Programa da conferência
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Vista diária |
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T1.3 - A floresta portuguesa Localização: Sala A1.14 Moderação/coordenação de sessão: Nuno Almeida Ribeiro | |
| Apresentação 5 | |
Restauro e monitorização da conectividade transversal entre habitats ripícolas e florestais. Caso de estudo na serra da Gardunha no âmbito do LIFE Alnus Taejo 1: MED – Mediterranean Institute for Agriculture, Environment and Development & CHANGE – Global Change and Sustainability Institute. Departamento de Paisagem, Ambiente e Ordenamento, Escola de Ciências e Tecnologia, Universidade de Évora, Portugal; 2: EcoSalix - Sistemas Ecológicos de Engenharia Natural, Lda., Portugal; 3: Universidade de Évora, Portugal; 4: LEAF - Linking Landscape, Environment, Agriculture and Food Research Center, Associated Laboratory TERRA. Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa, Tapada da Ajuda, 1349-017 Lisboa, Portugal; 5: CTAEX, Centro Tecnológico Nacional Agroalimentario, Ctra. Villafranco-Balboa Km. 1,2 - 06195 Badajoz, Espanha.; 6: Ambienta, Ingeniería y Servicios Agrarios y Forestales S.L.; 7: Escuela Técnica Superior de Ingeniería de Montes, Florestal y del Medio Natural, Universidad Politécnica de Madrid, Espanha.; 8: Fundación Cesefor, Espanha Os ecossistemas ripícolas são estruturas importantes na conectividade longitudinal e transversal de habitats com um papel determinantes na conservação da biodiversidade e resiliência da paisagem. Neste trabalho apresenta-se um caso de estudo no âmbito do projeto LIFE ALNUS TAEJO project – “Conservation and restoration of Mediterranean alder forests, priority habitat 91E0*, in the International Tagus River Basin” – aims to conserve and restore riparian ecosystems dominated by alder (Alnus glutinosa). Na serra da Gardunha foram aplicadas ações de restauro ecológico no âmbito do projeto citado, apresentando-se os resultados de aplicação de medidas controlo de espécies exóticas invasoras, concretamente de Acacia dealbata, e criação de uma zona tampão de transição entre habitats florestais e o habitat listado na Diretiva Habitats 91E0, onde se incluem os amiais ripícolas. A solução de restauro foi desenhada com base no conhecimento das geosséries ripícolas, permitindo uma recuperação com base na vegetação natural climatófila e ripícola do território biogeográfico em questão. Numa fase inicial foi efetuada uma caracterização ecológica detalhada da área de estudo, incluindo a avaliação do índice de qualidade do habitat fluvial, da conectividade dos bosques ripícolas, das pressões ambientais existentes, bem como a realização de levantamentos fitossociológicos e cartografia da vegetação. Esta análise permitiu identificar e delimitar áreas invadidas por espécies exóticas invasoras, principalmente Acacia dealbata e Arundo donax, consideradas entre os principais fatores de degradação destes ecossistemas. Com base neste diagnóstico foram implementadas ações de restauro assentes em soluções baseadas na natureza, incluindo o controlo de espécies invasoras, a criação de uma zona tampão de transição entre os habitats florestais envolventes e os amiais ripícolas, bem como a plantação de espécies autóctones características da geossérie Galio broteriani-Alneto glutinosae geosigmetum. A conceção das intervenções teve por base o conhecimento da vegetação potencial e das dinâmicas ecológicas naturais do território, procurando restabelecer os gradientes ecológicos entre o bosque ripícola e os habitats florestais adjacentes. Foram realizadas ações de descasque de acacial de Acacia dealbata e seguida de corte após cerca de 1 ano numa área de 2000 m2, a qual foi posteriormente plantada com as espécies características das séries identificadas. Dos resultados da monitorização das intervenções, salienta-se o sucesso das plantações estimado em 90% potenciando a evolução da biodiversidade e da estrutura da vegetação na direção da vegetação de referência seguida nas parcelas de controlo. A regeneração de Acacia dealbata verificou-se inferior a 10%, registando-se contudo um aumento na colonização de espécies nitrófilas e ruderais de cerca de 20% em algumas parcelas de monitorização. Agradecimentos: Os autores agradecem o apoio financeiro do programa LIFE da Comissão Europeia, através do projeto LIFE ALNUS TAEJO (LIFE20 NAT/ES/000021), bem como da unidade de I&D MED – Mediterranean Institute for Agriculture, Environment and Development (DOI: 10.54499/UID/05183/2025) e do Laboratório Associado CHANGE – Global Change and Sustainability Institute (DOI: 10.54499/LA/P/0121/2020). | |