Programa da conferência
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Sessão de Pósteres n.º 2 Localização: Átrio ESAC | |
| Apresentação 33 | |
Concentração de mercúrio atmosférico em Unidade de Conservação de Proteção Integral no Distrito Federal (DF-Brasil) 1: Programa de Pós Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural, Faculdade UnB Planaltina, Universidade de Brasília, Brasil; 2: Instituto Brasília Ambiental; 3: Programa de Pós Graduação em Ciências Ambientais, Universidade de Brasília, Faculdade UnB Planaltina, Brasil A industrialização e queima de combustíveis fósseis amplificaram o ciclo biogeoquímico do Hg e seus impactos ambientais. O Hg atmosférico (Hgatm) oriundo de emissões veiculares é depositado em ecossistemas terrestres e aquáticos, permeando teias tróficas e bioacumulando em níveis tróficos superiores. O Hgatm emitido em rodovias é importante variável para determinação da intensidade da deposição de Hg, e consequente contaminação por Hg, em ecossistemas protegidos por unidades de conservação (UCs). Neste sentido, nosso objetivo foi quantificar e analisar as concentrações de Hgatm ao longo de rodovias marginais (BR-020, DF-128, DF-205, DF-345) e no interior da Estação Ecológica de Águas Emendadas (ESEC-AE), em diferentes horários, alturas e distâncias da rodovia. Utilizamos analisador de mercúrio portátil Lumex RA-915M para determinar a concentração de Hgatm em pontos nas rodovias e nas áreas centrais da ESEC-AE. As concentrações de Hgatm ao longo das rodovias variaram entre 0 e 12,50 ng/m³, sendo 4,40 ng Hg/m3 pela manhã e 3,83 ng Hg/m3 no início da tarde. Observamos enriquecimento significativo de Hgatm no final da tarde (4,95 ng Hg/m3), horário de pico do tráfego, onde ocorre emissão conjunta devido a combustão fóssil e ressuspensão mecânica do Hg particulado depositado nas rodovias. As concentrações de Hgatm não defiriram em relação a diferentes alturas, e, maiores concentrações ocorreram sob baixas velocidades de vento e elevada umidade relativa do ar. Considerando as áreas internas da ESEC-AE, observamos forte influência das emissões rodoviárias nas concentrações de Hgatm (determinado via Krigagem) que incidem sobre a UC, principalmente nas rodovias BR-020, que apresentou fluxo mais intenso. As concentrações de Hgatm apresentaram alta variabilidade espacial (entre 2,0 e 7,0 ng/m3) nas áreas internas da UC, com média geral de 4,26 ng/m³. Obtivemos métricas inconstantes nas mensurações de Hgatm em diferentes fitofisionomias, onde observamos picos de concentração (outliers) de até 25 ng/m3 em uma mata de galeria. No entanto, consideramos haver influência do gradiente altitudinal e da direção dos ventos predominantes da região. Nossos resultados demonstram que as concentrações de Hgatm nas rodovias que margeiam a ESEC-AE, dependem, majoritariamente, da intensidade do tráfego, que varia significativamente durante o dia. Observamos que há acumulam de Hgatm em áreas internas da ESEC-AE, principalmente em fitofisionomias com vegetação mais densa e úmida. Assim, concluímos que o Hgatm emitido em rodovias e que incide sobre a ESEC-AE depende da intensidade do tráfego, de processos de ressuspensão mecânica, da densidade vegetal da fitofisionomia e das condições meteorológicas locais. Esses fatores atuam conjuntamente na modulação temporal e espacial do Hgatm em ambientes rodoviários urbanos e periurbanos sob influência antrópica. Nossos resultados contribuem para a compreensão do ciclo antropogênico do Hg e dos impactos ecológicos em ecossistemas associados a rodovias e subsidia tomadas de decisão em relação a políticas públicas ambientais e de gestão de Ucs. Evidenciamos e ressaltamos a necessidade de monitoramento contínuo de emissões veiculares em rodovias marginais a UCs para auxiliar na condução de políticas públicas referentes as emissões de Hgatm. | |