Programa da conferência
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Vista diária |
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Simpósio 13b - Baldios em transformação: dinâmicas institucionais e modelos de gestão Localização: Auditório ESAC (Bloco E) Moderação/coordenação de sessão: Pedro Gomes Moderação/coordenação de sessão: André Chaves Moderação/coordenação de sessão: Iryna Skulska Kolos | |
| Apresentação 5 | |
Baldios em Transformação: Novos Desafios na sua Governança e Gestão Sylvestris Atlantica, S.A., Portugal A governança dos baldios em Portugal enfrenta o desafio urgente de transitar de um modelo tradicional focado na exploração lenhosa para uma economia de base ecológica e multifuncional. Historicamente, a cogestão com o ICNF centrou-se na fileira da madeira, com uma partilha de rendimentos (60/40) que excluía produtos não lenhosos e onde o carbono era um ativo inexistente, até ao final de 2025. Embora as recentes propostas públicas passem a incluir estes novos produtos, as limitações operacionais da administração pública comprometem a dinamização célere e integrada destes novos mercados. Este trabalho analisa o impacto da introdução de investimento e gestão privada profissional como motor de transformação na governança dos baldios. Demonstra-se que as receitas geradas pelos créditos de carbono funcionam como o motor financeiro inicial do modelo, gerando a liquidez necessária para financiar diretamente obras estruturais de florestação e reflorestação. Esta abordagem permite às comunidades locais acederem a uma arborização e gestão profissional do seu território sem a necessidade de capitais próprios, promovendo ativamente a recuperação de áreas degradadas ou abandonadas. Adicionalmente, este ecossistema de investimento privado viabiliza uma governança aberta que atrai parceiros especializados para potenciar e explorar outras cadeias de valor tradicionalmente secundarizadas, como a resina, o mel, a caça e a biomassa, multiplicando as fontes de receita do baldio. Para ilustrar a aplicabilidade prática deste modelo, apresenta-se o caso da Sylvestris Atlantica, cujos resultados preliminares evidenciam as vantagens competitivas da gestão privada face à tutela pública estritamente institucional, nomeadamente ao nível da agilidade processual, rapidez na tomada de decisão, eficácia na comunicação com as comunidades locais e otimização de recursos. Esta abordagem assume-se como uma resposta eficaz aos objetivos nacionais de neutralidade carbónica e resiliência territorial. Conclui-se que o investimento privado profissional liberta o potencial económico latente dos baldios, posicionando as empresas de gestão florestal como parceiros estratégicos indispensáveis para o desenvolvimento rural e resiliência territorial na era do carbono. | |