Programa da conferência
Visão geral e detalhes das sessões desta conferência. Por favor, selecione uma data ou uma sala, para que sejam exibidas apenas as sessões de acordo com esse critério. Por favor, selecione uma sessão para aceder a informação detalhada sobre a mesma.
|
Vista diária |
| Sessão | |
|
Simpósio 2c - Floresta Urbana: conhecimento multifacetado para promover a resiliência Localização: Auditório Pequeno (H1.04) Moderação/coordenação de sessão: Inês Marques Duarte Moderação/coordenação de sessão: Ana Luisa Soares Moderação/coordenação de sessão: Leónia Nunes | |
| Apresentação 5 | |
Floresta urbana: Avaliação fitossanitária na erradicação e controlo de Rhynchophorus ferrugineus na cidade da ilha do Porto Santo 1: Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, IP-RAM, Quinta Vila Passos, 9054-505 Funchal, Portugal; 2: Centro de Ecologia Aplicada "Prof. Baeta Neves", Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa, Tapada da Ajuda 1349-017 Lisboa, Portugal; 3: Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, UTAD, Quinta de Prados, 5000-801 Vila Real, Portugal; 4: Natureza Verde, Rua das Flores, 14, 4770-573, S. Cosme do Vale, Vila Nova de Famalição, Portugal As palmeiras-das-Canárias (Phoenix canariensis Chabaud) desempenham um papel central nas áreas públicas da ilha do Porto Santo. Acima de tudo, representam um valor emocional associado à imagem histórica que a comunidade construiu sobre os seus espaços. Em 1827, na obra do reverendo James Bulwer, «Views in the Madeiras», a imagem de uma palmeira alta marcava a paisagem. No final de 2023, porém, numa zona onde a vegetação já é escassa devido às condições ambientais, foi detetada a presença de um escaravelho que representa uma séria ameaça ao património botânico da ilha. Este estudo centra-se na avaliação fitossanitária e na georreferenciação das palmeiras-das-Canárias na Ilha do Porto Santo, na sequência da deteção do escaravelho vermelho da palmeira (Rhynchophorus ferrugineus Olivier), baseado num total de 1164 palmeiras distribuídas por 22 zonas de tratamento foram inventariadas e avaliadas em termos de estado de saúde, localização geográfica e parâmetros dendrométricos, tendo sido submetidas a várias estratégias de mitigação. As intervenções incluíram endoterapia com acetamipride, a utilização de armadilhas de feromonas e, em casos irreversíveis, o abate e a incineração das árvores infestadas. Resultados: Foram removidas dezasseis palmeiras, principalmente devido à sua altura ou deterioração avançada. O estudo apresenta também uma avaliação económica e cultural das palmeiras, utilizando fatores históricos e relacionados com o turismo e aplicando a Norma de Granada, que estima o seu valor total em aproximadamente 2,7 milhões de euros. Os resultados apoiam a necessidade de um programa de controlo integrado contínuo, com medidas preventivas, tais como a proibição da poda de folhas verdes, e ações corretivas bem monitorizadas. Dado o potencial impacto da perda de palmeiras no turismo e na paisagem icónica do Porto Santo, a preservação desta espécie emblemática requer intervenções sustentadas e baseadas em evidências. | |