Programa da conferência
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Vista diária |
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T2.4 - Os desafios Localização: Sala A1.14 Moderação/coordenação de sessão: Susana Saraiva Dias | |
| Apresentação 2 | |
Percentis baixos da altura da base da copa expressam melhor a base da copa do povoamento do que a correspondente média Centro de Estudos Florestais (CEF), Instituto Superior de Agronomia (ISA), Universidade de Lisboa, Portugal A altura da base da copa (CBH) é uma variável fundamental na avaliação do potencial de transição do fogo de superfície para fogo de copas. Apesar da sua relevância operacional, a CBH é frequentemente estimada como a média da altura da base da copa das árvores do povoamento, assumindo que este valor representa adequadamente a estrutura vertical do combustível. No entanto, a continuidade vertical do combustível relevante para a transição inicial do fogo de superfície para a copa depende sobretudo dos estratos inferiores da copa e não da posição média da distribuição. Neste estudo, avaliou-se a relação entre a CBH derivada da densidade aparente da copa (CBD) e a distribuição empírica da altura da base da copa (hbc) em povoamentos regulares de Pinheiro-bravo (Pinus pinaster) em Portugal. Foram analisadas 838 medições provenientes de 169 parcelas permanentes da base de dados PINASTER. Para cada povoamento foi identificada a altura em que a CBD ultrapassa o limiar crítico de 0,012 kg m⁻³ e determinada a sua posição na distribuição de hbc. Os resultados demonstraram que a CBH associada à continuidade vertical do combustível não corresponde à média da distribuição de hbc, ocorrendo tipicamente em percentis baixos, frequentemente próximos do percentil 10. Observou-se ainda que o percentil correspondente varia com a estrutura do povoamento, sendo geralmente mais baixo em povoamentos mais densos e com maior área basal. Conclui-se que a utilização exclusiva da média tende a sobrestimar a altura efetiva à qual existe continuidade vertical suficiente para suportar a propagação do fogo. Embora a CBH associada à continuidade do combustível corresponda frequentemente a percentis próximos do percentil 10, a sua posição varia em função da estrutura do povoamento, não existindo um percentil universalmente aplicável. Os percentis baixos da distribuição de hbc constituem, por isso, uma representação mais consistente da base da copa quando o objetivo é caracterizar a continuidade vertical do combustível, oferecendo uma alternativa complementar às métricas tradicionalmente utilizadas na modelação do comportamento do fogo. Estes resultados estabelecem uma ligação direta entre definições físicas de continuidade vertical do combustível e a estrutura empírica dos povoamentos, contribuindo para uma representação mais realista da base da copa em aplicações de comportamento do fogo. | |