Programa da conferência
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Vista diária |
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Simpósio 5b - Produtos Florestais Não Lenhosos: uma oportunidade para os proprietários florestais Localização: Sala A1.13 Moderação/coordenação de sessão: Margarida Tomé Moderação/coordenação de sessão: Tiago Ferreira Lima | |
| Apresentação 3 | |
Melhoramento do medronheiro: resultados de ensaios de progénies 1: IPC/ESAC, Coimbra; 2: CERNAS, Coimbra; 3: Altri Florestal, S.A, Olho Marinho; 4: The Navigator Company, Herdade de Espirra; 5: CCDRC, Castelo Branco; 6: GreenClon Lda, Cantanhede O medronheiro (Arbutus unedo L.) é uma espécie autóctone, com vasta distribuição de norte a sul do país. Apresenta elevada plasticidade, com adaptação a diferentes tipos de solo e rocha-mãe. A sua resiliência aos incêndios florestais e crescente valor económico justificam o seu uso frequentemente em sistemas multifuncionais, incluindo faixas de proteção de áreas florestais, rede viária, aldeias e zonas industriais. O programa de melhoramento desta espécie é ainda muito recente, particularmente quando comparado com outras espécies fruteiras. Plantas adultas foram selecionadas com base na produção e qualidade do fruto e posteriormente multiplicadas por micropropagação. Foram instalados ensaios de campo em diferentes condições ambientais para avaliação dos genótipos (Projeto ProDeR). Partindo dos resultados obtidos em campo e na prospeção de acessos, foi instalado na ESAC um pomar produtor de semente de 1.ª geração, constituído por 50 genótipos, certificado pelo ICNF (categoria de “qualificado”, código ARBUQ001) e registado na plataforma GRIN-Global, com os códigos PRT 674 a PRT 724 através do Projeto PDR2020-784-042742. Foram igualmente instaladas áreas de reserva ex situ para assegurar a conservação dos recursos genéticos (PDR2020, Transform), garantindo a sua disponibilidade para futura integração no programa de melhoramento, como resposta a fatores bióticos, abióticos e económicos. Com plantas obtidas a partir de semente de 1ª geração, têm vindo a ser instalados ensaios de progénies/famílias (2022 e 2024; PDR2020, Transform), em diferentes condições ambientais (blocos completos casualizados), com o objetivo de selecionar os melhores indivíduos dentro das melhores famílias, visando a constituição do pomar de 2.ª geração. Na avaliação das arvores progenitoras/famílias, numa fase precoce, a taxa de sobrevivência evidencia a resiliência e apresenta também um interesse do ponto de vista económico. Os parâmetros observados incluíram a taxa de sobrevivência e o acréscimo em altura. No ensaio instalado em 2022 foi também avaliada a densidade foliar e a florescência. A taxa média de sobrevivência apresentou elevada variação entre locais (36,9% em Penamacor, 61,6% na Bogalheira, 69,9% em Vale Formoso, 77,3% no Furadouro e 90,3% em Machio). O resultado observado em Penamacor poderá estar associado à data tardia de plantação e ao tipo de adubo utilizado (14:12:9). Para cada local e para os parâmetros estudados, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre as progénies, não existindo, nesta fase, base para inferir variância genética relevante. Os valores positivos da Aptidão Geral à Combinação constituem um indicador de tendência evidenciada pelas progénies/famílias; contudo, na ausência de diferenças genéticas significativas, sugere-se a necessidade de avaliações em fases mais avançadas do ciclo vegetativo, particularmente no que respeita à produção e qualidade do fruto. Agradecimentos - Financiamento através dos projetos Transform, PRR, Portar. nº43-A/2022, AVISO N.º 02/C05-i01/2022 PDR2020 Ref. 784-042742 – Recursos Genéticos ProDeR medida 4.1, Cooperação para a Inovação, Ref. 53106 CERNAS financiado por fundos nacionais através da FCT I.P., Ref UID/00681/2025, DOI https://doi.org/10.54499/UID/00681/2025 | |