Programa da conferência
Visão geral e detalhes das sessões desta conferência. Por favor, selecione uma data ou uma sala, para que sejam exibidas apenas as sessões de acordo com esse critério. Por favor, selecione uma sessão para aceder a informação detalhada sobre a mesma.
|
Vista diária |
| Sessão | |
|
T1.2 - A floresta portuguesa Localização: Sala A1.14 Moderação/coordenação de sessão: Anabela Isidoro | |
| Apresentação 5 | |
Do inventário florestal clássico ao LiDAR: potencial dos Modelos de Altura da Copa na caracterização estrutural de povoamentos florestais do nordeste de Portugal CIMO, LA SusTEC, Instituto Politécnico de Bragança, Campus de Santa Apolónia, 5300-253 Bragança, Portugal, Portugal A gestão florestal exige informação cada vez mais rigorosa, espacialmente explícita e actualizada, expondo limitações operacionais dos métodos clássicos de inventário, particularmente em áreas extensas ou de difícil acesso. Neste contexto, a tecnologia LiDAR surge como uma ferramenta promissora para a caracterização tridimensional da vegetação e para a estimativa indirecta de variáveis dendrométricas tradicionalmente obtidas em campo. O presente trabalho teve como objectivo avaliar o potencial de métricas derivadas do Modelo de Altura da Copa (CHM, Canopy Height Model) na caracterização estrutural de povoamentos florestais e na estimativa de variáveis dendrométricas à escala da parcela. O estudo incidiu em povoamentos de pinheiro-bravo (Pinus pinaster), carvalho-negral (Quercus pyrenaica) e azinheira (Quercus rotundifolia), localizados nos concelhos de Bragança e Vimioso. Foram comparadas quatro abordagens: (i) inventário florestal clássico de campo; (ii) segmentação de árvores individuais a partir de um CHM de 5 cm de resolução (CHM05), obtido por LiDAR embarcado num VANT DJI Matrice 300 RTK equipado com sensor Zenmuse L1; (iii) extracção de métricas zonais directamente do CHM05; e (iv) extracção das mesmas métricas a partir de um CHM de 50 cm (CHM50), derivado dos dados LiDAR de cobertura nacional disponibilizados pela Direção-Geral do Território. O processamento incluiu a geração de nuvens de pontos LAS, modelos digitais de terreno e superfície, produção dos CHM e extracção automática de métricas estruturais em ambiente QGIS/Python. Foram analisadas estatísticas básicas de altura, percentis da distribuição vertical, grau de coberto, Rumple Index (RI), Foliage Height Diversity (FHD) e métricas de acumulação estrutural da vegetação. Os resultados demonstraram que a correspondência directa árvore-a-árvore entre inventário de campo e segmentação automática de copas apresenta limitações operacionais em povoamentos densos e estruturalmente complexos. Em contrapartida, a abordagem baseada em métricas agregadas à escala da parcela revelou maior robustez metodológica e melhor capacidade de representação da estrutura dos povoamentos. As métricas associadas à estrutura vertical dominante, nomeadamente a altura média e os percentis superiores (p75, p90 e p95), apresentaram as relações mais consistentes com as variáveis dendrométricas clássicas, particularmente volume e área basal. Para o pinheiro-bravo, modelos de regressão múltipla baseados em métricas derivadas do CHM atingiram coeficientes de determinação próximos de 0,90 na estimativa do volume. Apesar da diferença substancial de resolução espacial e densidade da nuvem de pontos entre o CHM05 (≈350 pontos/m²) e o CHM50 (≈10 pontos/m²), os resultados evidenciaram padrões globalmente consistentes entre ambas as fontes de informação. Os dados LiDAR de cobertura nacional demonstraram capacidade relevante para suportar estimativas estruturais à escala da parcela e da paisagem, reforçando o seu potencial para aplicações de monitorização e gestão florestal. Conclui-se que as métricas estruturais derivadas do CHM constituem uma alternativa operacionalmente eficiente para complementar o inventário florestal clássico, permitindo integrar trabalho de campo, detecção remota, SIG e automatização computacional em metodologias reprodutíveis de monitorização florestal. | |