Programa da conferência
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Vista diária |
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Simpósio 7a - A floresta como promotora de saúde física, mental e bem-estar Localização: Auditório ESAC (Bloco E) Moderação/coordenação de sessão: Maria Conceição Colaço Moderação/coordenação de sessão: Inês Marques Duarte Moderação/coordenação de sessão: Leónia Nunes | |
| Apresentação 2 | |
Perceção pública e o papel vital das florestas e espaços urbanos na saúde e bem-estar em Portugal 1: Centre for Applied Ecology “Prof. Baeta Neves” (CEABN-InBIO), School of Agriculture, University of Lisbon, Portugal; 2: Centre for the Research and Technology of Agro-Environmental and Biological Sciences (CITAB), Department of Forest Sciences and Landscape Architecture, University of Trás-Os-Montes Alto Douro (UTAD), Quinta dos Prados, Apartado 1013, 5000-911 Vila Real, Portugal; Câmara Municipal de Vila Real, Avenida Carvalho Araújo, 5000-657 Vila Real, Portugal; 3: NatureMinded Consulting, Belgium O atual estilo de vida urbano tem conduzido a um progressivo afastamento da população relativamente à natureza e a um consequente aumento do stress crónico, tornando as florestas e espaços verdes urbanos infraestruturas essenciais para mitigar riscos de saúde pública e alinhar o planeamento urbano com as expectativas de bem-estar dos cidadãos. Os benefícios para a saúde encontram-se sustentados por evidências científicas robustas: a nível fisiológico, a permanência em contexto florestal reduz a pressão arterial, o ritmo cardíaco e os níveis de cortisol; do ponto de vista mental e emocional, estes espaços promovem a melhoria do humor, atenuam sintomas de ansiedade e depressão e combatem a fadiga atencional, favorecendo o descanso cognitivo. Os resultados de um inquérito nacional realizado em Portugal em 2024, com 927 respostas válidas, corroboram a elevada perceção pública acerca destes benefícios. O estudo revelou que 99% dos respondentes reconhecem que os espaços verdes urbanos influenciam positivamente a saúde física e mental. Quando questionados sobre as vantagens consideradas mais importantes, a melhoria da qualidade do ar foi a mais referida (38%), seguida pelo conforto urbano (28%) e pela promoção da biodiversidade (17%). O inquérito evidenciou igualmente padrões de comportamento significativos: 80% dos portugueses visitam espaços verdes pelo menos uma vez por semana. As principais motivações estão diretamente associadas ao bem-estar, sendo o relaxamento o fator predominante (citado por 42% dos utilizadores diários), seguido pela prática de atividade física e pela interação social. A acessibilidade revelou-se um determinante crítico, com 85% dos inquiridos a alcançar um espaço verde em menos de 15 minutos e 77% a residir a menos de 300 metros destes espaços. Do ponto de vista social, estes espaços contribuem para o combate à solidão e para o fortalecimento da coesão comunitária. Com vista a potenciar estes efeitos benéficos da natureza, metodologias como o Forestminds (Metsämieli), desenvolvidas na Finlândia em 2014, têm vindo a ser dinamizadas em Portugal desde 2024, recorrendo a exercícios de atenção plena e psicologia cognitivo-comportamental para reforçar a resiliência psicológica da população. | |