Programa da conferência
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Vista diária |
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T3.1 - A ambição Localização: Sala A1.14 Moderação/coordenação de sessão: Carlos Fonseca | |
| Apresentação 1 | |
Dois séculos de cartografia florestal portuguesa - do desenho aos conceitos ICNF, Portugal Enquadrado num projecto de investigação, esta apresentação é um contributo para a epistemologia florestal explorando a cartografia dos últimos dois séculos, sendo que o conhecimento florestal não se concretizou sem respaldo cartográfico. Como contribuiu a cartografia de temática florestal para o desenvolvimento da epistemologia florestal? Que ensinamentos para o futuro? Os arquivos cartográficos florestais são assim essenciais. A cartografia nacional desta temática inicia-se no século XIX com a AGM, enrobustece-se com os SF no final do século XIX e desenvolve-se no sec. XX em diálogo com outros processos cartográficos (CAF, SROA, processos ultramarinos, etc.) Importa assim para a historiografia da ciência (florestal) analisar a evolução dos conceitos associados ao desenho da floresta e terminologia empregue. O acervo cartográfico conservado no ICNF (6000 peças) é base neste processo. Far-se-á uma apresentação sumária do mesmo e desenvolve-se uma visão percorrendo 200 anos de produção cartográfica em suporte analógico. Apresentar-se-ão ligações a outros acervos desenvolvidos no período abordando igualmente a temática florestal, evidenciando a partilha de conceitos e de autores/actores. Analisa-se esta informação de forma a encontrar respostas às questões formuladas. No final, tecem-se conclusões antevendo no futuro próximo o desenvolvimento de uma nova etapa de planeamento florestal nacional. DESCRIÇÃO A forma como se cartografou e identificou a floresta não foi sempre igual, reflectindo-se portanto sobre o processo que permitiu a evolução do conceito de floresta até ao final do século XX. O acervo cartográfico florestal do ICNF foi até ao momento analisado de forma parcelar fazendo-se agora uma abordagem holística, relevando as ligações com outros processos. A apresentação da análise em causa será dividida em 4 fases, correspondendo a diferentes períodos de produção e de autores: 1) De 1800 a 1881: o período compreendendo a AGM 2) De 1881 a 1938: do período final da monarquia até à aprovação do PPF. Período onde se edificam os SF e avança a arborização das serras e o trabalho de correção do regime torrencial (Norte, Centro e ilhas adjacentes). Os autores de cartografia têm também outras formações para além da silvícola. 3) De 1938 até à 1980: a florestação no Estado Novo e o 25 de Abril. A fase onde fruto da aprovação do PPF e da necessidade de aumentar o ciclo de arborização, os SF operam a “massificação” da produção cartográfica e ocorrem processos de diálogo técnico com outras instituições de produção cartográfica. 4) As últimas décadas do século XX, a produção cartográfica diminui e passa maioritariamente a desenvolver funções associadas ao Inventário Florestal Nacional, a área técnica de eleição da Autoridade Florestal na viragem do século. Neste período emergem outras temáticas de produção cartográfica associadas à conservação da natureza, aos fogos florestais e à fitossanidade. O processo cartográfico florestal português (que na sua máxima expressão abrange continente, ilhas e ex-territórios ultramarinos) envolve procedimentos diferenciados de trabalho de campo, normas para processamento de desenho em gabinete, concepções diferenciadas de hierarquia das estruturas responsáveis pela produção e processos diversificados de disponibilização da informação final. | |