Programa da conferência
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Vista diária |
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Simpósio 6 - Oportunidades e desafios da expansão florestal e renaturalização da paisagem pós-abandono agrícola Localização: Sala A1.13 Moderação/coordenação de sessão: Lien Imbrechts Moderação/coordenação de sessão: João C. Azevedo | |
| Apresentação 3 | |
A renaturalização contribui para a conservação da biodiversidade em ecossistemas socio-culturais Mediterrânicos? 1: Centro de Ecologia Aplicada "Prof. Baeta Neves" (CEABN-InBIO), Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa, Portugal; 2: Biodiversity Research Institute, University of Oviedo, Spain; 3: Centro de Estudos Florestais (CEF), Laboratório Associado TERRA, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa; 4: Fenner School of Environment and Society, Australian National University, Canberra, ACT, Australia, James Hutton Institute, Aberdeen, UK A “re-naturalização” e o “rewilding”, abordagens à conservação baseadas na não-gestão dos ecossistemas, têm sido sugeridas como potenciadoras da conservação da biodiversidade e dos serviços do ecossistema. A não gestão e a não intervenção estrita no ecossistema pode no entanto ser conceptualmente inconsistente quando aplicada a paisagens moldadas pela acção humana, nomeadamente em sistemas socio-culturais como os que ocorrem na região Mediterrânica. Existem diversos ecossistemas de elevado valor para a conservação da biodiversidade, frequentemente classificados como “pristinos”, que foram moldados ao longo de milénios de utilização humana, um contexto que raramente é reconhecido por abordagens baseadas na “re-naturalização” e no “re-wilding”. O abandono rural na Europa, e em particular nas regiões Mediterrânicas, tem sido apresentado como uma oportunidade para promover a conservação da biodiversidade através da “re-naturalização” e do “re-wilding”, mas a ausência de gestão pode favorecer espécies florestais em detrimento de espécies dependentes de tipos de habitat mais abertos e com áreas de pastagem. Nas regiões mediterrânicas, onde alguns ecossistemas culturais possuem elevado valor de conservação, a ausência de gestão pode reduzir a biodiversidade e também aumentar a perigosidade dos incêndios rurais, especialmente em contexto de alterações climáticas. Com base em três estudos de caso da Península Ibérica, argumentamos que as abordagens baseadas na “re-naturalização” e no “re-wilding”, sobretudo se aplicadas nas formas mais estritas de não intervenção, podem ter consequências negativas para a conservação da biodiversidade. Neste trabalho salientamos a necessidade de estratégias contextualizadas, baseadas em abordagens de uso múltiplo da terra, e nas quais a gestão activa é quase sempre essencial à conservação da biodiversidade. Agradecimentos: Este trabalho foi financiado pelas unidades de investigação CEABN-InBIO e CEF, com apoio do da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) através dos projectos com as referências UIDB/50027/2025 (CEABN-InBIO) e. UID/00239/2025 (CEF). Recebeu ainda financiamento da FCT e da União Europeia através do projecto BIOJUST/BIODIVERSA. Em Espanha o trabalho foi apoiado pela Agencia Estatal de Investigación (AEI; https://doi.org/10.13039/501100011033; bolsa PID2023-146074OB-I00), pelo Programa Complementario de Biodiversidad das Asturias BIO06 (Next Generation EU/PRTR) e pelo Governo do Principado das Asturias – SEKUENS (IDe/2024/000780), tendo ainda recebido apoio do programa Next Generation EU/PRTR (bolsa TED2021-131388B-I00) da União Europeia. | |