Programa da conferência
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Vista diária |
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Simpósio 5b - Produtos Florestais Não Lenhosos: uma oportunidade para os proprietários florestais Localização: Sala A1.13 Moderação/coordenação de sessão: Margarida Tomé Moderação/coordenação de sessão: Tiago Ferreira Lima | |
| Apresentação 5 | |
Boas práticas na instalação de medronheiro: influência do solo, preparação do terreno e mitigação da seca na sobrevivência das plantas 1: IPC/ESAC, Coimbra; 2: CERNAS /IPC, Coimbra; 3: CIM|RC, Comunidade Intermunicipal, Coimbra; 4: C. Municipal da Pampilhosa da Serra O medronheiro (Arbutus unedo L.) apresenta elevada plasticidade ecológica, incluindo tolerância a solos delgados, pedregosos, frequentemente ácidos e pobres em nutrientes, sendo uma espécie mediterrânica com interesse no âmbito dos produtos florestais não lenhosos. É utilizado na recuperação de áreas degradadas, contribuindo para a proteção do solo contra a erosão e em faixas de gestão de combustível, associadas à proteção contra incêndios rurais devido à sua capacidade de regeneração vegetativa. Face à crescente irregularidade da precipitação, caracterizada por episódios de chuva intensa e períodos prolongados de seca, torna-se fundamental adotar boas práticas na instalação de espécies florestais, de modo a reduzir o risco de erosão, conservar água no solo, proteger os recursos hídricos e aumentar o sucesso da plantação. Nos ensaios já instalados foram identificadas várias causas de insucesso, destacando-se solos de textura pesada, encharcamento prolongado sem drenagem adequada e épocas de plantação desadequadas. Serão igualmente apresentados os resultados de sobrevivência de um ensaio instalado na Pampilhosa da Serra em 06/02/2025, destinado a avaliar o efeito de diferentes tratamentos na resiliência ao défice hídrico, comparativamente ao controlo, utilizando um delineamento experimental em blocos completos casualizados (5 plantas/tratamento x 4 blocos). O ano experimental foi caracterizado por uma primavera húmida, com precipitação até ao final de abril, favorecendo o crescimento da parte aérea, particularmente nos tratamentos com adubação, seguida de um período seco prolongado com temperaturas elevadas, agravado pela ocorrência de incêndios na região. Os resultados demonstraram que: 1) a aplicação de mulch (biomassa) promoveu consistentemente a sobrevivência; 2) o pior resultado (45%; P<0,05) ocorreu no tratamento com adubação sem a aplicação de mulch (adubo de libertação controlada aplicado ao fundo da cova - 9:20:8 +14CaO+3MgO+0,1B; 30g/planta, complementado com superfosfato 18%,140 g/planta aplicado a 20 cm da planta); 3) os tratamentos com a mesma fertilização associada a mulch ou mulch + hidroretentor apresentaram sobrevivências de 55% e 70%, respetivamente. Embora a fertilização tenha promovido maior desenvolvimento foliar, poderá ter limitado o desenvolvimento radicular, reduzindo a tolerância ao défice hídrico. Os melhores resultados (100±0%; P<0,05) foram observados em tratamentos com aplicação de mulch na caldeira e combinado com: i) imersão prévia das plantas numa suspensão de esporos de Pisolithus arhizus; ou ii) aplicação de agente retentor de água (2 g/planta) associada à colocação de uma unidade comercial de micorrizas/Mycoshell (endomicorrizas) no fundo da cova. Os resultados obtidos evidenciam a importância de práticas que promovam o desenvolvimento radicular e o estabelecimento de associações simbióticas, aumentando a resiliência das plantas ao stress hídrico. Agradecimentos - Financiamento através dos projetos CARB2SOIL, PRR-C05-i03-I-000030-LA3.1, Aviso: 03/c05-i03/2021 CERNAS financiado por fundos nacionais através da FCT I.P., Ref UID/00681/2025, DOI https://doi.org/10.54499/UID/00681/2025. | |