Programa da conferência
Visão geral e detalhes das sessões desta conferência. Por favor, selecione uma data ou uma sala, para que sejam exibidas apenas as sessões de acordo com esse critério. Por favor, selecione uma sessão para aceder a informação detalhada sobre a mesma.
|
Vista diária |
| Sessão | |
|
Simpósio 11 - O pinheiro-bravo e os eventos meteorológicos extremos Localização: Sala A1.13 Moderação/coordenação de sessão: Nuno Calado Moderação/coordenação de sessão: Paula Soares Moderação/coordenação de sessão: Carine Azevedo | |
| Apresentação 4 | |
Quando a floresta cai: impactos dos eventos meteorológicos extremos na Fileira do Pinho – o caso da tempestade Kristin Centro PINUS, Portugal Os fenómenos meteorológicos extremos constituem uma ameaça crescente para os sistemas florestais. Para além dos impactos diretos nos povoamentos, estes eventos podem provocar perturbações significativas nas cadeias de abastecimento de matéria-prima e no funcionamento das indústrias de base florestal. A tempestade Kristin, ocorrida em janeiro de 2026, afetou extensas áreas de pinhal-bravo na região Centro de Portugal, incidindo sobre alguns dos principais territórios fornecedores de madeira para a Fileira do Pinho. A ocorrência do evento num contexto já marcado por um défice estrutural de matéria-prima permitiu evidenciar um aparente paradoxo: um aumento súbito da oferta de madeira no curto prazo coexistindo com o agravamento da escassez futura de recurso. Com base na informação recolhida pelo Centro PINUS, em documentação técnica produzida após este e outros eventos semelhantes e na análise das respostas desenvolvidas pelos diferentes agentes da cadeia de valor, esta comunicação analisa os principais impactos da tempestade sobre a indústria transformadora da madeira de pinho. São discutidos os efeitos ao nível da oferta e procura de matéria-prima, das operações de exploração e transporte, da capacidade de armazenamento, da valorização industrial da madeira e da disponibilidade futura de recurso. A comunicação procura ainda identificar medidas de adaptação e mecanismos de resposta que contribuam para aumentar a resiliência da Fileira do Pinho perante fenómenos meteorológicos extremos, incluindo estratégias de armazenamento temporário de madeira, gestão do risco fitossanitário, reforço da capacidade logística e mecanismos de resposta coordenada entre proprietários, indústria e administração pública que permitam aumentar a resiliência da Fileira do Pinho perante futuras tempestades. O caso Kristin demonstra que os fenómenos meteorológicos extremos não afetam apenas a floresta. Afetam igualmente a estabilidade dos mercados, a competitividade industrial e a disponibilidade futura de matéria-prima, tornando necessária uma abordagem integrada da resiliência das fileiras florestais. | |