Programa da conferência
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Vista diária |
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Simpósio 10 - Pinheiro-manso: do conhecimento ecológico à inovação na produção de pinhão Localização: Auditório Pequeno (H1.04) Moderação/coordenação de sessão: Hélder Viana Moderação/coordenação de sessão: Dulcineia Wessel Moderação/coordenação de sessão: Cláudia Neves | |
| Apresentação 1 | |
Pinheiro-manso na Região Centro: conhecimento, valorização e novas oportunidades para a fileira 1: CERNAS-IPV, Escola Superior Agrária, Instituto Politécnico de Viseu, Viseu Portugal; 2: LAQV-REQUIMTE, Departamento de Química, Universidade de Aveiro, Portugal; 3: CISeD, Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu, Instituto Politécnico de Viseu, Viseu, Portugal; 4: Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões, Tondela, Portugal Nos últimos anos, a área ocupada por povoamentos de pinheiro-manso (Pinus pinea L.) tem aumentado significativamente na Região Centro de Portugal, reforçando a importância económica desta espécie e criando oportunidades para a valorização dos recursos associados à sua cadeia de valor. Neste contexto, foi desenvolvido um projeto promovido pela Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões (CIM VDL), em colaboração com produtores, empresas e instituições de investigação, com o objetivo de fortalecer a competitividade da fileira e promover uma utilização mais eficiente e diversificada dos recursos disponíveis. O trabalho desenvolvido assentou numa abordagem participativa e multiactor, envolvendo diferentes intervenientes da cadeia de valor. Entre as principais atividades destacam-se o acompanhamento de produtores da Região Centro, a identificação de constrangimentos e necessidades do setor e a caracterização biométrica da pinha e do pinhão ao longo de duas campanhas consecutivas. Estes estudos permitiram gerar informação sobre a qualidade da produção regional e apoiar futuras estratégias de valorização e certificação. Paralelamente, foi efetuado um levantamento micológico em 9 municípios dos distritos de Viseu, Guarda e Coimbra, tendo sido identificadas 80 espécies ou géneros de cogumelos silvestres, dos quais cerca de 30% apresentam interesse alimentar e 15% elevado valor económico. Os fungos micorrízicos representaram cerca de 41% dos registos efetuados, evidenciando o potencial destes organismos para contribuir para a produtividade e sustentabilidade dos povoamentos de pinheiro-manso. Através de ferramentas de análise multicritério foi possível avaliar a aptidão do território para esta espécie, demonstrando-se que cerca de 64% da Região Centro apresenta condições favoráveis para a expansão da sua área de cultivo, reforçando o potencial estratégico do pinheiro-manso no contexto regional. O projeto procurou ainda identificar oportunidades de valorização económica dos diferentes componentes da árvore, incluindo pinhão, pinha, resina e subprodutos. Neste âmbito foram exploradas aplicações em setores como a alimentação, nutracêuticos, cosmética, alimentação animal e outros produtos de valor acrescentado, contribuindo para o desenvolvimento de soluções alinhadas com os princípios da bioeconomia circular. A abordagem colaborativa e co-criativa desenvolvida ao longo dos últimos anos permitiu estabelecer bases sólidas para uma fileira do pinheiro-manso mais inovadora, resiliente e competitiva. A continuidade destas dinâmicas multiator será determinante para converter conhecimento em inovação e valor, reforçando a valorização da pinha, do pinhão e dos recursos associados, e capacitando o setor para enfrentar os desafios ambientais, económicos e de mercado do futuro. Agradecimentos: Os autores agradecem o apoio financeiro do Forest4Future PP21 – Projeto piloto de valorização da pinha e do pinhão da região Centro (CENTRO 08-5864-FSE-000031) e do Biofeed (2022.02102.PTDC) através da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Élia Fogeiro agradece a bolsa de doutoramento FCT 2021.08009.BD. Agradece-se ainda ao Instituto Politécnico de Viseu, Universidade de Aveiro e ao apoio da FCT/MCTES ao Centro de Investigação em Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade — CERNAS (UID/00681/2025, DOI 10.54499/UID/00681/2025) e ao Laboratório Associado para a Química Verde - Tecnologias e Processos Limpos — LAQV-REQUIMTE (UID/50006/2025, DOI 10.54499/UID/50006/2025). | |