Programa da conferência
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Simpósio 1 - Presente e futuro dos Sistemas de Apoio à Decisão na gestão florestal: integração dos serviços de ecossistema
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Serviços de Ecossistema e Sistemas de Apoio à Decisão na Gestão Florestal: uma revisão do estado da arte e perspetivas futuras 1: Instituto Superior de Agronomia, Portugal; 2: University of Ljubljana, Slovenia; 3: Techical University in Zvolen, Slovakia; 4: University of Aveiro, Portugal; 5: University of Tirana, Albania; 6: ETH Zurich, Switzerland; 7: Faculty of Sciences, University of Porto, Portugal; 8: National Institute for Research and Development in Forestry "Marin Drăcea", Romania; 9: Instanbul University, Turkey; 10: Martin-Luther Universitat, Germany; 11: Warsaw University of Life Sciences, Poland; 12: Karadeniz Tecnhical University, Turkey; 13: Fora, Campus Universitario Duques de Soria, Spain; 14: Biosens Institut, Serbia A crescente complexidade dos desafios associados à gestão florestal sustentável exige abordagens capazes de integrar múltiplos objetivos, interesses e escalas espaciais e temporais. Neste contexto, os Sistemas de Apoio à Decisão assumem um papel fundamental na avaliação de alternativas de gestão, promovendo decisões mais transparentes, robustas e alinhadas com os princípios da sustentabilidade. Paralelamente, o reconhecimento dos serviços de ecossistema como elementos centrais da multifuncionalidade das florestas tem impulsionado o desenvolvimento de metodologias que permitam a sua quantificação, valorização e integração nos processos de planeamento e decisão. Este trabalho apresenta uma revisão sistemática da literatura científica sobre a integração dos serviços de ecossistema em Sistemas de Apoio à Decisão aplicados à gestão florestal. São analisados os principais tipos de serviços bem como as metodologias utilizadas para a sua avaliação. Adicionalmente, procede-se à identificação e caracterização das técnicas de tomada de decisão mais frequentemente empregues em diferentes casos de estudo, incluindo métodos multicritério, abordagens participativas, otimização matemática, análise espacial e técnicas híbridas. A revisão evidencia uma tendência crescente para a integração de múltiplos serviços de ecossistema nos processos de decisão, recorrendo a ferramentas que conciliam objetivos económicos, ambientais e sociais. Contudo, persistem desafios relacionados com a disponibilidade e qualidade dos dados, a representação das incertezas, a consideração de impactos de longo prazo e a efetiva participação das diferentes partes interessadas. Os resultados permitem identificar tendências emergentes, lacunas de conhecimento e oportunidades de investigação futura, contribuindo para o desenvolvimento de Sistemas de Apoio à Decisão mais eficazes na promoção da gestão florestal sustentável e resiliente face às alterações globais. O trabalho enquadra-se nos objetivos do Simpósio 1 – Presente e futuro dos Sistemas de Apoio à Decisão na gestão florestal: integração dos serviços de ecossistema, fornecendo uma visão abrangente sobre o estado atual da investigação e os caminhos para a sua evolução. Enhancing the climate resilience and establishment of Mediterranean forest stands: The TERRASAFE.PT case study 1: CESAM, Departamento de Ambiente e Ordenamento, Universidade de Aveiro, Portugal; 2: Geobiotech- Departamento de Geobiociências, Geoengenharia e Geotecnologias, Universidade de Aveiro, Portugal; 3: GOVCOPP - Departamento de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo, Universidade de Aveiro, Portugal Climate change, desertification and recurrent droughts pose severe threats to Mediterranean forest ecosystems, limiting post-planting survival and long-term stand productivity. Under the TERRASAFE.PT project, innovative management solutions are being deployed to improve forest resilience and promote tree establishment in the semi-arid, desertification-prone region of Castelo Branco, Portugal. Field trials were installed in two contrasting forest systems: a Pinus pinaster (pine) plantation and a Quercus suber (cork oak) grove. Within each system, the efficacy of two soil-conditioning solutions, biochar and agrobiogel, is evaluated against tree performance. The experimental layout consists of plots containing 90 trees each, divided equally into three distinct cohorts: 30 trees treated with biochar, 30 with agrobiogel, and 30 untreated controls. Forest monitoring is conducted monthly during the initial six months post-planting, shifting to quarterly assessments in the following years. Key monitored parameters include plant vegetative growth, mortality rates, and soil moisture dynamics within the root zone. Preliminary laboratory assays indicated that these integrated soil treatments significantly boost water retention capacity. This suggests a high potential to mitigate summer drought stress in young forest stands. The ongoing field monitoring will deliver critical data on tree physiological performance under real-world environmental pressures, providing a scalable model for climate-smart forest restoration and sustainable silviculture. Co-criação de paisagens resilientes e oferta de serviços de ecossistema. O Living Lab de Vale do Sousa 1: Instituto Superior de Agronomia, Portugal; 2: Católica Porto Business School, Portugal Com início em 2002 e com recurso ao financiamento de vários projetos ao longo de 24 anos desenvolveu-se uma iniciativa de colaboração entre o Instituto Superior de Agronomia (ISA) e a Associação Florestal de Vale do Sousa (AFVS) de criação de Living Lab na paisagem florestal de Vale do Sousa no Noroeste de Portugal e com cerca de 28 940 ha. Esta comunicação descreve esta iniciativa que envolveu a implementação de cinco inventários florestais (o mais recente em curso) e voo LiDAR bem como de questionários, entrevistas, Focus groups e workshops junto de partes interessadas por forma a caracterizar os contextos ecológico e socioeconómico do Vale do Sousa e a co-criar com estas partes interessadas - proprietários florestais privados não industriais, indústria florestal, fundos de investimento, ONGs, administração pública florestal e de conservação da natureza, câmaras municipais, proteção civil, bombeiros, empresas de prestação de serviços florestais - mosaicos paisagísticos mais resilientes. A eficácia da solução do problema de planeamento de gestão para oferta de um leque alargado de serviços de ecossistema em Vale do Sousa requer uma abordagem inovadora a nível da paisagem que envolva as partes interessadas e a AFVS é responsável pelo desenvolvimento e implementação do Plano de Gestão Florestal em Zonas de Intervenção Florestal no Living Lab. Esta comunicação faz uma síntese da inovação desenvolvida em colaboração com partes interessdas em planeamento da gestão florestal, instrumentos de apoio à decisão e oferta de serviços de ecossistema. O papel das abordagens participativas na melhoria da tomada de decisão no setor florestal: a experiência do CoLAB ForestWISE Laboratório Colaborativo para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo - CoLAB ForestWISE Alinhada com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16, que preconiza uma tomada de decisão, a todos os níveis, responsável, inclusiva, participativa e representativa, esta comunicação apresenta uma reflexão sobre o contributo das abordagens participativas para a melhoria da tomada de decisão no setor da floresta e dos fogos rurais, com base na experiência desenvolvida pelo CoLAB ForestWISE. Ao longo das últimas décadas, a integração das perceções sociais e das visões dos diversos atores sobre o território e do conhecimento baseado na prática tem vindo a assumir um papel cada vez mais relevante na esfera pública e política. Esta evolução reflete o reconhecimento da crescente importância da integração destes saberes nos processos de tomada de decisão e na formulação de políticas públicas. Neste contexto, a participação pública e o envolvimento dos diversos atores, através de diferentes metodologias e formatos, afirmaram-se não apenas como um direito democrático, mas também como uma resposta às limitações dos modelos de decisão centralizados. As abordagens participativas passaram, assim, a constituir mecanismos promotores de diálogo, aprendizagem mútua e construção de consensos entre diferentes setores, disciplinas e comunidades. Por outro lado, organizações públicas e privadas têm vindo a reconhecer que projetos e políticas com incorporam processos participativos tendem a alcançar melhores resultados quando comparados com processos de decisão centralizados e institucionais. Esta evidência traduz-se numa maior legitimidade e adesão às decisões tomadas, num reforço da coresponsabilização dos atores na sua implementação e avaliação, bem como no fortalecimento das capacidades dos diversos atores para liderarem projetos inovadores e adequados aos seus contextos e especificidades territoriais. Contudo, são ainda limitados os estudos que avaliam de forma sistemática os resultados e o impacto das abordagens participativas na gestão sustentável dos recursos naturais, evidenciando os seus benefícios, constrangimentos, desafios e fatores de (in)sucesso de forma a evidenciar o potencial destas abordagens para o futuro. Nos últimos anos, o CoLAB ForestWISE, enquanto laboratório colaborativo, tem-se afirmado como uma entidade de interface, promotora de pontes e colaborações para a melhoria da gestão integrada da floresta e do fogo, contando com todos os parceiros e atores do setor. Neste contexto, tem desenvolvido experiência no âmbito do desenvolvimento e operacionalização de abordagens participativas que promovem co-desenho de políticas e soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável da floresta e ao, mesmo tempo, potenciam comunidades mais responsáveis, ativas e informadas na gestão e valorização do território. Esta comunicação apresenta uma análise e reflexão crítica sobre diferentes iniciativas desenvolvidas pelo CoLAB ForestWISE no âmbito das políticas públicas para o setor florestal e da revitalização do território, assentes no desenho e operacionalização de abordagens participativas. Os resultados desta análise salientam fatores-chave a ter em conta no envolvimento dos atores na (co)decisão. Destacam-se i) o reforço da comunicação e confiança entre múltiplos atores; ii) a garantia de equidade no processo, com recurso a metodologias que favoreçam a inclusão e participação efetiva na decisão; e iii) o desenho adequado dos processos participativos, com adequada representação de atores com interesse e influência na implementação das decisões. Förecast – Integración de sensores remotos e inteligencia artificial para Inventarios forestales 1: fora forest technologies sll, Spain; 2: Instituto Universitario de Investigación Gestión Forestal Sostenible iuFOR La gestión forestal sostenible requiere información actualizada y precisa sobre el estado y evolución de los bosques. Los inventarios forestales continuos (IFC) son clave, pero tradicionalmente adolecen de incertidumbre espacial y temporal. Förecast 3.0, plataforma web operativa desde 2019 (TRL9), integra LiDAR, imágenes Sentinel-2 y modelos de inteligencia artificial para ofrecer IFC en tiempo real, con una filosofía clara: poner a disposición de gestores y técnicos un gran volumen de información y metodologías complejas de manera sencilla, para que puedan utilizarlas directamente en su toma de decisiones, sin necesidad de ser expertos en sensores remotos. La herramienta responde a tres preguntas fundamentales: qué especies hay (identificación mediante CNN, ResNet y LSTM, en prototipado), cuántas existencias (biomasa, volumen, carbono, etc.) y cuándo se producen cambios (detección mensual de perturbaciones). El cálculo de existencias emplea el enfoque basado en área (ABA) y procesa masivamente nubes de puntos LiDAR (hasta 9 Tb de datos). La detección de cambios utiliza mosaicos mensuales libres de nubes y neblinas de Sentinel-2, con superresolución a 10 m, y clasifica las cortas en siete niveles de probabilidad. Los resultados se descargan en formatos SIG estándar. En un ejemplo sobre 2600 ha, la plataforma completó el inventario en menos de 3 horas, generando cartografía continua de más de 20 variables dasométricas (densidad, área basimétrica, altura dominante, volumen, biomasa, carbono, carga de combustible, etc.). La identificación de especies alcanzó una exactitud del 93% en validación (cinco clases). La integración de los módulos permite actualizar automáticamente las estimaciones de existencias tras detectar perturbaciones, gracias al cruce de polígonos de corta con el inventario LiDAR. Förecast 3.0 constituye un sistema de apoyo a la decisión que facilita la planificación forestal, la estimación de servicios ecosistémicos (secuestro de carbono, producción de madera, regulación hídrica indirecta) y la adaptación al cambio climático. Sus principales retos futuros incluyen mejorar la predicción de densidades en masas irregulares o mixtas, detectar cambios sutiles (plagas, claras ligeras) y generalizar la clasificación de especies. Su capacidad para operar en cualquier punto de España (y ya en México) y para trabajar con o sin datos de campo la convierte en una herramienta única para la gestión forestal operativa y basada en evidencia científica. Biöpatch – Integración de conectividad, fragmentación y biodiversidad en la toma de decisiones 1: fora forest technologies sll, Spain; 2: Instituto Universitario de Investigación Gestión Forestal Sostenible iuFOR La pérdida de biodiversidad y la fragmentación de hábitats son desafíos clave para la conservación forestal. Aunque existen marcos normativos (Directiva Hábitats, Estrategia UE 2030), los gestores forestales carecen a menudo de herramientas accesibles que integren análisis de conectividad y biodiversidad. Biöpatch es una aplicación web diseñada para profesionales del sector que combina, en un visor interactivo, el análisis de conectividad estructural y funcional, la evaluación de la biodiversidad y el cálculo del Índice de Biodiversidad Potencial (IBP). La herramienta cuenta con seis módulos: mapas base, capa de trabajo filtrable, adición de polígonos para simular escenarios, conectividad estructural, conectividad funcional y biodiversidad. Para la conectividad estructural calcula métricas como el Índice de Fragmentación (F), Tamaño Medio de Parche (MPS), Distancia Media al Vecino (MNN), Densidad de Borde (ED), Índice Integral de Conectividad (IIC) y Densidad de Área Forestal (FAD). Para la conectividad funcional emplea distancia entre centroides y rutas por resistencia, calculando la Probabilidad de Conectividad (PC), el Área Conexa Equivalente (ECA) y los índices delta (dPC), además de corredores óptimos para cinco grupos de especies. El módulo de biodiversidad evalúa el estado de conservación según la Directiva Hábitats y calcula el IBP, que cuantifica el potencial de una masa forestal para albergar biodiversidad en función de sus características estructurales. Los resultados permiten identificar áreas fragmentadas, zonas prioritarias para la mejora y corredores ecológicos clave. La simulación de escenarios en tiempo real facilita la comparación de alternativas de gestión. La integración de conectividad, biodiversidad e IBP proporciona una base objetiva para la toma de decisiones, con implicaciones directas en la provisión de servicios ecosistémicos: aumenta la resiliencia frente al cambio climático, favorece la conservación de especies, mejora la regulación hídrica y del suelo, y potencia servicios culturales y recreativos. Biöpatch se posiciona como un sistema de apoyo a la decisión accesible, riguroso y operativo, que traslada análisis complejos a un entorno web fácil de usar, permitiendo descargar los resultados en formatos SIG estándar. Su capacidad para evaluar escenarios de mejora y cuantificar su contribución a los servicios ecosistémicos la convierte en una herramienta clave para la gestión forestal sostenible del futuro. | ||