Programa da conferência
Visão geral e detalhes das sessões desta conferência. Por favor, selecione uma data ou uma sala, para que sejam exibidas apenas as sessões de acordo com esse critério. Por favor, selecione uma sessão para aceder a informação detalhada sobre a mesma.
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Vista diária |
| Sessão | |
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Simpósio 7b - A floresta como promotora de saúde física, mental e bem-estar Localização: Auditório ESAC (Bloco E) Moderação/coordenação de sessão: Leónia Nunes Moderação/coordenação de sessão: Maria Conceição Colaço Moderação/coordenação de sessão: Inês Marques Duarte | |
| Apresentação 2 | |
Voluntariado para a conservação na MONTIS: uma ferramenta com duplo significado 1: MONTIS - Associação para a Gestão e Conservação da Natureza; 2: Centro de Estudos Florestais, Laboratório Associado TERRA, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa A MONTIS foi fundada, em 2014, com a Missão de “Produzir biodiversidade através de uma gestão sustentável do património natural, participada, transparente e aberta a todos”, diferenciando-se pelo “foco na compra e gestão concreta de terrenos, numa visão a longo prazo, com uma lógica adaptativa e baseada na análise concreta de resultados”. O modelo adotado, que gere terrenos marginais - onde a ausência de viabilidade económica deu lugar ao abandono - assenta numa utilização estratégica de recursos escassos, tirando partido e atuando sobre os processos naturais para obter maior diversidade biológica e maior resiliência, nomeadamente em relação ao fogo, procurando um resultado socialmente mais útil e que seja replicável. Este modelo centra-se na gestão direta de terrenos, da MONTIS ou de terceiros com os quais tem acordos de gestão a 10 anos, prorrogáveis, tendo em vista objetivos de conservação e, muito particularmente, envolvendo a comunidade, com o objetivo final de levar a conservação da natureza e biodiversidade a todos. Nesse âmbito a MONTIS recorre a vários tipos de voluntariado - mensal, corporativo, académico e jovem/ longa duração -, com os quais conseguiu acumular apoios de mais de 6 mil pessoas, que plantaram cerca de 50 mil plantas, apoiaram a regeneração natural de mais de 5 mil árvores nativas, e participaram em cerca de 70 atividades de abertura e manutenção de acessos, 35 de engenharia natural e perto de 50 de controlo de invasoras (mais cerca de 60 manhãs de voluntariado da nossa “gestora da paisagem”). Ou seja, mais de 6 mil pessoas que quiseram “dar uma mão à natureza” e que, em contrapartida, foram capacitadas para apoiar a gestão e conservação da natureza, aumentando a sua consciencialização e reconexão com a paisagem e os ecossistemas florestais. Recentemente, demos início a um programa de turismo voluntário (turismo com propósito), com um impulso do Turismo de Portugal na sua estruturação e divulgação. Nesta tipologia realizámos já uma ação piloto e preparámos um catálogo que descreve as propriedades, enquadrando-as na sua envolvente, e o que pode ser feito em cada uma, procurando atrair este tipo de turistas preocupados com a sua pegada ecológica. Estamos também a estruturar e divulgar a possibilidade de receber contributos com talento, na preparação de candidaturas, procura de financiamentos, traduções, elaboração de planos de gestão, etc.. Por fim, já este ano, demos início, com o apoio da EDP Energia Solidária, ao programa “Escolas na Natureza”, um “sonho” antigo da MONTIS que, numa abordagem inovadora através do “aprender fazendo”, combina educação ambiental prática, inclusão social e ciência cidadã, articulando escolas de diferentes níveis de ensino e localizações, instituições de solidariedade social e autarquias em torno de objetivos comuns. Este projeto-piloto, de carácter replicável, contará com o apoio científico e técnico de várias instituições do Ensino Superior para a preparação da programação e materiais de ensino e divulgação e a monitorização de biodiversidade. Note-se que estas atividades de voluntariado não substituem o trabalho habitual da MONTIS, mas ampliam o seu alcance, explorando novas dimensões pedagógicas e sociais, apoiando uma cidadania ambiental informada e participativa e conferindo aos participantes um sentimento de pertença, de contributo para a recuperação ecológica e a dinamização económica associada à valorização de recursos locais e ao turismo, em simultâneo com o usufruto da natureza. | |