Programa da conferência
Visão geral e detalhes das sessões desta conferência. Por favor, selecione uma data ou uma sala, para que sejam exibidas apenas as sessões de acordo com esse critério. Por favor, selecione uma sessão para aceder a informação detalhada sobre a mesma.
|
Vista diária |
| Sessão | |
|
T1.2 - A floresta portuguesa Localização: Sala A1.14 Moderação/coordenação de sessão: Anabela Isidoro | |
| Apresentação 2 | |
Fertilização à plantação de Eucalyptus globulus com adubo organomineral produzido a partir de lamas da indústria de pasta e papel 1: Universidade de Lisboa, Lab. Associado TERRA, Centro de Investigação LEAF, Tapada da Ajuda 1349-017 Lisboa, Portugal; 2: Altri Florestal, S.A., Quinta do Furadouro, 2510-582 Olho Marinho, Portugal; 3: Agristarbio, Environmental Solutions S.A., Praça das Indústrias, ED AIP 28, 1300-307 Lisboa A valorização de subprodutos industriais constitui uma estratégia relevante para promover a economia circular e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais. Neste contexto, foi desenvolvido pela Agristarbio um adubo organomineral inovador, produzido a partir de lamas provenientes de fábricas de pasta de papel, visando simultaneamente a valorização destes materiais e a melhoria da fertilidade dos solos. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o potencial deste adubo na instalação de povoamentos de Eucalyptus globulus, comparando o seu desempenho com o de um adubo mineral convencional e analisando ainda os efeitos da época de aplicação e da utilização complementar de adubo de libertação controlada (ALC). O ensaio foi instalado no outono com nove modalidades de fertilização, combinando: i) aplicação ou não de ALC 9-20-18 à plantação; ii) utilização de adubo mineral 8-24-8 ou adubo organomineral 6-18-6; iii) aplicação de duas doses de adubo organomineral (dose equivalente a 100% e dose equivalente a 75% do adubo mineral); e iv) aplicação dos adubos (mineral e organomineral) no outono, à plantação, ou apenas na primavera seguinte. Avaliou-se a altura das plantas, o diâmetro do colo e a sobrevivência em abril, julho e novembro do ano seguinte à plantação. Em abril, antes da adubação das modalidades adubadas na primavera, observaram-se diferenças significativas no crescimento das plantas. As modalidades com aplicação de ALC associada ao adubo organomineral apresentaram os melhores resultados. Em contraste, as modalidades sem ALC apresentaram menores valores de crescimento, embora sem diferenças significativas na sobrevivência. Em julho verificou-se uma redução acentuada da sobrevivência em todas as modalidades. Ainda assim, as modalidades com ALC e adubadas na primavera apresentaram melhor desempenho, destacando-se as adubadas com organomineral, com alturas médias das plantas superiores a 116 cm, diâmetros do colo superiores a 13 mm e uma sobrevivência média de 73%, significativamente superior ao desempenho da modalidade com ALC e adubadas na primavera com adubo mineral (105 cm, 11,7 mm e 68%, respetivamente). Na avaliação final, realizada em novembro, confirmou-se a superioridade das modalidades com ALC e fertilizadas na primavera com o adubo organomineral produzido a partir das lamas da indústria papeleira. As duas modalidades de adubo organomineral (doses equivalentes a 100% e a 75% do mineral) originaram, respetivamente, maior altura (191,94 e 191,25 cm) e maior diâmetro do colo (36,96 e 35,54 mm) das plantas, bem como maiores taxas de sobrevivência (72%), quando comparado com a modalidade adubo mineral (172,6 cm, 33,4 mm e 66%, respetivamente). Destaca-se ainda que a modalidade organomineral correspondente a apenas 75% da dose de adubo mineral originou plantas significativamente maiores do que a modalidade 100% mineral. Pelo contrário, as modalidades sem ALC e fertilizadas apenas no outono apresentaram o pior desempenho. Os resultados obtidos demonstram o elevado potencial do adubo organomineral desenvolvido pela Agristarbio para a fertilização de Eucalyptus globulus à plantação, evidenciando que a valorização de lamas da indústria de pasta de papel poderá constituir uma solução sustentável e eficaz para a fertilização florestal. A aplicação deste fertilizante na primavera revelou-se particularmente vantajosa, promovendo simultaneamente maior crescimento inicial das plantas e maior sobrevivência após o primeiro verão. | |