Programa da conferência
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Vista diária |
| Sessão | |
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Simpósio 17a - Governança florestal e gestão do território em diferentes contextos: abordagens comparativas para o desenvolvimento sustentável Localização: Auditório ESAC (Bloco E) Moderação/coordenação de sessão: Tamiel Khan Baiocchi Jacobson Moderação/coordenação de sessão: Fabrício Alvim Carvalho Moderação/coordenação de sessão: João C. Azevedo | |
| Apresentação 1 | |
OPF, serviços aos proprietários e digitalização: contributos para a gestão florestal ativa 1: INIAV, Portugal; 2: ISA, Portugal A principal missão das OPF é incentivar uma gestão florestal mais ativa, que enfrente problemas como incêndios, escassez de mão-de-obra, baixa rentabilidade e alterações climáticas. Apesar de terem uma ampla cobertura territorial, sobretudo no Norte e Centro, as OPF associam apenas 16% dos proprietários florestais, colocando-se o desafio de identificar vias de promoção do associativismo e qual o contributo provável da digitalização destas instituições para essa promoção. No âmbito da Agenda Transform (P1.9) procurou-se identificar potenciais efeitos da adoção da transição digital na prestação de serviços pelas OPF e na promoção da gestão florestal ativa pelos proprietários. Para tal, levou-se a cabo a identificação: dos contextos socioeconómicos de intervenção das OPF; dos serviços prestados por 17 OPF associadas da Forestis que participaram no inquérito de diagnóstico tecnológico realizado no âmbito do mesmo projeto; do perfil e práticas de proprietários aderentes e não aderentes de OPF e das tecnologias digitais emergentes para a gestão florestal e atuação das OPF. Neste estudo, realizaram-se entrevistas a técnicos de seis OPF sobre a transição digital, e a 10 especialistas do setor florestal, abordando tecnologias digitais de adoção mais expectável no contexto português. Na análise da relação entre OPF e serviços, destacam-se três resultados: (1) os serviços mais procurados pelos proprietários variam conforme o contexto territorial das OPF; (2) os serviços que mais ocupam os técnicos das associações são semelhantes entre as OPF, sobressaindo a coordenação das equipas de sapadores como a atividade principal comum, o que reflete o impacto das políticas públicas e de procedimentos burocráticos; (3) o leque de serviços prestados depende da dimensão das OPF e a comercialização de madeira é um serviço recente prestado por um escasso número de OPF. Apesar da centralidade para as OPF da promoção da gestão florestal ativa, a diferença entre proprietários aderentes de OPF e não aderentes está mais ligada a fatores estruturais, técnicos, de trabalho e de relação com as políticas florestais do que à intensidade de realização das intervenções silvícolas. No atual contexto de relação entre as OPF e os proprietários, as tecnologias digitais têm potencial para facilitar a elaboração de projetos, o planeamento e a execução das operações florestais e a comercialização da madeira, ampliando e disponibilizando o conhecimento, a informação e o registo das atividades, das intervenções e dos produtos, porém podem não conduzir à redução de custos nem resolver limitações estruturais ou burocráticas. Os técnicos das OPF reconhecem que a angariação e aconselhamento dos proprietários requer tempo e presença nos povoamentos florestais, e esperam que as ferramentas digitais otimizem o tempo de trabalho das equipas técnicas. O sucesso dos projetos de gestão florestal depende do envolvimento tanto dos proprietários já ligados às OPF, com canais de comunicação estabelecidos, quanto daqueles que ainda não participam do movimento associativo, mas buscam soluções para gerir suas propriedades. Conclui-se que é fundamental discutir, avaliar e promover soluções digitais diversificadas para beneficiar toda a floresta portuguesa e seus proprietários, não devendo o avanço digital descurar o desenvolvimento de inovações adaptadas ou adaptáveis à pequena propriedade. Este trabalho obteve apoio financeiro da Agenda Transform (P1.9), através do PRR e Fundos Europeus NextGeneration. | |