Programa da conferência
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Vista diária |
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Simpósio 5b - Produtos Florestais Não Lenhosos: uma oportunidade para os proprietários florestais Localização: Sala A1.13 Moderação/coordenação de sessão: Margarida Tomé Moderação/coordenação de sessão: Tiago Ferreira Lima | |
| Apresentação 2 | |
A sobrevivência à plantação de medronheiro em condições de stresse hídrico: simulação em viveiro 1: IPC/ESAC, Coimbra; 2: Centro de Ecologia Funcional, Departamento de Ciências da Vida, Universidade de Coimbra; 3: CERNAS / IPC, Coimbra O medronheiro (Arbutus unedo L.) é uma espécie autóctone reconhecida pela sua resiliência aos incêndios rurais, particularidade que a torna relevante em programas de florestação e reflorestação, sendo frequentemente utilizada em faixas de proteção na interface floresta-aldeia e em zonas industriais. A espécie apresenta boa adaptação a solos degradados, contribuindo para a sua recuperação e, simultaneamente, para o aumento do rendimento dos proprietários florestais através da produção de fruto. No contexto das alterações climáticas, o período de plantação tende a tornar-se progressivamente mais curto e incerto. O presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito das micorrizas, da utilização de agentes retentores de água e do respetivo modo de aplicação na sobrevivência de plantas de medronheiro sob condições de stresse hídrico simuladas em estufa (sem rega e sem rede de sombra), bem como o potencial de transferência dos resultados para condições de campo. Foram utilizadas plantas micropropagadas provenientes do mesmo clone, de forma a reduzir o efeito da variabilidade genética na resposta aos tratamentos. As plantas foram instaladas em vasos de 2,8 L, utilizando um substrato de textura grosseira e baixo teor de matéria orgânica. Testaram-se duas condições hídricas: substrato húmido (simulando ocorrência de precipitação) e substrato à capacidade de campo (simulando uma rega de 2 L/planta). Os agentes retentores de água foram aplicados na forma seca (2 g/planta) ou pré-hidratados (2 g/300 mL). Avaliou-se ainda a adição de fertilizante, a prévia imersão do torrão da planta numa suspensão de esporos de Pisolithus arhizus e a aplicação de uma mistura de algas e vitaminas. No total, foram utilizadas 225 plantas distribuídas em três blocos completos casualizados, cada um com 15 tratamentos compostos por cinco plantas distribuídas aleatoriamente. Os melhores resultados de sobrevivência (80%, após 98 dias sob stresse hídrico, sem rega nem cobertura) foram obtidos no tratamento que combinou substrato à capacidade de campo, aplicação do agente retentor de água na forma seca e prévia imersão do torrão numa suspensão de esporos de Pisolithus arhizus. Os resultados sugerem que a antecipação da plantação no outono, após a ocorrência das primeiras chuvas, associada à prévia imersão do torrão em suspensão de esporos de Pisolithus arhizus, à aplicação de agente retentor de água na forma seca (2 g/planta, operacionalmente mais simples e de menor custo) e à realização de uma rega de aproximadamente 2 L/planta, poderá aumentar o sucesso da instalação das plantas. Este tratamento permitiu obter 80% de sobrevivência após 98 dias sob stresse hídrico. | |