Programa da conferência
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Vista diária |
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T2.2 - Os desafios Localização: Sala A1.13 Moderação/coordenação de sessão: Joaquim Sande Silva | |
| Apresentação 5 | |
Igualdade de género na gestão de fogos rurais: evidências para um sistema mais inclusivo 1: Laboratório Colaborativo para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo - CoLAB ForestWISE, Portugal; 2: Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais - AGIF, Portugal A promoção da igualdade entre mulheres e homens assume-se como um princípio estruturante das políticas públicas, representando um direito fundamental consagrado na Constituição da República Portuguesa e estando alinhado com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Alinhado com estas orientações, o projeto FoR-IG– Primeiro Diagnóstico sobre Igualdade de Género no Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), desenvolvido, entre 2024 e 2026, pelo CoLAB ForestWISE e promovido pela AGIF e pela CIG, revela-se como um instrumento de apoio à tomada de decisão e à formulação de políticas públicas para uma maior igualdade de género no SGIFR. Nesta comunicação são apresentados alguns dos resultados obtidos no projeto FoR-IG, que teve como principal objetivo caracterizar a situação da igualdade de género nas entidades do SGIFR, identificar barreiras estruturais, organizacionais e culturais e propor recomendações para a promoção de ambientes laborais mais inclusivos e igualitários. A investigação adotou uma abordagem metodológica mista, combinando métodos quantitativos e qualitativos. Foi realizada uma revisão de literatura, tendo também sido conduzidas entrevistas exploratórias a pessoas de entidades de gestão do fogo internacionais, e aplicados inquéritos por questionário e por entrevista a pessoas trabalhadoras do SGIFR. No final deste processo, foram realizados Focus Groups, envolvendo pessoas trabalhadoras do SGIFR nos perfis de liderança, técnico e operacional, com o objetivo de aprofundar a discussão sobre as barreiras e as oportunidades para a igualdade de género no sistema. Os resultados evidenciam uma reduzida representatividade feminina nas entidades do SGIFR, tanto a nível horizontal como vertical, verificando-se ainda segregação nos cargos. Identificaram-se igualmente dificuldades de conciliação entre vida profissional, pessoal e familiar, sobretudo associadas a cargos de liderança e operacionais, que exigem maior disponibilidade e deslocações e contam com maior imprevisibilidade. Estas dificuldades têm impacto acrescido sobre as mulheres devido às responsabilidades com as tarefas domésticas e de cuidado de filhos/as, que ainda recaem sobretudo sobre estas. Foram ainda observadas dinâmicas interpessoais não igualitárias no âmbito laboral, incluindo desvalorização das competências femininas, distribuição diferenciada de funções e situações de assédio moral e/ou sexual, bem como insuficiência de condições para o seu reporte. Com base nos resultados obtidos, o diagnóstico propõe uma reflexão centrada na transformação institucional do SGIFR, defendendo a integração da perspetiva de género nas políticas, na prática e na cultura organizacional. São, ainda, apresentadas recomendações e medidas que podem apoiar/inspirar o desenho e teste de soluções no ecossistema do SGIFR, promovidas pelas entidades do setor e com envolvimento das pessoas trabalhadoras, que atuem na promoção da representatividade feminina horizontal e vertical, na mitigação da influência dos aspetos do trabalho na conciliação e na promoção de dinâmicas interpessoais igualitárias. | |