Programa da conferência
Visão geral e detalhes das sessões desta conferência. Por favor, selecione uma data ou uma sala, para que sejam exibidas apenas as sessões de acordo com esse critério. Por favor, selecione uma sessão para aceder a informação detalhada sobre a mesma.
|
Vista diária |
| Sessão | |
|
T2.4 - Os desafios Localização: Sala A1.14 Moderação/coordenação de sessão: Susana Saraiva Dias | |
| Apresentação 4 | |
Conta de cultura do pinhal-bravo com resinagem: rentabilidade, emprego rural e bioeconomia em territórios de baixa densidade 1: Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento (CETRAD), Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Portugal; 2: Departamento de Matemática, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), e Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC-TEC), Portugal; 3: Departamento de Ciências Florestais e Arquitetura Paisagista (CIFAP), Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Portugal; 4: RESIPINUS, Portugal; 5: Centro PINUS, Portugal O pinheiro-bravo (Pinus pinaster Ait.) ocupa cerca de 713 000 ha em Portugal continental e sustenta fileiras chave como a madeira e a resina, com forte relevância económica e social em territórios rurais de baixa densidade. A resinagem, quando integrada na gestão dos povoamentos, pode acrescentar valor económico, gerar emprego local e contribuir para a redução do risco de incêndio, ao promover maior presença de trabalhadores na floresta e a manutenção de áreas com controlo de vegetação espontânea. Contudo, a decisão de investir nesta atividade exige ferramentas que articulem a dimensão técnico silvícola com a análise económico financeira, permitindo ao proprietário e aos decisores públicos avaliar a viabilidade e comparar modelos de gestão alternativos. Neste contexto, foi desenvolvido um modelo de conta de cultura em formato Excel para a exploração conjunta de madeira e resina em pinhal bravo, com base em dados técnico económicos da literatura, tabelas de custos de referência da CAOF, consulta de mercado e simulações de crescimento com o modelo ModisPinaster. O modelo permite configurar cenários combinando origem do povoamento (plantação ou condução da regeneração natural), qualidade de estação (baixa, média, alta), número e idade dos desbastes, opções de resinagem (vida ou morte) e horizonte de 40 anos. A conta de cultura integra fluxos anuais de custos de instalação e de exploração e de rendimentos provenientes da venda de madeira e da concessão da resinagem, permitindo calcular indicadores como o Valor Atual Líquido, a Anuidade, a Taxa Interna de Rentabilidade e o rácio Benefício Custo, através do método dos preços constantes. Os resultados evidenciam que a inclusão da resinagem aumenta de forma consistente a rentabilidade dos projetos florestais, ao introduzir entradas de capital regulares que encurtam os intervalos entre receitas de madeira. Os cenários baseados na condução da regeneração natural revelam-se, em geral, mais vantajosos do que os de plantação, por evitarem custos iniciais elevados e explorarem a regeneração existente, especialmente quando associados a desbastes programados e resinagem intensiva nos anos finais (resinagem morte). Observa-se ainda que o impacto relativo da resinagem sobre o Valor Atual Líquido é particularmente relevante em povoamentos com menores diâmetros médios, onde a perda de crescimento em madeira é compensada pelo acréscimo de receita da resina. Este modelo constitui uma ferramenta de apoio à decisão para proprietários, gestores, técnicos e entidades públicas, ao tornar explícitos os compromissos entre produção de madeira, extração de resina, emprego rural e mitigação do risco de incêndio. Ao permitir testar cenários adaptados a diferentes qualidades de estação e estratégias de gestão, contribui para uma bioeconomia florestal mais resiliente e para reforçar as conexões sustentáveis entre floresta, pessoas e território nas regiões dependentes do pinhal bravo. Agradecimentos: Este trabalho é financiado pelo projeto I&D integrado Resina Natural 21 suportado pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência e pelos Fundos Europeus NextGeneration EU, e por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito dos projetos UID/04011/2025 (http://doi.org/10.54499/UID/04011/2025); e UID/50014/2025 (https://doi.org/10.54499/UID/50014/2025) | |