Programa da conferência
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Sessão de Pósteres n.º 1 Localização: Átrio ESAC | |
| Apresentação 3 | |
Produção de biomassa e qualidade da madeira da Cupressus lusitanica Mill. a crescer em Portugal UTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal A seleção de espécies arbóreas para florestação em ambientes mediterrânicos envolve desafios relacionados com a adaptabilidade, o impacto nas propriedades do solo e a qualidade ambiental global. A Cupressus lusitanica Mill. tem sido uma espécie florestal reconhecida pelo seu rápido crescimento, resiliência ambiental e versatilidade de aplicações, posicionando-se como uma candidata promissora para estas regiões. Embora tenha sido utilizada em florestações no Nordeste de Portugal desde a década de 1990, ainda não existem estudos abrangentes que avaliem o seu desempenho em determinadas condições locais sob forte influência mediterrânica. Para colmatar esta lacuna de conhecimento, o presente estudo avaliou um povoamento de Cupressus lusitanica com 14 anos instalado no Nordeste de Portugal. Foram analisadas as propriedades anatómicas, físicas, químicas e mecânicas da madeira, bem como a produção de biomassa. A espécie evidenciou um maior crescimento radial (em diâmetro) e uma elevada adaptabilidade, comparativamente a outras espécies sob condições ambientais semelhantes. Apesar de apresentar menor comprimento de fibras (1,6 mm) e uma densidade básica da madeira relativamente baixa (404 kg/m³), os valores de retração situaram-se dentro do intervalo típico das coníferas. Contudo, observou-se uma marcada tendência para fenómenos de empenamento. O teor de extrativos foi relativamente elevado (5,1%), sendo predominante a fração solúvel em etanol (3,6%). Os ensaios mecânicos revelaram valores reduzidos tanto para o módulo de elasticidade (MOE) (3592,5–3617,1 MPa) como para o módulo de rutura (MOR) (57,7–68,9 MPa), sendo ambas as propriedades significativamente influenciadas pela presença de nós. Face aos resultados obtidos, foi possível concluir que a espécie Cupressus lusitanica, apesar da baixa densidade da madeira e de potenciais limitações em algumas utilização que exijam um bom desempenho mecânico, apresenta notável crescimento e adaptabilidade, conferindo-lhe elevado potencial para a produção de biomassa e sequestro de carbono, bem como possíveis aplicações da sua madeira no fabrico de painéis reconstituídos e à base de fibras ou partículas de madeira. | |