Programa da conferência
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Vista diária |
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Simpósio 4 - Espécies de plantas invasoras na floresta: desafios e oportunidades Localização: Auditório Pequeno (H1.04) Moderação/coordenação de sessão: Hélia Marchante Moderação/coordenação de sessão: Duarte Costa | |
| Apresentação 2 | |
Observar a floresta e as árvores ao mesmo tempo: compreender a gestão de espécies invasoras através das redes de interações biológicas 1: Centro de Ecologia Funcional, Laboratório Associado TERRA, Departamento de Ciências da Vida, Universidade de Coimbra, Calçada Martim de Freitas, 3000-456 Coimbra, Portugal; 2: Centro de estudos em Recursos Naturais Ambiente e Sociedade (CERNAS), Universidade Politécnica de Coimbra, Escola Superior Agrária de Coimbra PT, Portugal As invasões biológicas afetam a biodiversidade e o funcionamento dos ecossistemas através de múltiplos efeitos diretos e indiretos sobre as espécies e comunidades locais. Apesar disso, os seus impactes são frequentemente avaliados apenas a nível de espécies individuais, o que pode limitar a compreensão das consequências ecológicas destas invasões. Neste contexto, a teoria de redes tem sido cada vez mais utilizada para compreender os efeitos das espécies invasoras nas comunidades e ecossistemas, em vez de espécies per si. Contudo, a aplicação desta abordagem à avaliação de medidas de gestão — incluindo ações de controlo e a monitorização de agentes de controlo biológico — permanece ainda limitada, apesar da crescente necessidade de antecipar e avaliar os efeitos ecológicos das intervenções destinadas a mitigar os impactes das invasões biológicas. O controlo biológico clássico de plantas invasoras constitui um exemplo particularmente relevante, uma vez que a introdução ou promoção de inimigos naturais pode desencadear alterações que transcendem as espécies-alvo, afetando a estrutura, o funcionamento e a estabilidade das comunidades. Neste contexto, as redes de interações biológicas oferecem uma ferramenta integradora que permite não só apoiar a seleção e avaliação de agentes de controlo biológico, mas também identificar interações não-alvo, prever efeitos diretos e indiretos e quantificar potenciais efeitos em cascata associados à sua libertação. Este trabalho apresenta uma revisão da literatura focada no potencial das redes de interações biológicas como ferramentas de apoio à gestão de invasões biológicas, incluindo a priorização de espécies-alvo para controlo, a identificação de vias de introdução e dispersão, e planeamento, monitorização e avaliação de programas de controlo biológico em diferentes sistemas ecológicos (e.g. formadores de galhas, predadores de sementes, entre outros). Ao incorporar explicitamente as interações entre espécies na avaliação das medidas de gestão, as abordagens baseadas em redes proporcionam uma compreensão mais abrangente das suas consequências ecológicas, contribuindo para a implementação de estratégias de gestão adaptativa mais eficazes, seguras e ecologicamente sustentáveis no contexto das invasões biológicas. | |