Programa da conferência
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Sessão de Pósteres n.º 1 Localização: Átrio ESAC | |
| Apresentação 6 | |
Engenharia Florestal em Portugal: evidência, representatividade e prioridades estratégicas do setor 1: Ordem dos Engenheiros, Portugal; 2: Ordem dos Engenheiros, Portugal; 3: Ordem dos Engenheiros, Portugal; 4: Ordem dos Engenheiros, Portugal A Engenharia Florestal assume um papel central na resposta aos desafios estruturais do território português, nomeadamente no contexto das alterações climáticas, da gestão integrada da paisagem e da prevenção de incêndios rurais. Apesar da sua relevância técnica, o setor enfrenta limitações ao nível da representatividade institucional e da renovação geracional, particularmente evidentes na Região Sul da Ordem dos Engenheiros. Com o objetivo de identificar prioridades técnicas e institucionais, o Grupo de Trabalho de Engenharia Florestal da Região Sul (GTEF_OERS) promoveu, no primeiro semestre de 2026, um conjunto de iniciativas participativas, complementadas por um inquérito dirigido à comunidade profissional. Foram obtidas cerca de 100 respostas válidas, permitindo recolher evidência empírica sobre preferências e expectativas do setor. Os resultados evidenciam uma clara valorização de iniciativas de carácter prático e colaborativo. As visitas técnicas (68%), os debates com especialistas (66%), os workshops (65%) e a formação certificada (62%) destacam-se como formatos prioritários, refletindo a procura de aprendizagem aplicada, atualização técnica e partilha de conhecimento entre pares. No plano técnico, a gestão florestal adaptada às alterações climáticas surge como principal prioridade (64%), evidenciando o alinhamento com os desafios globais e nacionais. Adicionalmente, temas como inovação tecnológica, inteligência artificial, ordenamento do território, biodiversidade e serviços dos ecossistemas assumem crescente relevância, confirmando a natureza multidisciplinar e em evolução do setor. Relativamente às expectativas institucionais, destaca-se a necessidade de reforçar a representação da Engenharia Florestal na Ordem dos Engenheiros e aumentar a sua influência na definição de políticas públicas. A promoção da formação contínua, a valorização social da profissão e a disseminação de informação técnica são igualmente identificadas como áreas críticas. Com base nestes resultados, identificam-se três eixos estratégicos prioritários: (i) reforço da representatividade e promoção da renovação geracional; (ii) estruturação de uma oferta contínua de iniciativas técnicas alinhadas com as necessidades identificadas; e (iii) afirmação institucional da Engenharia Florestal, aumentando a sua visibilidade e participação nos processos de decisão. Os resultados confirmam a existência de uma comunidade técnica alinhada com os desafios atuais, mas evidenciam fragilidades estruturais ao nível da sua afirmação institucional. O reforço da Engenharia Florestal constitui, assim, uma condição essencial para garantir a sustentabilidade e resiliência do território. | |