Programa da conferência
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Sessão de Pósteres n.º 1 Localização: Átrio ESAC | |
| Apresentação 8 | |
Potencial do uso de bioestimulantes na instalação de povoamentos de eucalipto em solos de baixa fertilidade 1: Altri Florestal, Quinta do Furadouro, 2510-582 Olho Marinho; 2: Universidade de Évora, Escola de Ciências e Tecnologia – Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento (MED). Largo dos Colegiais 2, 7004-516, Évora, Portugal; 3: Hubel Verde – Engenharia Agronómica S.A., Parque Huble, Pechão, 8700-179 Olhão A produção florestal de eucalipto enfrenta diversos desafios que condicionam a produtividade e sustentabilidade dos povoamentos. Entre estes, destaca-se a reduzida fertilidade natural de muitos solos florestais utilizados para a instalação de plantações de eucalipto. Neste contexto, torna-se necessário desenvolver estratégias que promovam uma utilização mais eficiente dos recursos naturais e reforcem a resiliência das plantas em condições limitantes. Os bioestimulantes constituem uma abordagem promissora, atuando nas interações solo-planta através da promoção de processos biológicos naturais, como a mobilização de nutrientes, o aumento da absorção radicular e o reforço da tolerância a stresse biótico e abiótico. No âmbito do projeto 3.6 – Programa Bioma Solo: melhorar a relação solo-planta, da Agenda transForm, a Altri Florestal, em colaboração com a Hubel Verde e a Universidade de Évora, instalou dois ensaios de campo destinados à avaliação de bioestimulantes comercializados para o setor agrícola em plantações de Eucalyptus globulus (material VR1014 × VR444, proveniente dos Viveiros do Furadouro/AF). Os ensaios foram instalados em Calha do Grou (Fazendas de Almeirim) e Fajarda (Coruche), locais caracterizados por condições edafoclimáticas desafiantes para o estabelecimento de plantações. Foram avaliados produtos comercializados pela Hubel Verde contendo bactérias solubilizadoras de fósforo (Naphitos), Trichoderma spp. (Notaris e Trychosim Bio), fungos micorrízicos (MVA-MIX e MVA-MIX 2) e bactérias fixadoras de azoto (Utrisha-N). O crescimento e sobrevivência das plantas inoculadas foram comparados com um tratamento controlo sujeito ao programa de fertilização convencional da Altri Florestal (adubo mineral 8-24-8 + adubo de libertação controlada 9-20-8). Na Calha do Grou, a aplicação de Trichoderma spp. (T. asperellum e T. harzianum) e de fungos micorrízicos (Glomus iranicum var. tenuhypharum) não resultou em diferenças na sobrevivência (>98%) nem no crescimento das plantas relativamente ao controlo. Por outro lado, a aplicação foliar de Utrisha-N (Methylobacterium symbioticum), realizada por drone em plantas com seis meses de idade, promoveu aumentos significativos na altura e no diâmetro das plantas tratadas. Relativamente à avaliação da atividade microbiana do solo, feita cerca de 4 meses após a plantação nos dois primeiros ensaios mencionados, também não se verificaram diferenças significativas dos produtos testados relativamente ao controlo na globalidade dos parâmetros testados. Destaca-se apenas uma melhoria significativa, na atividade de enzimas diretamente relacionadas com a disponibilização de P e S, com a aplicação de Trichosym Bio na altura da plantação. No ensaio da Fajarda, a inoculação com bactérias solubilizadoras de fósforo não originou diferenças na sobrevivência nem no crescimento, sendo que os vários parâmetros relativos ao estado fisiológico da planta (Performance index, clorofila, Fv/Fm), também não evidenciaram diferenças significativas. Apesar de não apresentaram taxas de colonização micorrízica superiores, nem melhor atividade microbiana do solo, observou-se uma sobrevivência superior nas plantas inoculadas com fungos micorrízicos, comparativamente ao controlo (92% vs. 72%). Os resultados obtidos evidenciam o potencial dos bioestimulantes como ferramenta complementar na instalação de plantações de eucalipto, sobretudo na sobrevivência inicial das plantas. | |