Programa da conferência
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Vista diária |
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Simpósio 4 - Espécies de plantas invasoras na floresta: desafios e oportunidades Localização: Auditório Pequeno (H1.04) Moderação/coordenação de sessão: Hélia Marchante Moderação/coordenação de sessão: Duarte Costa | |
| Apresentação 4 | |
Potenciais agentes de controlo biológico de Acacia dealbata Link.: enquadramento, prospeção e primeiros resultados 1: RAIZ - Instituto de Investigação da Floresta e Papel; 2: Centro de estudos em Recursos Naturais Ambiente e Sociedade (CERNAS), Universidade Politécnica de Coimbra, Escola Superior Agrária de Coimbra PT, Portugal; 3: Centro de Ecologia Funcional, Laboratório Associado TERRA, Departamento de Ciências da Vida, Universidade de Coimbra; 4: Altri Florestal S.A.; 5: Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa; 6: Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária; 7: Divisão de Fitossanidade Florestal, DGVF/Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas As plantas invasoras são uma das principais ameaças à conservação da natureza e à sustentabilidade dos ecossistemas florestais em Portugal, afetando a biodiversidade e o funcionamento dos ecossistemas. A sua expansão compromete a regeneração da vegetação autóctone, altera os ciclos hidrológicos e de nutrientes e aumenta o risco e intensidade dos incêndios florestais. Para além dos impactes ecológicos, as plantas invasoras reduzem a produtividade florestal, dificultam a gestão silvícola e geram custos elevados para o seu controlo. O reforço de estratégias integradas de monitorização, prevenção e controlo, incluindo o controlo biológico, assume-se como uma prioridade nacional para assegurar simultaneamente a conservação da biodiversidade e a resiliência económica e funcional das florestas portuguesas. É neste contexto que foi publicado, no presente ano, o Plano Nacional para o Controlo Biológico das Plantas Invasoras Lenhosas, articulado com os objetivos e linhas de atuação do Programa Operacional de Sanidade Florestal, o qual define as ações a implementar, de forma concertada, pelos diferentes representantes do setor florestal. O Plano tem como objetivos operacionais: (1) definir prioridades de atuação; (2) identificar agentes de controlo biológico; (3) introduzir e monitorizar os agentes de controlo biológico selecionados; e (4) sensibilizar o público para o controlo biológico de plantas invasoras lenhosas. No Plano, é definido como prioridade o controlo da mimosa (Acacia dealbata Link.), uma das espécies exóticas invasoras com maior área de distribuição e maiores impactes negativos em Portugal Continental, ocorrendo preferencialmente em locais perturbados, orlas de povoamentos florestais e matagais, onde forma densos povoamentos monoespecíficos. Para concretização do Plano, foram realizadas prospeções na Austrália, a área de origem da mimosa, nas quais foram identificados insetos a interagir com A. dealbata e espécies próximas que são potenciais agentes de controlo biológico. Estes foram importados e encontram-se atualmente em estudo em instalações de confinamento. Neste trabalho, apresentam-se os resultados dos estudos realizados até ao momento, incluindo a identificação e estabelecimento das espécies em laboratório, alguns aspetos da sua biologia e ensaios que contribuirão para a análise de risco de uma eventual introdução na natureza. Estes resultados servirão de referência para a implementação do plano no controlo de outras invasoras lenhosas. | |