Programa da conferência
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Vista diária |
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Simpósio 5a - Produtos Florestais Não Lenhosos: uma oportunidade para os proprietários florestais Localização: Sala A1.13 Moderação/coordenação de sessão: Margarida Tomé Moderação/coordenação de sessão: Tiago Ferreira Lima | |
| Apresentação 6 | |
Nova técnica de resinagem com método mecanizado de incisão circular: inovação, eficiência operacional e valorização da fileira da resina natural 1: Resipinus - Associação de Destiladores e Exploradores de Resina, Portugal; 2: CoLAB Forestwise - Laboratório Colaborativo para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal; 3: Departamento de Ciências Florestais e Arquitetura Paisagista (CIFAP), Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Vila Real, Portugal; 4: CEF - Centro Estudos Florestais, Instituto Politécnico de Coimbra, Portugal, Lisboa, Portugal; 5: Departamento de Engenharia Mecânica, Instituto Politécnico de Leiria, Leiria, Portugal; 6: Instituto de Investigação Aplicada, Instituto Politécnico de Coimbra, Coimbra, Portugal A resinagem constitui uma atividade estratégica para a valorização do pinhal, ao gerar rendimento complementar aos proprietários, promover emprego rural e reforçar a presença humana nos territórios florestais. Além da importância económica, contribui para a gestão ativa dos povoamentos, a vigilância da floresta e a redução do risco de incêndio, através da manutenção das áreas intervencionadas e do controlo da vegetação espontânea. Contudo, a fileira da resina enfrenta constrangimentos ligados à escassez de mão de obra, à exigência física das operações, à irregularidade da produção e à necessidade de maior eficiência e qualidade da matéria-prima. Neste contexto, a modernização da atividade e a adoção de soluções técnicas inovadoras são fundamentais para aumentar a atratividade e competitividade da resinagem em Portugal. Neste âmbito, foi analisado o método mecanizado de incisão circular (RMC), uma técnica inovadora de extração de resina, tanto em resinagem à vida como à morte. O método utiliza uma ferramenta do tipo berbequim, equipada com broca circular adaptada, que permite realizar incisões controladas no tronco e conduzir a resina para um saco fechado de recolha. A operação inclui várias etapas: descarrasque, quando necessário; riscagem da fiada; execução da incisão; aplicação de pasta estimulante em todo o perímetro da abertura; colocação do saco de recolha com bocal circular; e posterior retirada e armazenamento da resina até à entrega na indústria de primeira transformação. As incisões são realizadas de forma ascendente, podendo assumir disposição vertical ou em zigzag, com periodicidade ajustada às condições meteorológicas, ao estado vegetativo da árvore e à região. A aplicação do método RMC deve respeitar os requisitos técnicos e legais previstos no Decreto-Lei n.º 181/2015, de 28 de agosto, nomeadamente quanto às dimensões mínimas das árvores, profundidade das incisões, largura e altura das fiadas, distâncias entre incisões e obrigações de registo e comunicação da atividade através do Sistema de Informação da Resina. A utilização de saco fechado constitui uma das principais diferenças face aos métodos tradicionais, permitindo reduzir impurezas, melhorar a qualidade da resina recolhida, facilitar o transporte e diminuir perdas durante o processo de extração. Os resultados esperados apontam para ganhos operacionais relevantes, associados à redução do esforço físico, à uniformização das incisões, à melhoria das condições de trabalho e ao potencial aumento da eficiência das equipas de resinagem. Simultaneamente, a técnica permite compatibilizar a exploração da resina com a conservação da vitalidade das árvores e com boas práticas silvícolas, desde que aplicada de acordo com os limites técnicos definidos. A mecanização parcial da operação poderá ainda contribuir para atrair novos operadores, qualificar a atividade e reforçar a ligação entre inovação tecnológica, gestão florestal ativa e bioeconomia rural. Conclui-se que o método mecanizado de incisão circular representa uma alternativa promissora para a modernização da resinagem em Portugal. A sua adoção poderá contribuir para aumentar a competitividade da fileira da resina natural, melhorar a qualidade do produto, valorizar o pinhal e reforçar a sustentabilidade económica e territorial dos espaços florestais. A consolidação desta técnica dependerá, contudo, da formação dos operadores, da monitorização dos seus efeitos produtivos e fitossanitários e da articulação com políticas públicas de apoio à gestão ativa do pinhal. | |