Programa da conferência
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Vista diária |
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Simpósio 2a - Floresta Urbana: conhecimento multifacetado para promover a resiliência Localização: Auditório Pequeno (H1.04) Moderação/coordenação de sessão: Leónia Nunes Moderação/coordenação de sessão: Ana Luisa Soares Moderação/coordenação de sessão: Inês Marques Duarte | |
| Apresentação 4 | |
Resilientes ou vulneráveis? Respostas das árvores dos jardins históricos de Lisboa às alterações climáticas 1: Centro de Ecologia Aplicada Professor Baeta Neves (CEABN-InBIO), Instituto Superior de Agronomia (ISA/ULisboa); 2: Centro de Investigação em Agronomia, Alimentos, Ambiente e Paisagem (LEAF - Linking Landscape, Environment, Agriculture and Food), Instituto Superior de Agronomia (ISA/ULisboa); 3: Agência para o Clima, I.P.; 4: Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (cE3c), Faculdade de Ciências (FC/ULisboa) As árvores urbanas desempenham um papel fundamental na regulação climática, na promoção da biodiversidade e no bem-estar da população, sobretudo nas cidades do sul da Europa como Lisboa, cada vez mais expostas a eventos climáticos extremos. Este estudo avalia a vulnerabilidade de 318 espécies arbóreas (19.579 espécimes) em 63 jardins históricos de Lisboa, tendo como referência as condições climáticas atuais (2020) e projeções para 2050 e 2090. A análise baseou-se em dados disponibilizados pela Climate Assessment Tool (CAT), desenvolvida pela Climate Change Alliance of Botanic Gardens em colaboração com o Botanic Gardens Conservation International (BGCI), e adaptada ao contexto do arvoredo urbano de Lisboa. A ferramenta compara as condições climáticas das áreas de ocorrência das espécies com cenários climáticos futuros, permitindo avaliar a sua adequação climática, bem como os níveis de vulnerabilidade e resiliência. Os resultados deste estudo evidenciam uma predominância de espécies da região Paleártica, muitas delas nativas. Mais de 50% destas espécies apresentam elevada vulnerabilidade, podendo esse valor atingir 77% nos cenários mais pessimistas. Em contraste, várias espécies de origem neotropical revelam uma maior capacidade de adaptação. Estes resultados evidenciam a necessidade de integrar critérios climáticos no planeamento e gestão urbana, contribuindo para apoiar decisores, projetistas e técnicos municipais na transição de uma conservação passiva para uma abordagem proativa centrada na resiliência. | |