência externa e instabilidade nos preços pagos pela indústria consumidora de matéria prima. O objetivo desse trabalho foi estimar a partir da pesquisa de tempos e movimentos e do levantamento de custos operacionais, o custo unitário em kg da resina entregue à indústria de transformação primária em Portugal nos sistemas de resinagem em sacos abertos e em sacos fechados em três áreas distintas, Nazaré, Oleiros e Tresminas. Para a modelação económica e análise dos custos, desenvolveu-se um modelo conceptual do sistema produtivo, que permitiu a decomposição analítica de cada fase do processo e a sua correlação direta com os fatores de produção e custos unitários associados, a seguir, recolheram-se os dados de tempos e movimentos no campo preliminarmente para as operações de instalação de sacos abertos e recolha e limpeza de sacos fechados. Após a recolha dos dados e os cálculos das produtividades por operação, foram levantados os custos relacionados à mão de obra (salários e impostos), equipamentos, maquinaria (depreciações e consumíveis), insumos (sacos e pasta estimulante) e custos administrativos. Para a determinação dos custos adotou-se a metodologia indicada no documento “Cost Control in Forest Harvesting and Road Construction” (FAO, 1999). Os custos em Euros/kg foram proporcionalizados com as produções e obtidos os custos de produção unitário por operação em cada local. Os resultados preliminares apontam os valores de € 0,08/kg em Nazaré, € 0,10/kg em Oleiros e € 0,19/kg em Tresminas para a operação de instalação de sacos fechados. Para as operações de recolha e limpeza de sacos abertos, os valores calculados foram de € 0,23/kg e € 0,06/kg para Nazaré; € 0,32/kg e € 0,09/kg para Oleiros e € 0,55/kg e € 0,16/kg para Tresminas. Os resultados preliminares indicam menores custos unitários nas áreas mais produtivas. Como continuidade dos trabalhos serão recolhidos os demais dados para a determinação do custo unitário de cada processo completo, que depois serão submetidos a uma análise de sensibilidade face ao preço de mercado pago pela indústria de transformação a fim de se verificar os resultados financeiros do processo. Os custos também permitirão a análise dos fluxos de caixa para determinar os indicadores de VAL (Valor Atual Líquido), TIR (Taxa Interna de Retorno), Payback e ILL (Índice de Lucratividade Líquida). Estudo no âmbito "Projeto Integrado RN21 – Inovação na Fileira da Resina Natural para Reforço da Bioeconomia Nacional, cofinanciado pelo Fundo Ambiental através da Componente 12 – Promoção da Bioeconomia Sustentável. Este trabalho foi financiado por Fundos Nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, no âmbito dos projetos UID/04033/2025 e LA/P/0126/2020 (https://doi.org/10.54499/LA/P/0126/2020). Transform experimental forest plots network. Soil survey data for the ISA ICP Forest Level II plots 1: Centro de Estudos Florestais, Laboratório Associado TERRA, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa; Portugal; 2: MED – Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento, Universidade de Évora The Transform P1.3 REF “Network of experimental forest plots” project established a network of permanent plots covering the primary forest species and associated silvicultural systems in Portugal. The project will also provide complementary data to that of the National Forest Inventory, enabling Portugal to join the European network of ICP Forest plots and make data available to the national and European scientific communities on the state of Portuguese forests. ICP Forests monitors the influence of air pollutants, climate change and other stressors on the condition of forest ecosystems at two levels of monitoring intensity. Seven ICP Level II plots were installed under the supervision of ISA. There are four plots of maritime pine, two of cork oak, and one of Portuguese oak. For this type of plots, a pedological characterization and soil sampling at fixed depths are mandatory. In the border areas of each plot, a soil profile was opened, and samples were collected from each horizon for physicochemical characterization. The soil classification followed the World Reference Base for Soil Resources (WRB) 2022. Sampling was also carried out in each plot at depths of 0–10, 10–20, 20–40, and 40–80 cm. Organic and mineral layers were collected at 24 sampling points spaced 5 m apart. Four composite samples were formed for each plot, resulting from the combination of six different sampling points. This work presents the initial soil monitoring values for these plots according to the following set of parameters: Carbon and nitrogen – Ctot (total organic carbon), Ntot (total nitrogen); Nutrients - P, Ca, Mg, K, S, Mn; Acidity, Exchange characteristics -pH, Carbonates, CEC (cation exchange capacity), BS (base saturation), Exchangeable cations, Exchangeable Acidity, Reactive Fe and Al Heavy metals - Pb, Cu, Zn, Cd, Cr, Ni, Hg Physical soil parameters - Particle size distribution and soil texture, Organic layer mass. The pedological characterisation of the soil in the plots at the profile level will help to identify which types of soil are most prevalent in which types of forest and establish their relationship with the state of the forest, within the framework of the future Portuguese ICP Forest network. The data obtained for each plot will form the basis for studying the effects of the evolution of local conditions with regard to parameters dependent on climatic variations (e.g., the evolution of carbon stock) or sustainable forest management (e.g., the water and nutrient balance). This will enable the soil to be studied in depth, its condition to be evaluated, and soil processes and dynamics to be studied in the long term. Potencial do LiDAR com drone na caracterização biométrica em ensaios de melhoramento genético de eucalipto 1: RAIZ - Insituto de Investigação da Floresta e do Papel, Portugal; 2: NOVA Information Management School (NOVA IMS) O programa de melhoramento genético de Eucalyptus globulus (PMG) consiste no desenvolvimento de materiais genéticos superiores, capazes de maximizar a produtividade florestal e a qualidade da madeira, assegurando simultaneamente maior adaptação às diferentes condições edafoclimáticas de Portugal e maior resiliência face a fatores bióticos e abióticos, como secura, pragas e doenças. O PMG integra a avaliação de um conjunto alargado de características, incluindo variáveis biométricas ao nível da árvore individual. A recolha destas variáveis por inventário de campo é morosa, exige mão de obra especializada e está sujeita a erros de medição manual. Neste contexto, os drones equipados com sensores LiDAR (Light Detection and Ranging) surgem como uma alternativa promissora para apoiar a medição individual de árvores em ensaios genéticos. Este trabalho teve como objetivo avaliar o potencial do LiDAR acoplado em drone na estimativa da altura individual de árvores em três ensaios do PMG, com cinco anos de idade, instalados em três unidades de gestão (UG) da The Navigator Company (ensaio Barrada, ensaio Fratel e ensaio Vale Armadouro) e representativos de diferentes condições ambientais e fisiográficas. Para tal, foram adquiridos dados LiDAR com drone nos três ensaios e processadas as respetivas nuvens de pontos. Estes dados permitiram gerar modelos e produtos cartográficos, a deteção individual das árvores e a extração das suas alturas. A precisão das estimativas foi avaliada por comparação com medições de campo, utilizando-se o Erro Absoluto Médio (MAE) e a Raiz do Erro Quadrático Médio (RMSE). Os resultados obtidos indicaram uma boa concordância entre as medições de campo e as estimativas drone-LiDAR, considerando o conjunto total de árvores avaliadas, com MAE de 0,42 m e RMSE de 0,43 m. A análise por ensaio evidenciou diferenças entre locais de estudo, tendo o ensaio Barrada apresentado os menores erros, com MAE de 0,24 m e RMSE de 0,37 m, seguido do ensaio Fratel, com MAE de 0,28 m e RMSE de 0,29 m. O ensaio Vale Armadouro apresentou erros superiores, com MAE de 0,63 m e RMSE de 0,84 m. Os resultados sugerem que o LiDAR acoplado a drone pode constituir uma ferramenta relevante na caracterização biométrica em ensaios de melhoramento genético de eucalipto, com bom desempenho ao nível das métricas globais de precisão. Contudo, em ensaios com maior complexidade fisiográfica ou heterogeneidade estrutural, como o ensaio Vale Armadouro, os erros à escala da árvore individual podem assumir maior relevância, condicionando a aplicação operacional da metodologia em determinados contextos. Embora promissora, a metodologia deverá ser replicada e validada em novas condições de ensaio, podendo a integração com LiDAR terrestre ou móvel reforçar a precisão e robustez da abordagem. Similar diversity, but different composition: a study on soil microbiome from Eucalyptus globulus, Pinus pinea and Quercus suber 1: Faculty of Sciences of the University of Lisbon (FCUL), Portugal; 2: Centre for Ecology, Evolution and Environmental Change (CE3C) & Global Change and Sustainability Institute (CHANGE), Lisbon, Portugal; 3: RAIZ – Forest and Paper Research Institute, Quinta de S. Francisco, Rua José Estevão, 3800-783 Aveiro, Portugal Soils are key drivers for forest health and productivity. Beyond physical and chemical properties that impact water retention, pH and mineral composition, the biotic factors are being acknowledged as important components to ecosystem functioning. In the soils a high diversity of life forms can be found, including the microbiome, e.g., bacteria and fungi. Generally, they have an impact on plant growth and health and on ecosystem stability. As sustainable forests are becoming a major priority, it is important to evaluate the impact of monocultures on soil quality and microbial diversity and composition. In this study, we aimed to understand the soil microbiome diversity and composition, and their implications on soil functionality among different forest plantations, Eucalyptus globulus, Pinus pinea, and Quercus suber, growing under similar edaphoclimatic conditions in a site located in Abrantes, Portugal. Using Oxford-Nanopore Next-Generation Sequencing we assessed the microbial community structure of soils from these three plantations. This approach was complemented with functional predictions and physicochemical soil analysis. Extracellular enzymatic activities included phosphatase, dehydrogenase, N-acetylglucosaminidase and cellulase evaluation. Results show that overall soil microbial alpha diversity metrics did not differ among eucalypts, stone pine and cork oak plantations. However, microbial compositional patterns clearly diverged, indicating that microbiome assemblages depend on tree species. Bacterial communities appeared more closely related to soil physicochemical parameters, and shared common genera across plantations. Fungal communities displayed higher specificity to tree species and were more strongly associated with organic matter inputs and litter characteristics. These patterns determined the multifunctionality of the microbiome of each tree plantation, highlighting the role of plant–soil associations in structuring belowground communities. This work enhanced our knowledge on soil functions and soil microbial communities from different tree plantations, contributing towards more sustainable and site-adapted forest management strategies. Acknowledgments: This work was funded by Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) through CE3C - Centre for Ecology, Evolution and Environmental Changes unit funding (UIDB/00329/2025; https://doi.org/10.54499/UID/00329/2025). Optimizing detection protocols for the pinewood nematode: rethinking the role of wood sample incubation in Phytosanitary Surveillance 1: INIAV—Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, Quinta do Marquês, 2780-159 Oeiras, Portugal; 2: GREEN-IT Bioresources for Sustainability, ITQB NOVA, 2780-159 Oeiras, Portugal; 3: Laboratório de Patologia Vegetal "Veríssimo de Almeida", Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa, Portugal; 4: LEAF-Linking Landscape, Environment, Agriculture and Food Research Centre, Associated Laboratory TERRA, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa, Portugal The pinewood nematode (Bursaphelenchus xylophilus), the causal agent of pine wilt disease, remains one of the most critical threats to coniferous forests worldwide, with major ecological, economic, and territorial impacts. In Europe, surveillance relies on large-scale sampling of wood from both forest stands and wood packaging materials, followed by laboratory incubation at 25 °C for 15 days to enhance nematode detection. However, this step introduces significant logistical constraints, particularly in international trade contexts. This study integrates experimental evidence from complementary research assessing the relevance of incubation across different wood substrates, including heat-treated (HT) pallet wood and fresh material from Pinus pinaster stands. Wood samples were spiked with B. xylophilus at different population densities and life stages (adult pairs and second-stage juveniles, J2), and the influence of key ecological drivers - moisture and fungal presence (Botrytis cinerea) - was also evaluated. Results showed a clear substrate-dependent response. In HT pallet wood, incubation did not enhance nematode detection and was associated with a drastic reduction in nematode viability. Only under rare conditions involving fungal colonization did treated wood support nematode persistence. In contrast, incubation of green wood samples resulted in exponential population growth, significantly increasing detection probability - particularly relevant under the zero-tolerance policy applied to forest hosts. Furthermore, no significant differences were observed between life stages, as J2 individuals retained the capacity to develop and reproduce. Although fungal presence and moisture greatly enhanced population growth, these factors were not strictly required for nematode reproduction under favourable conditions. These findings provide robust scientific evidence to support a revision of phytosanitary protocols, suggesting that incubation may be safely excluded for treated wood packaging materials, while remaining essential for forest-derived samples. This targeted approach improves diagnostic efficiency, reduces operational delays, and reinforces evidence-based forest protection strategies aligned with sustainable management and trade facilitation. Adubo organomineral à base de lamas da indústria de pasta e papel: efeitos no crescimento inicial de Eucalyptus globulus e na lixiviação de nutrientes 1: Universidade de Lisboa, Lab. Associado TERRA, Centro de Investigação LEAF, Tapada da Ajuda 1349-017 Lisboa, Portugal; 2: Universidade de Lisboa, Lab. Associado TERRA, Centro de Estudos Florestais, Tapada da Ajuda, 1349-017 Lisboa, Portugal; 3: Altri Florestal, S.A., Quinta do Furadouro, 2510-582 Olho Marinho, Portugal; 4: Agristarbio, Environmental Solutions S.A., Praça das Indústrias, ED AIP 28, 1300-307 Lisboa A indústria da pasta e do papel gera anualmente grandes quantidades de resíduos, sendo as lamas a sua principal fração. A valorização destes subprodutos constitui uma oportunidade para promover a economia circular e reduzir a dependência de adubos minerais convencionais. Neste contexto, a AGRISTARBIO desenvolveu um adubo organomineral produzido a partir de lamas da indústria de pasta e papel, visando simultaneamente a valorização destes resíduos e a disponibilização de nutrientes para as plantas. O presente estudo teve como objetivo avaliar o desempenho deste adubo na fase inicial de crescimento de Eucalyptus globulus, comparando-o com um adubo mineral convencional e analisando os seus efeitos na lixiviação de nutrientes. O ensaio foi conduzido em estufa, utilizando vasos de 50 L preenchidos com areia lavada. Foram avaliadas três modalidades de fertilização: i) adubo mineral 8-24-8 (Min); ii) adubo organomineral à base de lamas de pasta de papel (OrgM); e iii) adubo organomineral complementado com sulfato de potássio e adubo de libertação controlada (OrgM+K+CRF). Os vasos foram equipados com um sistema de rega gota-a-gota, sendo os lixiviados recolhidos e analisados ao longo do ensaio. Cinco meses após a plantação procedeu-se à colheita das plantas para determinação da biomassa das raízes, caule e folhas, bem como à avaliação da altura e do diâmetro do colo. Os resultados demonstraram uma clara superioridade das modalidades fertilizadas com o adubo organomineral. A biomassa total das plantas fertilizadas com OrgM atingiu 662,5 g de matéria seca por planta, valor significativamente superior aos 439,6 g observados na modalidade fertilizada exclusivamente com adubo mineral, correspondendo a um aumento de cerca de 51%. O mesmo padrão verificou-se para a biomassa das raízes, caule e folhas. A adição de sulfato de potássio e adubo de libertação controlada não originou incrementos significativos relativamente à modalidade OrgM. Também os parâmetros morfológicos confirmaram o melhor desempenho do adubo organomineral. As plantas fertilizadas com OrgM apresentaram maior altura (145,7 cm) e maior diâmetro do colo (22,6 mm) do que as fertilizadas com adubo mineral (135,8 cm e 20,1 mm, respetivamente), evidenciando uma maior eficiência na utilização dos nutrientes. Relativamente à lixiviação, a modalidade mineral apresentou as maiores perdas de azoto, fósforo e potássio, registando cerca de 5,0 g N, 2,2 g P e 3,3 g K perdidos por vaso. Em contraste, a modalidade OrgM apresentou perdas muito inferiores, de apenas 0,61 g N, 0,10 g P e 0,54 g K por vaso. Esta redução poderá ser explicada pela presença de matéria orgânica no adubo, que favorece a retenção e a libertação gradual dos nutrientes, aumentando a eficiência da fertilização. Conclui-se que o adubo organomineral produzido a partir de lamas da indústria de pasta e papel permitiu uma utilização mais eficiente dos nutrientes, reduzindo significativamente as perdas por lixiviação e promovendo um maior crescimento inicial de Eucalyptus globulus. Estes resultados evidenciam o potencial desta solução como alternativa sustentável aos adubos minerais convencionais, contribuindo para a valorização de resíduos industriais e para uma gestão mais eficiente dos recursos na produção florestal. Agenda Transform – Projeto 3.5 Reincorporação de resíduos industriais na floresta. Aplicação de biochar e crescimento inicial do sobreiro: efeitos benéficos maximizados sob secura extrema 1: Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P., Oeiras, Portugal; 2: Centro de Estudos Florestais, Laboratório Associado TERRA, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal Os montados de sobro (Quercus suber L.) são sistemas agroflorestais de elevada relevância ecológica e socioeconómica. No entanto, a regeneração natural, e consequentemente a sustentabilidade dos montados, tem sido crescentemente comprometida pela intensificação das secas e pela baixa fertilidade e capacidade de retenção de água dos solos. A limitação hídrica no primeiro verão após a germinação constitui um constrangimento crítico ao estabelecimento dos sobreiros, tornando prioritária a melhoria das propriedades do solo. Neste contexto, a aplicação de biochar, um composto rico em carbono obtido por pirólise, destaca‑se como abordagem promissora pela sua capacidade de melhorar a estrutura, porosidade, retenção de água, disponibilidade de nutrientes e atividade microbiana do solo. Este estudo avaliou os efeitos de diferentes níveis de biochar e de disponibilidade hídrica no desenvolvimento inicial de sobreiros e nas propriedades químicas de um solo franco‑arenoso. O ensaio, decorreu em estufa (abril de 2023 a março de 2024) seguindo um delineamento fatorial 3×3 com três níveis de biochar (0%, 9% e 18% w/w, B0, B1 e B2, respetivamente) e de humidade do solo (40%, 15% e 2,5% da capacidade de campo, CC), e seis repetições por tratamento. Avaliaram-se parâmetros morfológicos (altura (A), diâmetro do colo (D)), fisiológicos (evapotranspiração (ET), potencial hídrico foliar (Ψl), condutância estomática (gs)), padrões de alocação de biomassa (folhas, caules, raízes), área foliar (AF) e superfície radicular, bem como índices funcionais derivados, incluindo a razão raiz/parte aérea e a área foliar específica. O crescimento das plantas respondeu de forma consistente aos níveis de biochar e de humidade do solo: A, D, AF e biomassa total aumentaram significativamente com maior disponibilidade hídrica e com maior nível de biochar. Sob forte limitação hídrica (2,5%CC), a aplicação de biochar (B2) permitiu alcançar valores de biomassa total comparáveis aos obtidos em condições ótimas de humidade (40%CC, B0). Observou-se, ainda, uma tendência para maior investimento em biomassa radicular com a aplicação de biochar, particularmente evidente em B2 sob 2,5%CC, sugerindo melhoria da aquisição de recursos em condições de stress. As respostas fisiológicas refletiram uma forte dependência da humidade do solo, com estado hídrico mais favorável nos tratamentos com maior disponibilidade hídrica. Contudo, sob 2,5%CC, a aplicação de biochar promoveu maior abertura estomática e ampliou a diferença entre o potencial hídrico foliar máximo e mínimo, indicando maior capacidade para manter o fluxo transpiratório e, consequentemente, favorecer a assimilação de carbono. A aplicação de biochar induziu alterações significativas nas propriedades químicas do solo, aumentando o pH, o carbono orgânico, a matéria orgânica, o potássio, o magnésio e o azoto total, evidenciando uma melhoria global da fertilidade e da capacidade de retenção de nutrientes. Para cada nível de CC, o biochar aumentou significativamente o teor volumétrico de água no solo, reforçando o seu papel na melhoria das condições edáficas. Em síntese, os resultados demonstram que a aplicação de biochar constitui uma estratégia eficaz para melhorar o crescimento inicial e a resiliência hídrica de sobreiros jovens, enquanto melhora a qualidade do solo. Esta abordagem representa um contributo relevante para o desenvolvimento de práticas de gestão adaptativas em montados sob cenários de crescente variabilidade climática. Bionematicidal phytochemical volatiles: A sustainable alternative for pinewood nematode control 1: INIAV, I.P., National Institute for Agrarian and Veterinary Research, Quinta do Marquês, 2780-159 Oeiras, Portugal & GREEN-IT Bioresources for Sustainability, Instituto de Tecnologia Química e Biológica, Universidade Nova de Lisboa (ITQB NOVA), Av. da República, 2780-157 Oeiras, Portugal; 2: Systems Biology Lab, A-LIFE, AIMMS, Vrije Universiteit Amsterdam, Amsterdam, the Netherlands; 3: MED – Mediterranean Institute for Agriculture, Environment and Development & CHANGE – Global Change and Sustainability Institute, Institute for Advanced Studies and Research, Universidade de Évora, Portugal; 4: Centre for Ecology, Evolution and Environmental Changes (CE3C) & Global Change and Sustainability Institute (CHANGE), FCUL, BV, DBio, Campo Grande, 1749-016 Lisboa, Portugal; 5: Centro de Química Estrutural - Institute of Molecular Sciences, FCUL, BQB, Campo Grande, 1749-016 Lisboa, Portugal The pinewood nematode (PWN, Bursaphelenchus xylophilus) is a devastating forest phytoparasite responsible for pine wilt disease, that poses a catastrophic ecological and economic threat to conifer forests worldwide. The limitations of current management strategies have been underscored by the recent 2025 PWN outbreak in France, emphasizing that traditional containment protocols must be improved. While conventional chemical control methods are effective, their environmental footprint, persistent toxicity, and risks to human health and non-target organisms highlight an urgent global demand for safer, sustainable alternatives. Phytochemicals - specifically those derived from bioactive essential oils - have emerged as highly promising biopesticides. Although some plant volatiles are already authorized as plant protection products within the European Union (e.g., geraniol, thymol), their specific application against PWN remains largely unexplored. In this study, a comprehensive in vitro screening of over 200 volatiles, essential oils, and essential oil fractions was conducted to evaluate their nematicidal potential against the PWN. Notably, complete PWN mortality was recorded for many of the tested compounds at a concentration of 1 mg/mL. Furthermore, over 40 of these candidates showed superior efficacy compared to the standard reference commercial nematicide, emamectin benzoate. The most potent candidates - predominantly oxygenated derivatives of medium-chain fatty acids - exhibited exceptionally rapid action achieving an up to 40-fold faster activity over the conventional treatment. To ensure these compounds align with European conservation goals, ecotoxicological data was paired with computational predictive modelling. These safety assessments demonstrated favourable environmental profiles, indicating significantly lower toxicity risks to non-target species compared to synthetic nematicides. By successfully bridging experimental screening with predictive computational frameworks, this work proposes a robust pipeline for developing high-potency, eco-friendly bionematicides. These findings offer innovative, sustainable tools for integrated pest management strategies, crucial for preserving vulnerable forest ecosystems. Acknowledgements: To FCT–MCTES for structural funding for GreenIt/LS4Future (UID/04551/2025), CE3C/CHANGE (UID/00329/2025), MED/CHANGE (UID/05183/2025 and LA/P/0121/2020) and CQE/IMS (UID/00100/2025; UID/PRR/00100/2025 and LA/P/0056/2020). Species-specific effects of artificial shading on the establishment of Mediterranean tree seedlings 1: Instituto Superior de Agronomia, Portugal; 2: Universidade de Évora, Portugal Climate change is intensifying heat and water stress across Mediterranean ecosystems, threatening the success of forest restoration and reforestation efforts. Artificial shading has been proposed as a silvicultural practice to reduce early establishment stress in native tree seedlings, although its effectiveness may vary among species with contrasting ecological strategies. We assessed the effects of artificial shading on microclimate, survival, early growth, and physiological performance in three Mediterranean tree species: strawberry tree (Arbutus unedo), carob tree (Ceratonia siliqua), and cork oak (Quercus suber). A field experiment was established at Companhia das Lezírias, Portugal, comparing shaded and unshaded planting conditions. Survival, growth, photosynthetic active radiation, leaf and soil temperature, chlorophyll fluorescence, and relative leaf water content were monitored during early establishment. Shading consistently reduced incident radiation and leaf and soil temperatures, creating a less thermally stressful microenvironment. Shaded seedlings generally showed improved photochemical efficiency, indicated by higher Fv/Fm values, particularly in Q. suber and C. siliqua. Relative leaf water content also increased under shading in these two species, while A. unedo showed little physiological response. Despite these physiological benefits, survival responses were species-dependent. Although C. siliqua showed reduced survival under shade, Q. suber and A. unedo did not present significant differences between treatments. These contrasting responses indicate that short-term physiological improvement does not necessarily translate into higher establishment success. Overall, artificial shading can alleviate early-stage thermal physiological stress in Mediterranean tree seedlings, but its effectiveness in improving survival depends strongly on species-specific light requirements and ecological strategies. Restoration practices should therefore apply shading selectively, aligning microclimatic interventions with the functional traits and establishment requirement of target species. Future studies should also evaluate different shading intensities to identify species-specific thresholds and optimal levels of protections. Settlement Preferences of Philaenus spumarius on Forest Species: Multiple-Choice Experiments CIMO, LA SusTEC, Instituto Politécnico de Bragança Philaenus spumarius is the primary insect vector of Xylella fastidiosa, a pathogen responsible for infecting more than 700 plant species worldwide. Determining this vector’s host preferences is crucial for understanding vector-plant-pathogen dynamics and, consequently, for developing effective control strategies. In this study, the preference of P. spumarius was evaluated through multiple-choice tests using ten plant species representative of a cork oak forest in northeastern Portugal. The tests were conducted in a greenhouse under controlled temperature and natural photoperiod. For each replicate, five specimens of each plant species were arranged radially and equidistantly from a central release point, where 30 fasting (4 h) adult P. spumarius were released simultaneously. Insect choice was recorded 2, 4, 6, 8, 12, and 24 hours after release. Ruscus aculeatus showed the highest preference, attracting a total of 169 insects (mean of 1.78 ± 0.59 per count), followed by Quercus pyrenaica with a total of 131 insects (mean of 1.93 ± 0.41). In contrast, Quercus suber and Quercus ilex were the least preferred species, while Thymus mastichina, Calluna vulgaris, and Arbutus unedo showed intermediate attractiveness. These results allow for the identification of the vector’s preferred hosts in forest ecosystems, providing fundamental data for modeling and managing the epidemiological risk of X. fastidiosa in Mediterranean forests. Efecto de la preparación del terreno sobre los flujos de carbono del suelo y la respuesta de dos especies forestales en una repoblación en Portugal Grupo Sylvestris, S.L., Espanha La preparación del terreno es una práctica esencial en las repoblaciones forestales de clima mediterráneo, ya que determina en gran medida la supervivencia y el crecimiento inicial de las plantas. Sin embargo, los diferentes métodos de preparación alteran el suelo y, por tanto, pueden tener efectos muy diferentes sobre las emisiones de CO₂. En particular, el subsolado remueve un mayor volumen de suelo por unidad de superficie que el ahoyado, lo que nos lleva a hipotetizar que en esta preparación del suelo habrá una mayor pérdida de carbono. Para contrastar esta hipótesis, hemos establecido un ensayo en Portugal con cuatro tratamientos de preparación del terreno: dos modalidades de subsolado (con gradeo y con decapado) y dos modalidades de ahoyado (con roza y con descuaje por casillas). Al inicio de este ensayo se tomaron muestras para cuantificar los stocks de carbono del suelo y así poder compararlas con las muestras que se recogerán el próximo invierno. La plantación se realizó en marzo de 2026 y se tomaron los valores iniciales de morfología y se comenzó a monitorear la supervivencia al mes siguiente ya que también se evaluará el efecto de cada tratamiento sobre las plantas. A partir de junio de 2026 se iniciarán las mediciones periódicas de respiración del suelo mediante un analizador de gases infrarrojo (IRGA), con el objetivo de modelizar la pérdida de carbono en función de la temperatura y la humedad del suelo para cada tratamiento. Este trabajo contribuirá a mejorar la comprensión de los impactos a corto plazo de las preparaciones del terreno sobre el ciclo del carbono en repoblaciones forestales mediterráneas. Upcycling Azorean agroforestry byproducts: Antibacterial efficacy of essential oils against Xanthomonas campestris 1: 1INIAV, I.P., National Institute for Agrarian and Veterinary Research, Phytobacteriology Laboratory, Quinta do Marquês, 2780-159 Oeiras, Portugal; 2: GREEN-IT Bioresources for Sustainability, ITQB NOVA, Av. da República, 2780-157 Oeiras, Portugal; 3: BioISI - Biosystems & Integrative Sciences Institute, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Campo Grande, Lisboa 1749-016, Portugal; 4: PlannetPro, Ambiente, Estudos e Projetos, Lda./ IITAA_UAC, Canada dos Cinco Reis, 63, 9700-052 Angra do Heroísmo, Açores Xanthomonas campestris is a phytopathogenic Gram-negative bacterium responsible for black rot in economically vital cruciferous crops, such as cabbage, broccoli, and cauliflower. Conventional management strategies rely heavily on copper-based chemical treatments; however, their efficacy is limited and prolonged use drives the development of resistant strains. Consequently, plant-derived essential oils (EOs) have emerged as viable, eco-friendly alternatives, offering biodegradable and structurally diverse sources of natural antimicrobials. The unique edaphoclimatic conditions of the Azores archipelago - characterized by volcanic soils, minimal anthropogenic pollution, and a hyper-humid temperate climate - creates distinct conditions for the production of chemically distinct EO profiles. In this study, EOs extracted via steam distillation of branches and leaves of Cryptomeria japonica (4 h), Cupressus leylandii (3.5 h), Eucalyptus globulus (2 h), and Laurus sp. (3 h) were screened for their microbiocidal potential against a highly virulent X. campestris isolate (CPBF 278). Antibacterial efficacy was quantified using the spectrophotometric Alamar Blue cell viability assay. At a standardized concentration of 1 µL/mL, the EOs demonstrated divergent inhibitory profiles. The most potent antibacterial efficacy was exhibited by Laurus sp. EO (92.4% inhibition), extracted from foliar and floral branches, followed closely by the biomass-derived shoots of C. japonica (90.8% inhibition). While E. globulus EO also displayed pronounced inhibitory activity (86.4% inhibition), C. leylandii shoot EO proved largely ineffective (6.9% inhibition). These findings highlight that turning waste products from the exploitation of agroforestry systems into botanical phytopharmaceuticals can offer a cost-effective, circular-economy strategy to control critical crop pathogens and foster sustainable agricultural ecosystems.
Acknowledgements: Thanks to Alicja Surowiak (Wrocław University of Science and Technology), to FCT structural funding for GreenIt (UID/04551/2025) and BioISI (UID/04046/2025) research centers. Avaliação da Mortalidade do Eucalipto-comum através de Imagens Térmicas Obtidas por Drone 1: RAIZ—Instituto de Investigação da Floresta e do Papel, Quinta de S. Francisco, Rua José Estevão (EN 230-1),3800-783 Aveiro, Portugal; 2: NOVA Information Management School (NOVA IMS), Universidade NOVA de Lisboa, Campus de Campolide, 1070-312 Lisboa, Portugal; 3: Departamento de Geografia e Turismo, Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra A monitorização da saúde das florestas é um pilar fundamental da gestão florestal sustentável, sobretudo num contexto de propagação de pragas e doenças potenciado pelas condições de stress associadas às alterações climáticas. No caso do Eucalyptus globulus, uma das espécies mais relevantes no sector florestal nacional, os impactos das pragas do Phoracantha spp. são particularmente severos, traduzindo-se numa redução significativa da produtividade lenhosa. Com o presente trabalho pretende-se avaliar a eficácia dos Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT) equipados com sensores térmicos na identificação de indivíduos afetados pela praga. O estudo foi conduzido na Unidade de Gestão Monte do Inferno, área sob gestão da The Navigator Company, no concelho de Castelo Branco, com uma extensão de 2,07 ha e uma densidade de 1763 árvores/ha. A aquisição dos dados térmicos e multiespectrais foi realizada com recurso a um VANT DJI Matrice 300 RTK equipado com uma câmara multiespectral e térmica, MicaSense Altum. A validação de campo foi efeituada através de medições georreferenciadas através de GNSS (Global Navigation Satelite System) e dados de temperatura recolhidos através de um termómetro de Infravermelhos. As extrações dos valores de temperatura ao nível da copa com a termografia foram obtidas através de estatísticas zonais. A análise estatística, revelou uma correlação muito forte entre as medições de campo e os dados térmicos obtidos por VANT, apresentando um coeficiente de correlação de Pearson (R = 0,93) e um coeficiente de determinação (R² = 0,86), confirmando a elevada exatidão da temperatura das copas medida através da câmara térmica instalada no VANT. Com base na técnica do vale do histograma em imagens, foi definido um limiar crítico de 24,5 °C, situado no terceiro vale. Verificou-se que as árvores mortas apresentaram, em média, temperaturas 6,06 °C mais elevadas do que as árvores vivas. A validação através da matriz de confusão, realizada sobre uma amostra de 15% das árvores, revelou uma precisão global de 88,97% e um coeficiente Kappa de Cohen de 0,89. Apesar dos valores de temperaturas dependerem fortemente da estação do ano e das condições meteorológicas à data de avaliação, esta abordagem poderá contribuir para uma deteção mais eficiente de árvores afetadas por condições de stress e para a otimização das ações de controlo das pragas florestais xilófagas. Como trabalho futuro, prevê-se a adaptação desta metodologia a imagens de satélite, com o objetivo de testar a aplicação de métodos de downscaling da temperatura da superfície que permitam a aplicação de processos de monitorização remota dos povoamentos florestais em larga escala. Estimativa de Diâmetro, Altura e Volume de Pinheiro-bravo (Pinus pinaster) com Inteligência Artificial baseada em Mask R-CNN 1: ESAC, Portugal; 2: ISEC, Portugal; 3: RCM2+ Research Centre for Asset Management and Systems Engineering, ISEC/IPC; 4: CISE—Electromechatronic Systems Research Centre, University of Beira Interior O pinehiro-bravo (Pinus pinaster) é uma espécie fundamental nos ecossistemas mediterrânicos e na economia florestal, sendo essencial a obtenção de estimativas precisas das suas características dendrométricas para apoiar a gestão sustentável e a valorização da madeira. No entanto, os métodos tradicionais de inventário florestal são frequentemente morosos, dispendiosos e exigem equipamento especializado. Este trabalho propõe uma metodologia automatizada e de baixo custo para estimar o diâmetro à altura do peito (DAP), a altura total e o volume de árvores a partir de imagens fotográficas. A importância da Fábrica de Resinagem da Marinha Grande no século XIX 1: MED - Mediterranean Institute for Agriculture, Environment and Development, CHANGE - Global Change and Sustainability Institute, Universidade de Évora, Évora; 2: CEF - Centro de Estudos Florestais, Laboratório Associado Terra, Instituto Superior de Agronomia, Tapada da Ajuda, Lisboa Em 1858, Bernardino José Gomes instalou a 1ª Fábrica de Resinagem na Marinha Grande, utilizando um processo de destilação por fogo direto com adição de água, destinado à produção de colofónia e terebentina. A resina usada na fábrica era obtida em árvores em pé do Pinhal de Leiria, sendo recolhida em recipientes de barro através de um sistema fechado. Este sistema, implementado por Bernardino José Gomes e conhecido como resinagem à Portuguesa, tinha como principal objetivo, entre outros, diminuir as impurezas da resina bruta. Durante a década de 1860, a fábrica alcançou várias distinções, tanto a nível nacional como internacional, destacando-se pela elevada qualidade dos produtos obtidos após destilação. Contudo, no final do século XIX, o declínio da fábrica tornou-se evidente, levando à sua exploração por meio de arrendamento a particulares. Paralelamente, o método tradicional de resinagem foi gradualmente substituído e acabou por ser abandonado por volta de 1890. Os resineiros passaram a aumentar a dimensão das incisões nas árvores, sobretudo em profundidade, e deixaram de cobrir os recipientes de recolha da resina, o que contribuiu para a deterioração da qualidade da matéria-prima. Neste trabalho, será utilizado como referência o período de funcionamento da Fábrica de Resinagem da Marinha Grande, com o objetivo de enquadrar socioeconómica e politicamente esta prática no contexto da sociedade portuguesa da época. Occurrence and distribution of Coraebus undatus (Fabricius 1787) (Coleoptera: Buprestidae) in cork oak forests in northeastern Portugal CIMO, LA SusTEC, Instituto Politécnico de Bragança The cork oak (Quercus suber) is a key tree species in Portugal, with significant socioeconomic and ecological importance. One of the main threats to cork quality is the beetle Coraebus undatus, whose larvae burrow internal galleries in the trunk, compromising the commercial value of the resource. Although the impact of this pest has been documented in southern Portugal and Spain, its occurrence in the Northeast region remained unconfirmed. The objectives of this study were to assess the presence and distribution of C. undatus in northeastern Portugal and to identify the environmental and structural factors influencing infestation. A survey of 680 cork oaks was conducted between March and June 2024, recording the presence of galleries, trunk characteristics, surrounding vegetation, and geographic coordinates. The results revealed that 59% of the trees had visible galleries, with an average of 4.52 ± 0.18 galleries per tree. Most were located between 50 and 150 cm above the ground, with no significant preference for a particular cardinal direction. Trunk diameter and latitude showed a positive association with the presence of the insect, while plots without ground vegetation exhibited a lower probability of infestation. This study represents the first confirmed record of C. undatus in northeastern Portugal, revealing higher levels of infestation than those reported in other regions. These results highlight the urgent need for monitoring and phytosanitary management to ensure the sustainability of the cork oak forest. Primeiros sinais de estabelecimento da ferrugem-da-murta em espaços verdes urbanos em Portugal 1: LEAF-Linking Landscape, Environment, Agriculture and Food Research Centre, Associated Laboratory TERRA, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa, Portugal; 2: Laboratório de Patologia Vegetal “Veríssimo de Almeida”, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal As invasões biológicas associadas a patogénios emergentes representam um desafio crescente à sanidade vegetal em contextos urbanos e florestais, particularmente em cenários de alteração climática e intensificação das trocas globais. Entre estes agentes, Austropuccinia psidii (G. Winter) Beenken, fungo da ordem Pucciniales e agente causal da ferrugem-da-murta, destaca-se como uma ameaça relevante à família Myrtaceae, com impacto documentado em ecossistemas naturais, plantações florestais e espécies ornamentais. Em contraste com a maioria de fungos Puccinales, que apresentam especificidade para um género ou para uma espécie botânica, este patogénio apresenta uma ampla gama de hospedeiros entre as Myrtaceae, superior a 480 espécies, e elevada capacidade de dispersão e adaptação, incluindo em regiões de clima mediterrânico. A sua introdução em novos territórios tem sido associada a impactos significativos, podendo conduzir a desfolha, deformação de tecidos, redução de crescimento e, em casos severos, mortalidade. Para além do impacto em espécies ornamentais e ecossistemas naturais, este patogénio representa uma potencial ameaça para plantações de Eucalyptus e para a fileira florestal associada, atendendo à suscetibilidade de várias espécies deste género a esta ferrugem. Em Portugal, a presença de A. psidii em mirtáceas ornamentais foi recentemente confirmada com base em caracteres morfológicos, análise molecular das regiões ITS e LSU, tamanho do genoma e testes de patogenicidade, com sintomas e sinais característicos observados em folhas jovens, rebentos, flores e frutos, incluindo lesões necróticas e pústulas alaranjadas. Neste contexto, os espaços verdes urbanos assumem particular relevância como áreas potenciais de estabelecimento e disseminação desta ferrugem, dada a diversidade de hospedeiros, a conectividade paisagística e as condições microclimáticas frequentemente favoráveis à infeção. O presente trabalho apresenta uma atualização da incidência de A. psidii em Portugal, com base em ações de monitorização em jardins e parques urbanos, centrada na observação sistemática de sintomas, identificação das espécies hospedeiras afetadas e caracterização da distribuição do patogénio em diferentes tipologias de espaços verdes. Os resultados evidenciam a presença do patogénio em diversos locais no concelho de Lisboa, com níveis variáveis de incidência e associação preferencial a determinados hospedeiros, nomeadamente Myrtus communis Linn. As monitorizações realizadas em 2026 confirmam a presença do patogénio em locais onde este tinha sido detetado em 2025, ao que acrescem novas deteções. Observa-se ainda elevada suscetibilidade dos tecidos jovens, em concordância com o descrito para esta ferrugem noutras regiões. Estes dados sugerem que o patogénio se encontra em fase de estabelecimento, com potencial de expansão em condições favoráveis. A interpretação destes resultados indica que a ferrugem das mirtáceas poderá representar um risco significativo para sistemas urbanos e periurbanos em Portugal, com possíveis implicações para espécies ornamentais e ecossistemas mediterrânicos e, potencialmente, para a fileira do eucalipto. Do ponto de vista aplicado, reforça-se a importância da monitorização contínua e da deteção precoce na gestão deste patogénio invasor, sendo a vigilância fitossanitária em espaços verdes urbanos uma ferramenta essencial para limitar a sua dispersão e, de forma mais abrangente, antecipar riscos para sistemas florestais e produtivos. Programa Estratégico de Fitossanidade Florestal para a RAM 2025-2029 IFCN, IP-RAM, Portugal O Programa Estratégico de Fitossanidade Florestal para a Região Autónoma da Madeira 2025-2029 (PEFFRAM) é uma atualização do preconizado no primeiro PEFF, onde se estabelece um conjunto de objetivos, gerais, estratégicos, específicos e operacionais, consagrando as bases de intervenção para a redução dos riscos fitossanitários de introdução, de instalação e de dispersão de agentes bióticos nocivos, e de danos por estes provocados. Apresentam-se as competências e atribuições do IFCN, nomeadamente no que respeita à implementação das medidas e ações de prevenção e controlo das pragas florestais, assim como, se referenciam as restantes entidades com competências em matéria de fitossanidade florestal em geral, bem como as de inspeção e fiscalização, identificando-se as respetivas áreas de intervenção e os mecanismos de articulação entre elas. São ainda referenciadas as principais ações em curso e as que se perspetivam realizar, encontrando-se definidos indicadores e estabelecidas as respetivas metas e calendarização, o que permitirá a monitorização do plano estratégico, a avaliação da sua execução e as possíveis constrições ao seu estabelecimento. O presente poster pretende assim dar a conhecer os principais objetivos deste programa estratégico que se pretende, possa preparar a RAM para uma atuação mais clara e eficiente em termos de prevenção e controlo de pragas florestais, materializando um verdadeiro desafio futuro em termos fitossanitários. Advancing Cork Oak Afforestation Assessment: Integrating Canopy Metrics, LiDAR and Field Validation Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, IP A study developed in 2024 assessed the success of cork oak afforestation across 4,270 ha in the Évora district, focusing on stands aged 25–30 years. The evaluation was based on canopy cover percentage and density as proxies for vegetative development, using 150 plots subdivided into 319 homogeneous units, and supported by 622 sampling points for extracting edaphoclimatic variables. Results indicated that continentality, precipitation, elevation, and thermicity index had statistically significant effects on canopy development, while slope showed no relevant influence, revealing clear environmental controls over afforestation performance. However, this approach relies primarily on two-dimensional metrics and may not adequately represent canopy vertical structure or tree-level vigor. To address these limitations, the present phase integrates LiDAR data across the same plots, enabling detailed three-dimensional characterization of canopy height, structural complexity, and spatial continuity. Targeted field surveys are also being conducted to validate remote sensing outputs and incorporate dendrometric and physiological variables. This combined methodology aims to refine the initial assessment, reduce uncertainty, and deliver a more robust evaluation framework supporting monitoring, decision-making, and adaptive management of cork oak systems. It also enhances transferability to other Mediterranean afforestation contexts under changing climatic conditions and strengthens the basis for long-term monitoring programmes. NemaINIAV: 15 years supporting forest health, surveillance, research and innovation on Pine Wilt Disease in Portugal 1: INIAV - Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, Oeiras; 2: GREEN-IT Bioresources for Sustainability, ITQB NOVA, Oeiras; 3: MED - Instituto Mediterrânico para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento, Universidade de Évora, The Nematology Laboratory of INIAV (NemaINIAV), the Portuguese National Reference Laboratory (NRL) for Plant-Parasitic Nematodes, hosts the Phytosanitary Emergencies Laboratory for Bursaphelenchus xylophilus and has been at the forefront of Portugal’s response to Pine Wilt Disease (PWD). Over the last 15 years, NemaINIAV has contributed to forest health protection through surveillance, diagnostics, research, training and scientific support to national and international stakeholders. As part of the national PWN surveillance programme, NemaINIAV supports the detection, identification and monitoring of Bursaphelenchus xylophilus and its vector Monochamus galloprovincialis, while providing scientific and technical advice to Portuguese authorities, including DGAV and ICNF, and to international organisations such as EPPO and EFSA. The laboratory contributes to pest risk assessment, surveillance strategies, diagnostic protocols and phytosanitary policies aimed at preventing the spread of forest pests and safeguarding forest resources. Research and innovation activities are strengthened through participation in several ongoing national and international initiatives, including the Horizon Europe projects PURPEST (Plant Pest Prevention through Technology-Guided Monitoring and Site-Specific Control) and FORSAID, the ongoing collaboration with Forest Research UK on pinewood nematode research, the PineProtect project exploring the biocontrol potential of Esteya spp. against the pinewood nematode in Pinus pinaster, and Euphresco projects such as BxDetect and RAMWOOD. These initiatives focus on early detection, monitoring technologies, biological control, risk assessment and sustainable pest management. NemaINIAV also plays an active role in capacity building through MSc and PhD supervision, specialised training courses, university teaching, summer schools and field training activities. By integrating diagnostics, research, innovation, training and policy support, NemaINIAV contributes to strengthening forest resilience and enhancing preparedness against emerging phytosanitary threats. | ||