Programa da conferência
Visão geral e detalhes das sessões desta conferência. Por favor, selecione uma data ou uma sala, para que sejam exibidas apenas as sessões de acordo com esse critério. Por favor, selecione uma sessão para aceder a informação detalhada sobre a mesma.
|
Vista diária |
| Sessão | |
|
Simpósio 10 - Pinheiro-manso: do conhecimento ecológico à inovação na produção de pinhão Localização: Auditório Pequeno (H1.04) Moderação/coordenação de sessão: Hélder Viana Moderação/coordenação de sessão: Dulcineia Wessel Moderação/coordenação de sessão: Cláudia Neves | |
| Apresentação 4 | |
Sanidade do pinheiro-manso: situação atual e desafios para a fileira 1: INIAV I.P., National Institute of Agricultural and Veterinary Research, I.P., Quinta do Marquês, 2780-159, Oeiras, Portugal; 2: GREEN-IT Bioresources for Sustainability, ITQB NOVA, Av. da República, 2780-157 Oeiras, Portugal; 3: CESAM and Department of Biology, University of Aveiro, Campus Universitário de Santiago, 3810-193 Aveiro, Portugal Sanidade do pinheiro-manso: situação atual e desafios para a fileira Helena Bragança a,b, Ana Cristina Silva a,b,c, Ana Farinha a, Pedro Naves a,b a INIAV I.P., National Institute of Agricultural and Veterinary Research, I.P., Quinta do Marquês, 2780-159, Oeiras, Portugal b GREEN-IT Bioresources for Sustainability, ITQB NOVA, Av. da República, 2780-157 Oeiras, Portugal c CESAM and Department of Biology, University of Aveiro, Campus Universitário de Santiago, 3810-193 Aveiro, Portugal O pinheiro-manso (Pinus pinea L.) possui uma importância ecológica e valor económico de elevada relevância para o país. O pinhão é um produto altamente valorizado: as produções anuais podem atingir 600–700 toneladas, com mais de 90% destinadas à exportação. Mas este recurso é frágil. O ciclo de desenvolvimento das pinhas ultrapassa três anos, criando uma janela de exposição prolongada a agentes abióticos e bióticos, nomeadamente insetos e fungos fitopatogénicos. Nas últimas décadas, as quebras na produção de pinha e de pinhão agravaram-se em toda a Península Ibérica, com um impacto direto na sustentabilidade da fileira. Embora não sejam os únicos responsáveis por esta diminuição da produção, pragas e doenças têm contribuído para quebras de produção de pinha e pinhão. Em relação aos insetos, duas pragas concentram a maior preocupação. A lagarta-da-pinha, Dioryctria mendacella (Lepidoptera: Pyralidae), é uma praga autóctone cujo impacto tem vindo a aumentar, podendo destruir até 70% das pinhas maduras numa exploração. Mais recente é o sugador de pinhas, Leptoglossus occidentalis (Hemiptera: Coreidae), um percevejo exótico invasor que ataca os pinhões ainda em desenvolvimento. O problema agrava-se porque as duas espécies coincidem no mesmo hospedeiro e no mesmo período de ataque, com efeitos cumulativos sobre a produção. Não há uma solução simples. Este cenário exige uma investigação orientada para planos de gestão integrados, isto é, que articulem o controlo de insetos e fungos com os condicionalismos abióticos e os fatores fisiológicos do hospedeiro (por ex. limitações à polinização). A inovação tecnológica, nomeadamente a digitalização da monitorização de pragas através de armadilhas inteligentes, abre novas oportunidades para tornar esta gestão mais eficaz. Relativamente às doenças fúngicas, na última década a doença da seca dos ápices tem-se tornado um problema recorrente, com impacto direto na produção de pinha e pinhão. Embora não seja normalmente um fator de mortalidade, a doença ao afetar as zonas apicais da planta onde se encontram os órgãos reprodutores, impede o desenvolvimento da pinha ou afeta a pinha já formada ao longo do seu ciclo. Os resultados dos ensaios já efetuados apontam para que haja um complexo de fungos que no seu conjunto, ou nalguns casos isoladamente, causem este síndrome, sendo Sydowia polyspora, Pestalotiopsis pini e Diplodia sapinea os fungos mais frequentemente associados a esta doença. Não existem produtos eficazes para o combate a estes fungos, pelo que as boas práticas de gestão e uma deteção precoce, são medidas de controlo que podem minimizar o avanço da doença no nosso país. Trabalhos de investigação em curso permitiram já alguns resultados promissores para entender o estabelecimento da doença e o seu controlo. | |