Programa da conferência
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Sessão de Pósteres n.º 2 Localização: Átrio ESAC | |
| Apresentação 26 | |
Contributo da resinagem para o sequestro de carbono em povoamentos de Pinus pinaster: uma simulação para o Vale do Tâmega. CERNA. Regia Douro Park – Parque de Ciência e tecnologia de Vila Real. 5000-033 Vila Real, Portugal. A resina constitui um produto de elevado valor económico nos povoamentos de pinheiro-bravo, podendo complementar ou mesmo superar a importância económica da madeira em cenários de resinagem plurianual. Simultaneamente, o carbono armazenado na resina e a pegada de carbono associada à sua exploração podem influenciar o balanço global de carbono destes sistemas florestais. Contudo, a ausência de modelos de produção de resina, de avaliação de risco e de contabilização integral do carbono armazenado nos produtos resinosos pode conduzir à subvalorização desta atividade. O presente trabalho teve como objetivo quantificar o contributo da resinagem para o sequestro de carbono em povoamentos de Pinus pinaster e discutir o seu potencial contributo para a valorização económica da floresta. Utilizando como referência povoamentos com as características médias das tabelas de produção de pinheiro-bravo para o Vale do Tâmega (Moreira & Fonseca, 2002) e recorrendo ao modelo de simulação florestal ModisPinaster (Fonseca et al., 2009), foi estimado o sequestro de carbono através da biomassa lenhosa e da produção de resina, considerando um fator de expansão de biomassa de 1,6 para converter a biomassa do tronco em biomassa arbórea total. Os resultados indicam que um povoamento de qualidade média apresenta, aos 30 anos, um sequestro acumulado de 81,82 t C ha⁻¹. Até aos 55 anos, o sequestro total poderá atingir 153,24 t C ha⁻¹ na biomassa lenhosa (viva e removida), acrescido de 24,3 t C ha⁻¹ associados à produção de resina sob resinagem à vida, totalizando 177,54 t C ha⁻¹. Após a consideração das emissões associadas à exploração da resina, o saldo líquido estimado é de 176,68 t C ha⁻¹. Mesmo assumindo reduções do crescimento radial até 25% decorrentes da resinagem antes dos 40 anos, correspondentes a uma perda estimada de 21,1 t C ha⁻¹ na biomassa arbórea, o balanço global de carbono mantém-se positivo. Os resultados demonstram que a resinagem pode contribuir significativamente para o sequestro de carbono e para a valorização económica dos povoamentos de Pinus pinaster, reforçando o interesse de modelos de gestão orientados para a coprodução de madeira, resina e carbono. Os resultados evidenciam ainda a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre os efeitos da resinagem na produtividade e no balanço de carbono, de forma a otimizar modelos de gestão que maximizem simultaneamente a produção, o armazenamento de carbono e a rentabilidade económica. | |