Programa da conferência
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Vista diária |
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T4.2 - A transformação Localização: Sala A1.13 Moderação/coordenação de sessão: José Gaspar | |
| Apresentação 1 | |
Evolução geracional no planeamento territorial. Do plano de arborização de Bornes (1965/1970) à OIGP da Serra do Picotino (2020/2025) 1: Bosque Projetos de Engenharia, Unipessoal, Lda, Portugal; 2: APATA - Associação de Produtores Agrícolas Tradicionais e Ambientais Resumo: O planeamento e a procura de soluções de intervenção territorial têm sofrido uma profunda evolução conceptual e operacional nas últimas décadas, moldados pelas dinâmicas socioeconómicas, climáticas e políticas de cada geração. Este trabalho analisa a transição paradigmática na gestão do território através de um estudo comparativo regional em Trás-os-Montes, correlacionando dois instrumentos de planeamento de cariz estrutural separados por quase sessenta anos: o Plano de Arborização da Serra de Bornes (1965/1970), elaborado pelo Fundo de Fomento Florestal, e a Operação Integrada de Gestão de Paisagem (OIGP) da Serra do Picotino (2020/2024), desenvolvida no âmbito do Plano de Transformação da Paisagem. A metodologia assenta na análise documental e cartográfica agregada de ambos os planos, avaliando de forma comparativa indicadores como a governança, as metas de ocupação do solo, a integração do risco e a escala de intervenção. Os resultados evidenciam uma clara evolução geracional: transitou-se de uma matriz de intervenção top-down, setorial e marcadamente produtivista na Serra de Bornes (focada na expansão rápida de resinosas pelo Estado), para uma abordagem holística, descentralizada e multifuncional na Serra do Picotino. A OIGP de 2024 foca-se no redesenho do território orientado para a resiliência ao fogo, biodiversidade e valorização dos serviços de ecossistema através de uma Zona de Intervenção Florestal (ZIF). Conclui-se que a correlação conceptual entre estas duas realidades territoriais é de elevado valor técnico, demonstrando que a exigida evolução geracional reinterpreta o legado histórico e que a sustentabilidade dos territórios vulneráveis exige novos modelos de governança colaborativa. | |