Programa da conferência
Visão geral e detalhes das sessões desta conferência. Por favor, selecione uma data ou uma sala, para que sejam exibidas apenas as sessões de acordo com esse critério. Por favor, selecione uma sessão para aceder a informação detalhada sobre a mesma.
|
Vista diária |
| Sessão | |
|
Simpósio 4 - Espécies de plantas invasoras na floresta: desafios e oportunidades Localização: Auditório Pequeno (H1.04) Moderação/coordenação de sessão: Hélia Marchante Moderação/coordenação de sessão: Duarte Costa | |
| Apresentação 5 | |
Controlo de acácia-mimosa (Acacia dealbata) na AIGP Aljão: avaliação e análise custo-eficácia de metodologias de controlo 1: URZE - Associação Florestal da Encosta da Serra da Estrela, Portugal; 2: Centro de estudos em Recursos Naturais Ambiente e Sociedade (CERNAS), Universidade Politécnica de Coimbra, Escola Superior Agrária de Coimbra PT, Portugal As espécies exóticas invasoras são reconhecidas como uma das cinco maiores causas de alterações ambientais em todo o mundo, causando também prejuízos económicos elevados e impactes negativos na qualidade de vida das pessoas. Em Portugal, uma das plantas invasoras mais disseminada e com mais impactes negativos é a acácia-mimosa ou mimosa (Acacia dealbata). As consequências da invasão pela mimosa traduzem-se em alterações na composição e na estrutura de comunidades e dos ecossistemas, alterações do regime da água e do fogo, alterações físico-químicas do solo e prejuízos económicos elevados associados aos custos do seu controlo e perdas de produtividade. Os impactes são graves exigindo o seu controlo. O objetivo do presente estudo é analisar a eficácia de diferentes métodos de controlo de mimosa. A área de estudo localiza-se numa área de pinhal-manso, situada em Arcozelo da Serra, Gouveia, na região das Beiras e Serra da Estrela, onde existem manchas de mimosa em diferentes fases de desenvolvimento. A área foi afetada por incêndios em 2000, 2003 e 2017 e pensa-se que esta sequência de incêndios tenha promovido a germinação de sementes de acácia-mimosa inicialmente introduzidas acidentalmente na área, a partir da dispersão de sementes de manchas existentes em regiões próximas. Entre outubro de 2025 e julho de 2026 aplicaram-se 3 tratamentos com vista ao controlo das mimosas. Numa mancha de acacial adulto (mancha 1) foram testados os métodos do descasque e da injeção com químico, com o objetivo de provocar a morte das árvores em pé. Numa mancha com regeneração de mimosa, até 70 cm (mancha 2), testou-se o corte repetido em quatro parcelas quando a maioria das mimosas atingiram diferentes alturas: pelo tornozelo, pelo joelho, pela anca e acima da anca. As manchas da área de estudo foram caracterizadas de acordo com a sua tipologia: no acacial adulto realizou-se o inventário florestal (inventário tradicional com suta e inventário florestal com recurso à aplicação móvel Arboreal) e nas áreas de regeneração de acacial realizou-se inventário florístico em parcelas de 2x2m; recorreu-se à aplicação PlantNet para ajudar na identificação das espécies observadas. Depois da aplicação dos tratamentos repetiram-se os inventários florísticos, incluindo cobertura e altura das mimosas na mancha 2, e quantificou-se a percentagem de copa seca, ausência ou existência de rebentos e sua dimensão, na mancha 1. Apresentam-se os primeiros resultados relativamente à eficácia dos métodos testados incluindo-se a avaliação do custo-eficácia de cada um. Espera-se que estes resultados sejam utilizados no desenvolvimento de um plano de ação para o controlo desta espécie na área de estudo e que possam ser usados por outras entidades e/ou prestadores de serviços noutras áreas. | |