Programa da conferência
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Vista diária |
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T4.3 - A transformação Localização: Sala H1.17 Moderação/coordenação de sessão: Hélder Viana | |
| Apresentação 5 | |
Dinâmicas no ordenamento e gestão florestal no Pinhal Interior Norte, após 2017. O caso de Castanheira de Pera e Pedrogão-Grande 1: INIAV, Portugal; 2: ISA, Portugal Os incêndios rurais de 2017 foram marcantes na sociedade portuguesa, sobretudo pelas perdas de vidas humanas. Este ano trágico, impulsionou um conjunto de políticas florestais, de desenvolvimento rural e proteção civil, visando à redução do risco de incêndios e da vulnertabilidade dos territórios e das pessoas. Face ao impacto desses incêndios em Pedrogão-Grande e Castanheira de Pera, realizou-se um estudo neste dois concelhos, com o objetivo de analisar as dinâmicas no ordenamento e gestão florestal, ocorridas nos últimos dez anos, procurando identificar as mudanças e os fatores que influenciam uma gestão mais ativa e sustentável da floresta. Este estudo realizou-se no âmbito da Agenda Transform (P1.4), onde se procura transladar o melhor conhecimento silvícola para o território, com vista a torná-lo menos suscetível e mais resiliente aos incêndios rurais e a outros riscos, criando mais valor para as pessoas, empresas e territórios. Realizou-se um inquérito por questionário a 30 proprietários florestais e entrevistas semi-estruturadas a agentes autárquicos, associativos, e de ensino, a prestadores de serviços e à sociedade civil. Estes procedimentos foram complementados com observação directa, no terreno, da gestão florestal concretizada no quadro de diversas iniciativas ou projectos localmente implementados ou em implementação. Os proprietários florestais estão mais disposto a aderir a uma ZIF (e são a maioria) como uma via de reduzir o risco de incêndio florestal do que a uma AIGP. Com efeito avaliam negativamente a única AIGP criada no concellho de Pedrógão-Grande, que na perspectiva local teve um induficiente envolvimento dos proprietários abrangidos na elaboração da OIGP. Os proprietários mostram mais interesse no arrendamento do que na venda de terrenos florestais.. Houve mudanças na gestão florestal após 2017, com dois terços pertencendo à área-piloto da Biond. O principal apoio obtido foi para operações florestais (Biond), seguido de aconselhamento técnico (APFLOR) e cadastro predial (Câmara Municipal). Veem as iniciativas e projetos como algo positivo, mas persiste um ceticismo quanto à continuidade de operações de manutenção necessárias; muitos afirmam não terem resultado económico da floresta que lhes permita assumir essa continuidade. Quase todos usaram o BUPi para o cadastro dos prédios. Os condomínios de aldeia são considerados o instrumentos de transformação da paisagem com maior sucesso, ainda que alguns proprietários por eles abrangidos façam avaliações críticas. Os resultados do inquérito e das entrevistas evidenciam um disposição para a mudança, e a existência de entidades locais com capacidade para intervir. A experiência e as opiniões reunida das diferentes iniciativas mostra que é fundamental envolver os proprietários e tem de haver um resultados económico positivo. Tem de haver investimento público e políticas integradas no território. Este trabalho obteve apoio financeiro total ou parcial da Agenda Transform, projeto n.º C644865735-00000007, ao abrigo das Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial (Aviso N.º 02/C05-i01/2021), através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e Fundos Europeus NextGeneration EU. | |