Programa da conferência
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Sessão de Pósteres n.º 2 Localização: Átrio ESAC | |
| Apresentação 35 | |
Projeto FREE-B: compreender e conservar as populações silvestres de Apis mellifera em áreas naturais 1: CIMO – Centro de Investigação de Montanha, LA SusTEC, Instituto Politécnico de Bragança, Campus de Santa Apolónia, 5300-253, Bragança, Portugal; 2: Université Paris-Saclay, CNRS, IRD, UMR Évolution, Génomes, Comportement et Écologie, Gif-sur-Yvette, França; 3: Department of Ecology, Swedish University of Agricultural Sciences, Uppsala, Suécia; 4: Faculty of Biological Sciences, Kazimierz Wielki University, Powstańców Wielkopolskich 10, Bydgoszcz 85-090, Polónia; 5: Honey Bee Watch, Irlanda; 6: Galway, Ireland. Zoology, School of Natural Sciences and Ryan Institute, University of Galway, Galway, Irlanda A abelha melífera (Apis mellifera), espécie nativa da Europa, África e Médio Oriente, desempenha um papel fundamental no funcionamento dos ecossistemas através dos serviços de polinização que presta. Atualmente, a grande maioria das colónias presentes na Europa vive em colmeias e está sujeita a intervenções humanas frequentes com objetivos produtivos. No entanto, até às décadas de 1970–1980, antes da invasão do ácaro parasita Varroa destructor, uma parte significativa das colónias habitava cavidades naturais, como árvores ocas, ou estruturas construídas pelo ser humano, incluindo muros, paredes e telhados, vivendo sem qualquer intervenção humana. A invasão do parasita V. destructor provocou o colapso das populações silvestres, levando ao desaparecimento de grande parte das colónias. Como consequência, a A. mellifera no seu estado selvagem foi recentemente classificada pela União Internacional de Conservação da Natureza como ameaçada na UE. Apesar deste declínio, estudos recentes demonstram que ainda persistem colónias que vivem e se reproduzem em habitats naturais. Estas colónias de vida livre constituem sistemas naturais únicos, sujeitos aos processos de seleção natural e são potencialmente portadoras de adaptações importantes para a sobrevivência da espécie à V. destructor. Por isso, têm despertado um crescente interesse científico devido ao seu potencial contributo para a manutenção da diversidade genética e para a resiliência da abelha melífera. Contudo, o conhecimento sobre a sua distribuição, demografia, diversidade genética, patosfera e ecologia permanece muito limitado. É neste contexto que surge o projeto europeu Biodiversa+ “FREE-B: Studying FREE-living honey Bee colonies in Europe: nature-based solutions to safeguard diversity, ensure resilience, and promote transformative change in beekeeping”, que tem como objetivo principal colmatar estas lacunas de conhecimento. O projeto reúne investigadores de vários países para localizar, monitorizar e caracterizar colónias silvestres, ou de vida livre, longo de um gradiente geográfico, que se estende desde o sul da Europa até à Escandinávia. Através de uma abordagem multidisciplinar que combina prospeções de campo, monitorização participativa, ciência cidadã e análises genómicas, sanitárias e ecológicas, o FREE-B procura compreender os fatores que permitem a persistência destas colónias em diferentes contextos ambientais. Para além da recolha de dados científicos, o FREE-B promove o envolvimento de cidadãos, apicultores e entidades locais na identificação e monitorização de colónias de vida livre, contribuindo para aumentar o conhecimento público sobre a importância destas populações. Ao melhorar a compreensão da sua ecologia, adaptação e sobrevivência, o projeto pretende fornecer bases científicas sólidas para a conservação das abelhas em estado selvagem e apoiar o desenvolvimento de estratégias que reforcem a sustentabilidade da apicultura europeia perante os desafios ambientais atuais e futuros. Este trabalho é financiado por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto Free-B (Ref. FCT: BiodivNBS/0004/2023). | |