Programa da conferência
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Vista diária |
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T4.2 - A transformação Localização: Sala A1.13 Moderação/coordenação de sessão: José Gaspar | |
| Apresentação 2 | |
Cartografia nacional de regeneração natural de pinheiro-bravo: apoio à gestão ativa e sustentável da floresta portuguesa 1: Centro PINUS, Portugal; 2: ForestWISE, Portugal O pinheiro‑bravo (Pinus pinaster Ait.) tem um papel estratégico na economia florestal portuguesa e na coesão territorial, apesar de ter perdido entre 25 e 30% da área desde meados de 1990. A regeneração natural de pinheiro-bravo constitui uma oportunidade estratégica para recuperação, valorização e gestão florestal sustentável, sobretudo em territórios afetados por incêndios, e com ausência de gestão ativa. Apesar da sua relevância ecológica, económica e social, a ausência de informação georreferenciada, atualizada e sistematizada sobre a localização, extensão e estado destas áreas, tem limitado a sua integração em estratégias de planeamento, apoio público, gestão e valorização territorial. Este trabalho teve como objetivo mapear em Portugal continental, áreas expectáveis de regeneração natural com idades até 25 anos, caracterizando a sua proveniência, idade e regime de incêndios. A metodologia integrou diferentes fontes cartográficas, harmonizadas para uma resolução de 30 m, incluindo cartografias de uso e ocupação do solo, cartografia de áreas ardidas, perdas estimadas de coberto arbóreo, topografia e informação complementar sobre instrumentos de gestão territorial. A classificação desenvolveu-se em três fases principais: i) definição da cartografia de base de pinheiro-bravo; ii) caracterização do regime de fogo; iii) produção da classificação temática que combina a proveniência da regeneração (áreas ardidas versus áreas com perda de coberto arbóreo), a classe etária da regeneração (0–7, 7–14 e 14–25 anos), e a recorrência de incêndios (≤9 anos e >9 anos). Foram cartografados 446.348ha onde é expectável existir regeneração natural. A aplicação de um limiar operacional de 20ha, selecionou 250.512ha, correspondentes a cerca de 31% da área total nacional ocupada com pinheiro-bravo. A maioria desta área (86%) é proveniente de áreas ardidas. Verifica-se ainda que 42% da área total cartografada tem entre 7 e 14 anos, refletindo a maior incidência de incêndios na última década e reforçando a importância de intervenções prioritárias de condução, beneficiação, gestão da densidade e redução da carga combustível. Estas áreas localizam-se sobretudo nas regiões Centro e Norte e em altitudes entre 400 e 800m, onde a aptidão ecológica da espécie é boa. A distribuição revela uma vasta área com capital florestal em idade jovem/intermédia, onde a condução silvícola será crucial para aumentar a resiliência destes ecossistemas florestais. A cartografia produzida constitui uma base técnica de apoio à priorização de áreas a intervencionar, orientar medidas de apoio público, enquadrar estratégias de gestão territorial, promover modelos de gestão agrupada e de valorização económica da fileira do pinho. Este trabalho contribui para aproximar ciência, tecnologia e decisão, reforçando as conexões sustentáveis entre a floresta e pessoas que dela fazem parte. | |