Programa da conferência
Visão geral e detalhes das sessões desta conferência. Por favor, selecione uma data ou uma sala, para que sejam exibidas apenas as sessões de acordo com esse critério. Por favor, selecione uma sessão para aceder a informação detalhada sobre a mesma.
|
Vista diária |
| Sessão | |
|
Simpósio 1 - Presente e futuro dos Sistemas de Apoio à Decisão na gestão florestal: integração dos serviços de ecossistema Localização: Sala A1.14 Moderação/coordenação de sessão: Jose Borges Moderação/coordenação de sessão: Fernando Pérez-Rodriguez | |
| Apresentação 4 | |
O papel das abordagens participativas na melhoria da tomada de decisão no setor florestal: a experiência do CoLAB ForestWISE Laboratório Colaborativo para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo - CoLAB ForestWISE Alinhada com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16, que preconiza uma tomada de decisão, a todos os níveis, responsável, inclusiva, participativa e representativa, esta comunicação apresenta uma reflexão sobre o contributo das abordagens participativas para a melhoria da tomada de decisão no setor da floresta e dos fogos rurais, com base na experiência desenvolvida pelo CoLAB ForestWISE. Ao longo das últimas décadas, a integração das perceções sociais e das visões dos diversos atores sobre o território e do conhecimento baseado na prática tem vindo a assumir um papel cada vez mais relevante na esfera pública e política. Esta evolução reflete o reconhecimento da crescente importância da integração destes saberes nos processos de tomada de decisão e na formulação de políticas públicas. Neste contexto, a participação pública e o envolvimento dos diversos atores, através de diferentes metodologias e formatos, afirmaram-se não apenas como um direito democrático, mas também como uma resposta às limitações dos modelos de decisão centralizados. As abordagens participativas passaram, assim, a constituir mecanismos promotores de diálogo, aprendizagem mútua e construção de consensos entre diferentes setores, disciplinas e comunidades. Por outro lado, organizações públicas e privadas têm vindo a reconhecer que projetos e políticas com incorporam processos participativos tendem a alcançar melhores resultados quando comparados com processos de decisão centralizados e institucionais. Esta evidência traduz-se numa maior legitimidade e adesão às decisões tomadas, num reforço da coresponsabilização dos atores na sua implementação e avaliação, bem como no fortalecimento das capacidades dos diversos atores para liderarem projetos inovadores e adequados aos seus contextos e especificidades territoriais. Contudo, são ainda limitados os estudos que avaliam de forma sistemática os resultados e o impacto das abordagens participativas na gestão sustentável dos recursos naturais, evidenciando os seus benefícios, constrangimentos, desafios e fatores de (in)sucesso de forma a evidenciar o potencial destas abordagens para o futuro. Nos últimos anos, o CoLAB ForestWISE, enquanto laboratório colaborativo, tem-se afirmado como uma entidade de interface, promotora de pontes e colaborações para a melhoria da gestão integrada da floresta e do fogo, contando com todos os parceiros e atores do setor. Neste contexto, tem desenvolvido experiência no âmbito do desenvolvimento e operacionalização de abordagens participativas que promovem co-desenho de políticas e soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável da floresta e ao, mesmo tempo, potenciam comunidades mais responsáveis, ativas e informadas na gestão e valorização do território. Esta comunicação apresenta uma análise e reflexão crítica sobre diferentes iniciativas desenvolvidas pelo CoLAB ForestWISE no âmbito das políticas públicas para o setor florestal e da revitalização do território, assentes no desenho e operacionalização de abordagens participativas. Os resultados desta análise salientam fatores-chave a ter em conta no envolvimento dos atores na (co)decisão. Destacam-se i) o reforço da comunicação e confiança entre múltiplos atores; ii) a garantia de equidade no processo, com recurso a metodologias que favoreçam a inclusão e participação efetiva na decisão; e iii) o desenho adequado dos processos participativos, com adequada representação de atores com interesse e influência na implementação das decisões. | |