Programa da conferência
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Vista diária |
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T1.3 - A floresta portuguesa Localização: Sala A1.14 Moderação/coordenação de sessão: Nuno Almeida Ribeiro | |
| Apresentação 6 | |
Revisão do Plano de Gestão da Pesca Lúdico-Desportiva da Zona de Pesca Lúdica do rio Mente 1: ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas; Direção Regional da Conservação da Natureza e Florestas do Norte; Departamento Regional de Gestão e Valorização da Floresta; Divisão de Extensão e Competitividade Florestal; Parque Florestal, 5000-567 Vila Real; 2: ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas; Direção Regional da Conservação da Natureza e Florestas do Norte; Departamento Regional de Gestão e Valorização da Floresta; Divisão de Gestão Florestal do Norte Litoral; Parque Florestal, 5000-567 Vila Real; 3: CITAB-UTAD - Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Departamento Florestal, 5000-801 Vila Real, Portugal; 4: CIBIO, Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, InBIO Laboratório Associado, Campus de Vairão, Universidade do Porto, 4485-661 Vairão, Portugal Este estudo apresenta os resultados da revisão do Plano de Gestão e Exploração da Zona de Pesca Lúdica (ZPL) do rio Mente, implementado em 2020, avaliando a adequação do modelo de ordenamento e gestão após cinco anos de aplicação. A investigação incidiu sobre as massas de água do rio Mente e principais tributários integrados no Parque Natural de Montesinho (PNM), abrangendo oito estações de amostragem distribuídas pelo rio Mente, rio Mousse e ribeira da Aveleda/rio de Vale de Madeiros. A metodologia replicou o protocolo aplicado em 2019, integrando a avaliação da qualidade hidromorfológica e ripária através da metodologia River Habitat Survey (RHS) bem como a monitorização das comunidades piscícolas por pesca elétrica, num total de 24 amostragens. Foram ainda analisados parâmetros de idade, crescimento, condição corporal e relação das espécies com os diferentes tipos de habitat, visando reforçar estratégias de gestão sustentável dos recursos aquícolas. Os resultados confirmam a elevada heterogeneidade e qualidade ecológica destes ecossistemas aquáticos e ribeirinhos, classificados entre seminaturais e significativamente modificados, refletindo simultaneamente a influência da ação humana e das alterações globais. A truta-de-rio (Salmo trutta) manteve ampla distribuição espacial, ocorrendo em todas as estações do rio Mente e do rio Mousse. A população apresenta crescimento isométrico e uma estrutura demográfica equilibrada, com cerca de 52% de indivíduos imaturos (≤2 anos) e 44% de exemplares reprodutores, evidenciando capacidade de renovação populacional e resiliência ecológica. O rio Mousse continua a assumir um papel determinante na conservação desta espécie. Destaca-se igualmente o aumento expressivo da população de boga, com predominância de indivíduos juvenis, sugerindo forte recrutamento recente. Em contrapartida, verificou-se uma expansão significativa do lagostim-sinal (Pacifastacus leniusculus), atualmente presente em todas as estações do rio Mente e na confluência do rio Mousse, situação que reforça a necessidade de monitorização e controlo desta espécie invasora. Os resultados obtidos sustentam a manutenção do modelo de gestão atualmente em vigor, reforçando a importância de uma abordagem integrada entre conservação da natureza e valorização sustentável da pesca lúdica. As medidas propostas permanecem alinhadas com os objetivos de conservação do projeto POSEUR-03-2215-FC-000096 – “ Conservação e Gestão das Comunidades de Mexilhão-de-Rio (Margaritifera margaritifera)”, contribuindo para a preservação dos ecossistemas fluviais de montanha e dos seus recursos endógenos. | |