Programa da conferência
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Vista diária |
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Simpósio 10 - Pinheiro-manso: do conhecimento ecológico à inovação na produção de pinhão Localização: Auditório Pequeno (H1.04) Moderação/coordenação de sessão: Hélder Viana Moderação/coordenação de sessão: Dulcineia Wessel Moderação/coordenação de sessão: Cláudia Neves | |
| Apresentação 5 | |
Potencial do pinheiro-manso no desenvolvimento de ingredientes bioativos e nutracêuticos inovadores 1: CERNAS-IPV, Escola Superior Agrária de Viseu, Instituto Politécnico de Viseu, Viseu Portugal; 2: LAQV-REQUIMTE, Departamento de Química, Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal O pinheiro-manso (Pinus pinea L.) é uma espécie florestal de elevada relevância económica e ecológica na região Mediterrânica. Em Portugal, nas últimas décadas, a área ocupada por esta espécie aumentou significativamente, impulsionada pela elevada procura e valorização do pinhão nos mercados internacionais (ICNF, 2019). A área ocupada pelo pinheiro-manso em Portugal corresponde, segundo a Carta de Ocupação do Solo (COS 2018), a cerca de 211502 ha – dos quais 120 ha em regime de agrofloresta e 11595 ha em florestas de alto-fuste – onde a região Centro (NUT II) representa 11715 ha (Direção-Geral do Território, 2020). De acordo com dados do censo agrícola de 2019, processados pelo Instituto Nacional de Estatística, a área plantada sob regime agrícola em Portugal aumentou de 41693 ha para 105093 ha no período entre 2009 e 2019 (INE, 2021). Apesar da importância do pinheiro-manso, a sua valorização continua centrada quase exclusivamente no pinhão. Após a sua extração, permanece uma quantidade considerável de biomassa sob a forma de pinha remanescente, que é frequentemente tratada como resíduo. A procura de novas aplicações para este subproduto constitui uma oportunidade para promover a sustentabilidade e competitividade do setor, em linha com os princípios da bioeconomia circular. O projeto Pineaceutic 2.0 surge neste contexto com o objetivo de desenvolver conhecimento, processos e produtos inovadores que permitam a valorização da pinha de pinheiro-manso enquanto fonte de compostos bioativos com potencial aplicação na área dos nutracêuticos. O projeto assenta numa abordagem integrada que combina a caracterização da matéria-prima, o desenvolvimento de processos sustentáveis de extração, a avaliação do potencial biológico dos extratos obtidos e a sua incorporação em novos ingredientes e formulações nutracêuticas. A iniciativa resulta da colaboração entre entidades do sistema científico e tecnológico e o setor empresarial, promovendo a transferência de conhecimento e a criação de soluções inovadoras para a valorização e reforço da competitividade da fileira do pinheiro-manso. Referências Direção-Geral do Território (2020). Uso e Ocupação do Solo em Portugal Continental—Análise Temática 1 (COS). ICNF (2019) 6° Inventário Florestal Nacional (IFN6). Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas – ICNF INE (2021). Recenseamento Agrícola—Análise dos principais resultados—2019. Instituto Nacional de Estatística, I. P. Agradecimentos Os autores agradecem o apoio financeiro do projeto Pineaceutic 2.0- Demonstração do potencial ativo de novo ingrediente nutracêutico à base de Pinus pinea, financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) através do Programa Regional do Centro (CENTRO2030-FEDER-01488500, Projeto nº18489), bem como a colaboração da empresa Labotanic na execução do projeto. Agradecem ainda ao Instituto Politécnico de Viseu, Universidade de Aveiro e ao apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (FCT/MCTES) ao Centro de Investigação em Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade — CERNAS (UID/00681/2025, DOI 10.54499/UID/00681/2025) e ao Laboratório Associado para a Química Verde - Tecnologias e Processos Limpos — LAQV-REQUIMTE (UID/50006/2025, DOI 10.54499/UID/50006/2025). Susana M. Cardoso agradece à FCT/MCTES o contrato de trabalho no âmbito do Programa de Estímulo ao Emprego Científico – Concurso Institucional. | |