Programa da conferência
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Sessão de Pósteres n.º 2 Localização: Átrio ESAC | |
| Apresentação 47 | |
Avaliação da diversidade e da dominância estrutural da floresta urbana de Lamego: contributos para a gestão e resiliência urbana 1: UTAD, CITAB, Vila Real; 2: UTAD; 3: Câmara Municipal de Lamego A crescente urbanização mundial tem provocado alterações significativas na cobertura do solo, originando problemas como ilhas de calor, degradação da qualidade do ar, aumento do escoamento superficial e perda de biodiversidade. Neste contexto, a floresta urbana desempenha um papel fundamental na mitigação destes impactos. Contudo, os benefícios proporcionados pelas árvores urbanas dependem da composição, estrutura e diversidade das comunidades arbóreas. O presente estudo teve como objetivo caracterizar a diversidade, a estrutura e a dominância da arborização urbana da cidade de Lamego, de forma a fornecer informação relevante para o planeamento e a gestão da floresta urbana. Foram inventariadas 477 árvores, correspondentes a 44 espécies, 33 géneros e 22 famílias botânicas. As três espécies mais dominantes concentraram 48% do total de indivíduos, 61% da área basal e 55% da área de copa. A diversidade foi avaliada através do número de indivíduos, da área basal e da área de copa. A diversidade foi analisada através dos índices de Shannon-Weaver e Simpson, complementados por indicadores de dominância e pela avaliação da distribuição taxonómica segundo os critérios de Santamour. Esta abordagem baseia-se na regra 10-20-30, segundo a qual nenhuma espécie, género ou família deverá representar mais de 10%, 20% e 30% da população arbórea, respetivamente. Os valores do índice de Shannon foram de 2,73 para a contagem de indivíduos, 2,24 para a área basal e 2,54 para a área de copa. Para o índice de Simpson, os valores obtidos foram de 0,89, 0,81 e 0,87, respetivamente. Os resultados evidenciaram uma forte concentração taxonómica e estrutural. Acer pseudoplatanus representou mais de 20% dos indivíduos e 24% da área de copa, enquanto Tilia tomentosa concentrou 36% da área basal. Ao nível de género, os maiores valores corresponderam a Acer (28%), Tilia (43%) e Acer (28%), respetivamente. Para as famílias, destacaram-se Sapindaceae (35%), Malvaceae (43%) e Sapindaceae (31%), demonstrando o incumprimento dos limites recomendados pelos critérios de diversificação. Conclui-se que a avaliação da floresta urbana deve integrar simultaneamente indicadores de diversidade e de estrutura, uma vez que os índices tradicionais podem não refletir integralmente os padrões de dominância presentes na comunidade arbórea. A forte concentração estrutural observada demonstra que a diversidade baseada exclusivamente na abundância de indivíduos pode conduzir a interpretações sobrestimadas da diversidade da floresta urbana. Os resultados obtidos fornecem informação relevante para o planeamento e gestão da arborização urbana de Lamego, apoiando estratégias orientadas para o aumento da diversidade estrutural e para o reforço da resiliência urbana. | |