Programa da conferência
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Sessão de Pósteres n.º 1 Localização: Átrio ESAC | |
| Apresentação 17 | |
Ajustamento hidráulico à seca em jovens sobreiros (Quercus suber L.) Centro de Estudos Florestais, Laboratório Associado TERRA, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa, Tapada da Ajuda, Portugal Ajustamento hidráulico à seca em jovens sobreiros (Quercus suber L.) Moreno.S., Prazeres. V., Caldeira. M.C. Palavras-chave: Quercus suber L., alterações climáticas, embolismos, seca, curvas de vulnerabilidade O sobreiro (Quercus suber L.) é uma espécie mediterrânica de elevado valores ecológico, económico e social, mas encontra-se cada vez mais ameaçado pelas alterações climáticas, em particular pela redução da precipitação e pelo aumento da frequência e severidade dos eventos de seca. Em condições de stress hídrico, a formação e propagação de embolismos no xilema, isto é a expansão de bolhas de ar, pode comprometer o transporte de água, conduzindo potencialmente à falha hidráulica e mortalidade durante períodos prolongados de seca. Para avaliar a resposta à seca em sobreiros jovens provenientes de seis locais com diferentes tendências de diminuição de disponibilidade hídrica de longo prazo, estimadas pelo SPEI (Standardized Precipitation Evapotranspiration Index) ao longo dos últimos 38 anos, foi instalado um ensaio de seca em estufa. As plantas de cada proveniência cresceram durante dois anos sujeitas a dois tratamentos: rega regular e ciclos de seca. A resistência ao embolismo foi avaliada através do método pneumático, permitindo a construção de curvas de vulnerabilidade, e a estimativa dos parâmetros Y12, Y50, Y88 e S, correspondentes ao potencial hídrico do xilema a 12 %, 50 % e 88 % de embolização, e ao declive da curva, respetivamente. Os sobreiros sujeitos ao tratamento de seca apresentaram valores significativamente mais baixos de Y50 (p-value = 0.02301; média= -5.9533 ± 0.2436) e valores marginalmente mais baixos de Y88 (p-value = 0.05224; média = -7.4933 ± 0.41650). Estes resultados sugerem que a exposição experimental à seca promoveu o desenvolvimento de um sistema hidráulico xilémico mais resistente, uma vez que a propagação de embolismos ocorreu a potenciais hídricos mais negativos. Esta resposta poderá representar um mecanismo de ajustamento hidráulico face ao aumento do stress hídrico. No entanto, os resultados relativos às diferenças de SPEI entre proveniências são ainda preliminares e não evidenciam diferenças claras na resistência ao embolismo. | |